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Transformando lixo em cidadania.

18 de janeiro de 2018

Inscrições abertas para Programa Voluntariado Banco do Brasil

Imagem: Reprodução/Voluntariado Banco do Brasil

A Fundação Banco do Brasil (FBB) abriu as inscrições para a chamada interna do primeiro semestre de 2018 para o Programa Voluntariado Banco do Brasil. Os proponentes, juntamente com os voluntariados da entidade, têm ate 16 de fevereiro para encaminhar as propostas. Serão apoiados projetos sociais desenvolvidos por entidades sem fins lucrativos que tenham atuação de voluntário BB.

O investimento soma R$ 3 milhões para apoiar iniciativas com orçamentos entre R$ 50 mil e R$ 100 mil. Elas devem ter como foco a promoção da cidadania, geração de trabalho e renda, cuidado ambiental, educação, cultura, esporte e saúde, visando a inclusão social e produtiva dos públicos priorizados pela FBB, especialmente o empoderamento de jovens e mulheres.

O recurso poderá ser usado para aquisição de máquinas e equipamentos novos; móveis e utensílios; insumos para produção, beneficiamento e comercialização de produtos; materiais didáticos e de consumo; aquisição de veículos automotores novos; obras civis; consultoria, assessoria, assistência técnica, capacitação/treinamento, coordenação, gestão do projeto e contador.

Para participar, as cooperativas devem ter o faturamento bruto anual de até R$ 3,6 milhões.

Especial Redesol MG: acompanhamos a Expocatadores 2017, maior evento de catadores do Brasil

Foto: Diego Cota/Redesol MG

A Cooperativa Central Rede Solidária dos Trabalhadores de Materiais Recicláveis de Minas Gerais (Redesol MG) esteve presente na Expocatadores 2017, realizada entre os dias 11 e 13 de dezembro, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília/DF. O evento reuniu catadores de todas as regiões do Brasil para debater as pautas do Movimento Nacional das Catadoras e Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR) para 2018.


Confira o especial da Redesol MG sobre o evento



Catadores da Redesol MG presentes no Evento (Foto: Diego Cota/Redesol MG)

Expocatadores

Imagem: Site Oficial/Expocatadores

O evento é o maior da classe de trabalhadores de resíduos sólidos do país. Realizado anualmente, a edição de 2017 foi a oitava em sua história. Na ocasião, conhecimentos são compartilhados com os participantes, por meio de painéis de debates. São montadas exposições de projetos sociais e uma feira de artesanato. Além disso, iniciativas e novas tecnologias que contribuem na cadeia da reciclagem são apresentadas aos catadores.


Movimento Nacional das Catadoras e Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR)

Foto: Diego Cota/Redesol MG

A entidade é um movimento social que organiza os trabalhadores de materiais recicláveis do Brasil há quase duas décadas. O princípio da organização é garantir a independência da classe visando o protagonismo dos catadores na defesa dos seus interesses no espaço da política brasileira.


Salvador é logo ali


No encerramento da plenária final da Expocatadores 2017 foi revelado o local do encontro de 2018. Será em Salvador, capital da Bahia. Nos próximos meses, o MNCR vai divulgar informações sobre a próxima edição. Fique atento e prepare sua caravana. Até lá!

Movimento Nacional dos Catadores estabelece criação de carteira de classe

Foto: Diego Cota/Redesol MG

Os catadores de materiais recicláveis do Brasil vão ser cadastrados para ter carteiras de classe. Essa foi uma das novidades aprovadas pela plenária nacional do Movimento Nacional das Catadoras e Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR), realizada na quarta-feira (13/12), durante a Expocatadores 2017, que aconteceu de 11 a 13 de dezembro, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília/DF.

A medida tem como objetivo combater o crescimento das chamadas “coopergatos”, empreendimentos formalizados por empresários, que não seguem a política do cooperativismo e usam da mão de obra dos catadores, aproveitando de possíveis benefícios à classe, visando lucro próprio. O MNCR tem como proposta radicalizar a organização para construir a reciclagem popular no Brasil.

