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10 de novembro de 2015

REDESOL promove 1º Encontro pelo Cataforte III


Catadores de materiais recicláveis de Belo Horizonte e região metropolitana participaram neste sábado, 07/11/2015, do 1º Encontro REDESOL – Cataforte III. O evento, que aconteceu no auditório do Instituto de Educação de Minas Gerais, contou com representantes dos 14 empreendimentos que formam a REDESOL com o objetivo de trocar experiências e aprofundar na relação estabelecida pelo trabalho em rede e conhecer melhor o Cataforte III e começar a pensar sobre o Plano de Gestão.

A presidente da REDESOL, Ivaneide Souza, acredita na importância da união das cooperativas para buscar os avanços para os catadores e seus empreendimentos. “Esse encontro é, efetivamente, o ponta pé inicial da REDESOL no projeto Cataforte III, unificando os empreendimentos filiados à rede com o objetivo de aproximar os cooperados estreitando as relações. Acho que o Cataforte III vem para fortalecer as redes e estamos com muita expectativa de avançar na questão do planejamento consolidando a Rede como um negócio que atenda da melhor forma as bases filiadas”.

O encontro contou com a participação de representantes das diversas instituições parceiras da REDESOL, incluindo o INSEA, MNCR, Fórum Municipal Lixo e Cidadania, do Centro Público de Economia Solidária e da ONG Moradia, que formaram a mesa de abertura do encontro.

A assessora regional do Cataforte III – MG/RJ, do Escritório Nacional do Cataforte, Marislene Nogueira, apresentou o Projeto para os catadores, além de um histórico das duas edições anteriores.

Com o intuito de trabalhar a “Estruturação de Negócios Sustentáveis em Rede”, o atual projeto tem como objetivo possibilitar avanços na cadeia produtiva e no mercado da reciclagem (comercialização conjunta; prestação de serviços; beneficiamento/agregação de valores aos materiais recicláveis; outras oportunidades de negócios). O Cataforte III também vem com o desafio de avançar na inclusão de catadores informais e na integração de políticas e iniciativas de apoio aos catadores.

Os participantes do encontro foram divididos em seis grupos que trataram dos seguintes temas: estrutura organizativa; afirmação da identidade e projeto de sociedade; comunicação; formação e mobilização para a participação; estratégias e metodologias para planejamento, monitoramento e avaliação das atividades em rede; e relações políticas e institucionais. Os seis temas que foram trabalhados pelos grupos são requisitos do Cataforte III para serem tratados no Plano de Gestão. A recomendação é que os temas sejam discutidos de forma participativa com os catadores.

A REDESOL é formada por 14 empreendimentos solidários de catadores de materiais recicláveis de Belo Horizonte e das cidades de Caeté, Vespasiano, Raposos, Nova União, Sabará, Baldim, Congonhas, Pedro Leopoldo e Sarzedo.



15 de setembro de 2015

Prêmio BNDES de Boas Práticas em Economia Solidária

A REDESOL foi ganhadora do Prêmio BNDES de Boas Práticas em Economia Solidária, Premiação que reconhece as iniciativas consideradas "boas práticas" de Empreendimentos Econômicos Solidários (EES) e suas Redes. A inciativa é uma ação conjunta do BNDES, da Secretaria Nacional de Economia Solidária, do Ministério do Trabalho e Emprego (SENAES/MTE) e do Fórum Brasileiro de Economia Solidária (FBES).

A cerimônia de premiação ocorreu no dia 11 de julho de 2015 durante a 11ª Feira de EcoSOL - Feira Latino Americana de Economia Solidária e 22ª FEICOOP - Feira Internacional do Cooperativismo realizada no Centro de Referência em Economia Solidária Dom Ivo Lorscheiter em Santa Maria – RS. PARABÉNS REDESOL, por mais essa conquista coletiva!!!


24 de junho de 2014

REDESOL NA COPA

O trabalho da REDESOL-Central Cooperativa Rede Solidária de Trabalhadores de Materiais Recicláveis de MG tem recebido reconhecimento. Dentre as últimas articulações agora o sucesso do trabalho é externalizado através da participação em massa dos empreendimentos filiados na Copa da Fifa em Belo Horizonte.



Entre benefícios e prejuízos da realização de uma Copa do Mundo no país, catadores de materiais recicláveis ganharam uma boa oportunidade de melhorar a renda. Pela primeira vez na história, a Prefeitura de Belo Horizonte trocou o convênio com uma empresa terceirizada pelo contrato direto com redes formadas por cooperativas de catadores. E o trabalho que eles estão realizando vem sendo elogiado.

Nas cooperativas, eles reúnem o material, que inclui latas, papelão, papelão especial, copos e garrafas plásticas, recolhidos na região do Mineirão e na Fan Fest. Após a triagem, a compactação e a venda, os recursos são divididos igualmente entre todos catadores. Com isso, o rendimento deles, que em um mês normal gira em torno de R$ 1.100, pode chegar a R$ 2.000 neste mês de Copa.

O número é só uma estimativa, mas o resultado do trabalho já pode ser medido, tanto por eles quanto pela administração municipal. “Foi a primeira vez em que a gente conseguiu que a prefeitura acreditasse no trabalho do catador. Isso foi importante, pois aumenta a estima do grupo, que, hoje, realmente percebe que a prefeitura firmou uma parceira com eles”, explica Ivaneide Silva Souza, a presidente da Rede Sol, que inclui várias cooperativas que fazem parte do projeto.

“Temos visto resultados maravilhosos. Eles possuem um nível de profissionalismo muito importante, e isso é só uma mostra de um legado pós-Copa. Que isso sirva de experiência e possa ser feito outras vezes em eventos em nossa cidade”, destaca Clarissa Germana Pereira de Queiroz, chefe do Departamento de Políticas Sociais e Mobilização da Secretaria de Limpeza Urbana (SLU).

É Ivaneide quem explica os motivos pelos quais o trabalho funciona tão bem. “Nós conhecemos e valorizamos o material reciclável, pois é nossa matéria-prima. Não deixamos nenhum material se perder ou ir para o aterro sanitário porque sabemos o valor disso para nós. E o catador sabe disso para o meio ambiente e quanto ele traz a oportunidade para outras pessoas”.

Ofício atrai gente de outras áreas

O grupo de catadores que trabalham com materiais recicláveis inclui pessoas que se encontraram na profissão. No passado, tinham o sonho de um trabalho com carteira assinada, mas descobriram que, unidos, podem ser seus próprios patrões.

Há pedreiros, como Ernesto Xavier de Souza, que descobriu a função quando fez um curso de nove meses sobre cooperativismo em 2002, e vendedoras que faziam sucesso, mas preferiram mudar de vida.

“Eu vendia produtos da Avon e da Natura e cheguei a ganhar prêmios como uma das melhores vendedoras. Mas preferi ser estrela aqui, no lixo. Amo trabalhar aqui e tenho o sonho de continuar a construção do meu ‘barraco’ de 20 m² e sete janelas”, conta a orgulhosa Evalucia Nascimento.
Os catadores da Copa ganharam notoriedade quando Maria Sueli dos Santos, que trabalhava em frente ao Mineirão, deu depoimento marcante sobre a realização da Copa a O TEMPO.


No vídeo, que já tem mais de 70 mil visualizações na internet, ela defende a realização do evento e critica as manifestações: “Cuspiu no chão, destruiu patrimônio público, é por não ter educação”.

Fonte: http://www.otempo.com.br/cmlink/hotsites/copa-do-mundo-2014/lixo-do-mundial-para-uns-oportunidades-para-outros-1.867794