Mudanças para ingressar na comissão nacional

O movimento também alterou as regras para composição das executivas estaduais e para o ingresso do catador na comissão nacional. A partir de 2018, 50% das vagas de cada estado deve ser ocupada exclusivamente por catadoras e a outra metade será aberta para catadoras e catadores. Já para fazer parte da comissão nacional, o trabalhador deve ter, no mínimo, seis anos de atuação dentro do MNCR.

Expocatadores 2017: movimento nacional apresenta Segunda Carta de Brasília; confira

Foto: Diego Cota/Redesol MG

A Cooperativa Central Rede Solidária dos Trabalhadores de Materiais Recicláveis de Minas Gerais (Redesol MG) acompanhou as discussões do Movimento Nacional das Catadoras e Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR), durante a Expocatadores 2017, realizada de 11 a 13 de dezembro, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília/DF.

Na ocasião, o movimento nacional lançou a Segunda Carta de Brasília, na plenária nacional da entidade. O documento expressa os princípios e objetivos do MNCR para mais um ciclo. Para a militância, a palavra da vez é “radicalizar” na participação, organização, formação técnica e política e na democracia, em busca de avanços aos catadores.

Nos quase 20 anos desde o primeiro encontro organizado pelos catadores, o trabalhador com material reciclável teve sua importância reconhecida pela sociedade. O serviço desempenhado o torna um agente social de mudanças positivas visando a sustentabilidade. Mas, segundo o MNCR é necessário dar um passo além.

Em sua maioria, os catadores, seja individual ou organizado em associações e cooperativas, prestam o serviço para as cidades de forma gratuita e obtém sua renda apenas pela venda do material triado. As prefeituras, nesta situação, são omissas. De acordo com o movimento, é necessário articular para firmar contratos justos de prestação de serviço com os municípios.

Além disso, o movimento visa, para este novo ciclo, aumentar a participação dos catadores em cada canto do país, reafirmando a equidade de gênero; ocupar o espaço econômico em busca de melhores condições e consolidar sua posição, uma vez que o setor produtivo na reciclagem só existe por causa da ação desses trabalhadores.

Segundo o catador e membro da Coordenação Nacional do MNCR, Alex Cardoso, a Segunda Carta de Brasília reforça a militância e a organização dos empreendimentos. “Ela expressa os nossos anseios, as nossas angústias e também o comprometimento de organizar as cooperativas”, disse.

“Devemos articular na base para que as discussões do movimento dos catadores não sejam apenas de meia dúzia, mas que seja pertencente de origem desde a nascente de todas as catadoras e catadores. Precisamos reafirmar o compromisso de radicalizar a democracia, participação e o compromisso de fortalecer essa base”, completou.

Expocatadores 2017: entidades da economia solidária lançam plataforma para desenvolvimento

Foto: Diego Cota/Redesol MG

O encerramento da Expocatadores 2017, realizada de 11 a 13 de dezembro, em Brasília/DF, marcou o lançamento da Plataforma para o Desenvolvimento do Cooperativismo Solidário no Brasil. Representantes das quatro entidades que integram a União Nacional das Organizações Cooperativistas Solidárias (Unicopas) destacaram a importância da organização dos trabalhadores na promoção da independência da classe.

Em março de 2017, a União Nacional dos Catadores e Catadoras de Materiais Recicláveis do Brasil (Unicatadores) passou a integrar a Unicopas. Segundo a secretária-geral da Unicatadores, Aline Sousa, essa união se firmou para somar à causa. “A Unicopas veio para fazer a unificação de bandeiras. A Unicatadores se associou para defender e fortalecer a luta do movimento nacional dos catadores”, disse.

Catadora do Movimento Nacional das Catadoras e Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR), Claudete Costa explicou como será a atuação da Unicatadores junto aos empreendimentos. “Essa conjuntura é para o crescimento e busca de direito pela igualdade. A fundação da Unicatadores é no intuito de cadastrar as bases que fazem parte da luta e militância, que levantam a bandeira do movimento nacional”, revelou.

O representante da Confederação das Cooperativas de Reforma Agrária do Brasil (Concrab), Francisco Dal Chiavon, o “Chicão”, destacou o crescimento da pauta dos catadores ao longo dos anos e reforçou que foi somente devido à organização que o movimento teve êxitos.

“Vocês são a novidade desse século. Até então, não se ouvia falar em organização de trabalhadores da reciclagem que trabalham nas cidades. Só a organização que fez vocês avançarem. Portanto, ela é fundamental. A cooperativa é um grande instrumento para independência da classe”, afirmou.

Diretor internacional da Central de Cooperativas e Empreendimentos Solidários (Unisol Brasil) e presidente da Unicopas, Arildo Mota explicou que a plataforma visa melhorar a técnica e a política dos grupos. “Por um Brasil cooperativo e solidário, que é a nossa plataforma de enfrentamento para organizar a produção, disputar o estado, modificar legislações e decretos, pautar os entes federativos, seja município, estado ou federação”, finalizou.

Expocatadores 2017: filiada à Redesol MG, Unicicla é destaque em debate sobre fechamento dos lixões

Foto: Diego Cota/Redesol MG

Definido na Política Nacional de Resíduos Sólidos, por meio da Lei Nº 12.305, de 2010, o fechamento dos lixões, no Brasil, representa, em alguns casos, um empasse entre o poder público e os trabalhadores com materiais recicláveis, muitos em situação de lixão. O assunto foi discutido durante a Expocatadores 2017, realizada em Brasília/DF, na terça-feira (12/12), e mostrou aos catadores formas para assegurar seus direitos neste processo.

Pode parecer controverso. O fechamento dos lixões impactam positivamente nas cidades, uma vez que se espera que o resíduo produzido passe a ser destinado de uma forma mais adequada. Entretanto, muitos catadores conquistam sua renda trabalhando diretamente nesses locais. Caso haja o fechamento sem a inclusão do catador, sem pensar no trabalho por ele desenvolvido, ele vai sair perdendo.

Para que haja diálogo na sociedade é necessário propiciar o espaço, por meio de fóruns lixo e cidadania. Segundo o promotor de justiça da Coordenadoria de Inclusão Social e Mobilizações Sociais do Ministério Público de Minas Gerais (Cimos/MPMG), André Sperling, a entidade utiliza deste artifício como uma forma de fazer cumprir a lei. Entretanto é necessária a mobilização dos trabalhadores.

“A promotoria garante o cumprimento da lei iniciando os trabalhos. Nos municípios, ela dialoga com o executivo municipal e assegura a criação de fóruns de debates, como o Lixo e Cidadania. Esses caminhos existem e devem ser utilizados pelos catadores. Então há necessidade de uma luta política dos catadores para influenciarem as políticas públicas”, disse.

Durante o painel de discussão, o diretor geral da Associação de Catadores de Materiais Recicláveis de Nova União (Unicicla), filiada à Cooperativa Central Rede Solidária dos Trabalhadores com Materiais Recicláveis de Minas Gerais (Redesol MG), Anderson Viana, falou ao público sobre a trajetória do empreendimento e os impactos positivos da atuação do Ministério Público no seu município.

“Nós passamos um processo muito triste na questão do lixão. Nós trabalhávamos nessa situação e sentimos que teria que fechar. Fizemos uma articulação com a Cimos para o estabelecimento do Fórum Lixo e Cidadania, que resultou na contratação da Unicicla junto com a prefeitura para fazer a coleta seletiva na cidade. Foi um avanço para todos os catadores da Região Metropolitana de Belo Horizonte”, revelou.

Para o membro da Defensoria Pública da União, Claudio Luiz dos Santos, o fechamento dos lixões deve se dar juntamente com a contratação dos catadores, associações e cooperativas para a gestão dos resíduos sólidos de cada cidade. “Só pode encerrar as atividades dos lixões quando as prefeituras contratarem o último catador. Há uma mudança grande de quando ele sai do lixão e vai para o galpão, em termos de renda e forma de trabalhar”, analisou.

Expocatadores 2017 reforça importância dos catadores no desenvolvimento sustentável

Foto: Diego Cota/Redesol MG

Os catadores da Redesol MG, assim como os milhares de trabalhadores com resíduos sólidos no Brasil, desempenham o papel importante de promover a sustentabilidade na busca diária por renda e dignidade. Alcançar o patamar do desenvolvimento social e econômico sustentável é um dos principais objetivos do milênio, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU). A entidade lançou em 2015, a Agenda 2030, que foi pauta da conferência de abertura da Expocatadores 2017, no dia 11 de dezembro, em Brasília/DF.

Essa agenda é composta por planos de ações que priorizam a sustentabilidade. Está incluso nela os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS). A conferência “Os desafios para construção de uma agenda global em favor da preservação do planeta e dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS). Como a ação dos catadores pode contribuir neste pacto global?” mostrou ao trabalhador como se dá seu protagonismo dentro do processo produtivo.

Um dos problemas ambientais latentes no planeta é a forma como são destinados os resíduos produzidos pela população. De forma indevida, compromete o meio ambiente. Desta forma, o fortalecimento das organizações de catadores e a manutenção de parcerias e diálogo com os órgãos governamentais são importantes para as cidades.

De acordo com o secretário executivo do Iclei Brasil, Rodrigo Perpétuo, “os governos têm que oferecer condições adequadas aos catadores. Esse fator passa pela contratação das cooperativas. O protagonismo deve ser compartilhado”.

Para isso, a contratação as associações e cooperativas para a realização do serviço deve ser efetivada, conforme aponta Rodrigo. “Nós estamos no século XXI, onde o modelo de desenvolvimento é compartilhado. Não pode ser injusto. As contratações dos empreendimentos por parte do poder público devem ser mais estáveis, contratos de maior prazo e também com preços mais justos”, afirmou.

Já o catador deve ter em mente que a parceria com os municípios é vital. “Reconhecimento do protagonismo do poder público significa acesso a recursos financeiros e técnicos para que essa agenda possa ser implementada. Ela não deve ficar só nas mãos dos governos, tem que ser usada para empoderar e permitir a participação da sociedade civil organizada”, esclareceu Rodrigo Perpétuo.

13 de dezembro de 2017

IV Encare, realizado pela Redesol, reforçou o fortalecimento da rede

Foto: Diego Cota/Redesol MG
A Cooperativa Central Rede Solidária de Trabalhadores de Materiais Recicláveis de Minas Gerais (Redesol MG) realizou seu IV Encontro de Catadores da Redesol MG (Encare), no sábado (09/12), no Centro Mineiro de Referência em Resíduos (CMRR). O evento reuniu os trabalhadores dos empreendimentos filiados e contou com a presença de parceiros.

IV Encare foi uma oportunidade para troca de experiências (Foto: Diego Cota/Redesol MG)

Para a Presidente Ivaneide da Silva Souza, o IV Encare proporcionou um ambiente de confraternização e reforçou o papel da Redesol. “Os catadores querem mais esse momento de encontro, onde podem se expressar. Foi uma ocasião para aprenderem mais sobre o funcionamento de uma rede. Foi muito positivo”, disse.

De catador para catador: histórias que engrandecem a rede

Ser catador não é uma tarefa fácil para quem começa na base. É uma profissão à margem da sociedade e condicionada à baixa remuneração. Há um tempo que esse cenário começou a mudar e o catador, com muito esforço e trabalho duro, tem conquistado espaço para ecoar sua voz.

Sendo assim, histórias do ramo são sinônimos de superação. É impossível ser diferente. É nessa situação que aflora o sentimento de luta e pertença, que gera, na maioria das vezes, o amor pelo que se faz. No momento destinado às histórias dos catadores da rede, nomeado “De catador para catador”, inúmeras vezes foram ditas as palavras “dificuldade”, “persistência”, “orgulho” e “amor”.

Os fortes empreendimentos da Redesol, que se consolidam a cada ano, são singulares. A Acamares, por exemplo, trabalha com a inclusão social, que vai além de apenar exercer uma ocupação. Tem cooperativa que nasceu do sonho de alguém, outras pela vital necessidade de conquistar uma renda e dignidade do trabalho, algumas são como árvores que firmam suas raízes e se tornam fortes referências na vida de seus cooperados.

O que não faltou foram bons casos. O trabalho produtivo da reciclagem na Redesol já alimentou crianças, jovens, adultos e idosos. E com o tempo, a cooperativa ou associação se torna uma família.

Catadoras da Coopersoli contaram a trajetória do empreendimento (Foto: Diego Cota/Redesol MG)

A trajetória da Coopersoli, localizada no Barreiro, deve muito à Silvana Maria Leal, uma de suas fundadoras, assim como a de Silvana deve ao empreendimento, como ela conta. “Estou na Coopersoli desde o início, criei minha família e tenho um orgulho danado”.

As quase duas décadas junta à cooperativa proporcionaram um amor à classe que a deixou com a voz embargada ao contar seu motivo de orgulho. “O momento que tenho mais orgulho é quando preciso assinar minha profissão, aí eu coloco catadora. Isso pra mim é tudo”.

Por um Novo Ciclo

Equipe do Novo Ciclo explicou a iniciativa aos catadores (Foto: Diego Cota/Redesol MG)

O mais novo projeto em execução é o Novo Ciclo. A iniciativa tem como objetivo provocar ações e mudanças positivas na realidade onde está inserido e na vida do público. Na Redesol, tem como proposta potencializar a comercialização dos materiais recicláveis, tanto na esfera do empreendimento quanto em rede.

Para isso, o programa trabalha com quatro eixos de atuação. São eles: manter o engajamento dos governos municipais, fazer a integração das redes, formar lideranças entre os catadores e trabalhar com economia circular, que é o reaproveitamento do material pela própria indústria.

Sol à Redesol

A Redesol foi presenteada durante a realização do IV Encare com uma peça especial:  uma obra que ilustra um sol feito de espelhos e tampas de garrafas pet. A arte foi produzida pelo coordenador de arte sustentável da Associação de Catadores de Materiais Recicláveis de Sarzedo (Acamares), Jair Prates, que explicou o significado. “O espelho representa a energia e o formato do sol quer dizer vida”, disse.

Foto: Diego Cota/Redesol MG

Encontro foi prestigiado por representantes do poder legislativo

O IV Encare contou com presenças ilustres do poder legislativo de alguns dos municípios que sediam empreendimentos filiados, além de representantes do legislativo estadual. Estiveram presentes o deputado estadual André Quintão (PT), o vereador de Belo Horizonte Professor Wendel Mesquita (PSB), a vereadora de Nova União Nilza Silveira (PSD), além de ter sido representado no evento o deputado estadual Rogério Correa (PT). Nomes que contribuem no avanço de pautas do setor da reciclagem.

12 de dezembro de 2017

Redesol é destaque em seminário sobre coleta seletiva promovido pela PBH

Foto: Diego Cota/Redesol MG

A Cooperativa Central Rede Solidária de Trabalhadores de Materiais Recicláveis de Minas Gerais (Redesol MG) participou, na terça-feira (05/12), do seminário “Estratégias para a consolidação da coleta seletiva solidária e inclusiva em Belo Horizonte”, promovido pela Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), por meio da Superintendência de Limpeza Urbana (SLU). A ocasião reuniu trabalhadores do setor, servidores e parceiros da causa.

A pauta da contratação dos empreendimentos solidários para execução da coleta seletiva municipal, amplamente debatida pela atual gestão municipal, teve destaque no evento. O superintendente de Limpeza Urbana, Genedempsey Bicalho, reiterou a posição do executivo. “Retiramos a coleta seletiva das empresas contratadas com o intuito de estreitar a relação com as cooperativas de materiais recicláveis”, revelou.

A presidente da Redesol, Ivaneide da Silva Souza, falou da necessidade de unir esforços para progredir na proposta. “A prefeitura acreditar que somos capazes de assumir a coleta seletiva de Belo Horizonte nos faz muito feliz, porque nós damos conta de fazer, desde que seja juntos”, disse.

A colocação surgiu na apresentação dos êxitos alcançados na execução do serviço nos locais de evento da Fifa durante a Copa do Mundo de 2014. A Redesol foi responsável pela coleta de resíduos no entorno do Estádio Mineirão e no Expominas. “Foi um momento de fundamental importância para unir os catadores das duas redes”, destacou.

Catadores filiados à Rede Cataunidos também participaram dessas atividades de limpeza na Copa. Essa união de esforços rendeu um serviço eficaz que ganhou notoriedade nacional. “Foi um momento de repercussão nacional. É um trabalho que proporciona orgulho e chamou muita atenção pela rapidez e praticidade do trabalho”, destacou Ivaneide.

A Redesol apresentou também o projeto da Central de Beneficiamento de Resíduos Vítreos, iniciativa contemplada pelo Programa Cataforte III, do Governo Federal. Uma parceria com a SLU está perto de dar início à execução do projeto, uma vez que a Redesol tem capacidade operacional, por meio de maquinários, de colocá-lo em prática. A verba destinada a esse fim, ainda não foi repassada pelo governo federal.

11 de dezembro de 2017

Programa BB Educar: catadores de empreendimento da Redesol são alfabetizados


Foto: Diego Cota/Redesol MG

O processo de alfabetização é uma etapa importante para que o indivíduo possa compreender os códigos da sociedade. A falta dela impede que a pessoa entenda muita coisa. Ou seja, alfabetizar é levar luz ao mundo de alguém, como abordou a Presidente da Comunidade Associada Para Reciclagem de Materiais da Região da Pampulha (Comarp), Ivaneide da Silva Souza.

Na terça-feira (05/12), quatro alunos de uma turma formada na cooperativa receberam o diploma de conclusão do curso de alfabetização, ministrado por voluntários da Fundação Banco do Brasil, por meio do Programa BB Educar, voltado para jovens e adultos. A cerimônia aconteceu no auditório do Branco do Brasil, localizado na Rua Rio de Janeiro, Centro de Belo Horizonte.
Cooperados receberam o certificado de conclusão do curso (Foto: Diego Cota/Redesol MG)

A cooperada da Comarp Ângela Aparecida de Souza mora na cidade de Ribeirão das Neves e, para trabalhar, precisa pegar dois ônibus. Uma de suas dificuldades era compreender os letreiros e números, uma realidade que o BB Educar ajudou a melhorar. “Nele aprendi a ler, a contar dinheiro, a conhecer os números dos ônibus, que eu não sabia”, contou.

Ela relembra que, antes de ser alfabetizada, ficava vulnerável às pessoas que poderiam tirar proveito da sua falta de instrução para contar o dinheiro. “Eu pagava uma coisa, eles me voltavam o troco e eu não sabia se estava certo. Muita gente se aproveitou disso. Mas agora eu já sei contar o dinheiro e quanto que me voltam de troco. A escola foi tipo uma lição de vida”, revelou.

A cooperada Lavina Vieira da Cruz, 66, aprendeu bastante com o curso, porque antes sabia apenas assinar seu nome. Ela não conhecia as letras do alfabeto. “Agora sei todas elas”, disse com um simpático olhar de gratidão. “Nessas aulas que proporcionaram pra nós, deu pra aprender bastante”, contou.

Foto: Diego Cota/Redesol MG

Para quem não vive a situação do analfabetismo, talvez não seja tão simples assimilar, mas Lavina, com sua experiência de vida, resumiu. “A gente que não sabe nem assinar o nome direito, que não sabe nenhuma palavra, a gente é cego. Muitas coisas que aprendemos, conhecemos através da leitura, de uma explicação”, explicou.

Sede de aprendizado reforça desejo de continuidade entre os alfabetizados

A vontade unânime entre os formados é de dar continuidade aos estudos. Infelizmente Ângela não entra nos requisitos para se tornar uma marinheira, seu sonho de infância, mas ela logo recorreu ao seu plano B. “Vou continuar estudando. Quero ser uma advogada ou uma engenheira. O sonho mesmo era ser uma marinheira, mas a idade não dá”, disse.

A cooperada Marta Lúcia da Silva, 55, demonstrava resistência quando alguém sugeria para que ela estudasse. Agora que venceu a primeira barreira, quer aproveitar a comodidade para prosseguir nos estudos. “As pessoas falavam para eu estudar, mas eu dizia que não iria mexer com isso. Depois que comecei, foi uma coisa maravilhosa. Perto da minha casa tem uma escola, ela é de noite e tem aulas todos os dias da semana. Participar foi muito bom, é uma motivação a mais para continuar”, contou.

Foto: Diego Cota/Redesol MG

Já a parede da casa do funcionário da CBR, Cláudio Coimbra, 43, vai ganhar um destaque. Segundo ele, seu diploma será pendurado lá para que possam ver sua conquista. Ele, que completou a turma alfabetizada na Comarp, contou que já sabia um pouco, mas entrou no curso para aprender mais, reforçando seus conhecimentos.

Foto: Diego Cota/Redesol MG

Iniciativa BB Educar

O Programa é voltado para a alfabetização de jovens e adultos de setores vulneráveis da sociedade, entre eles, os catadores de materiais recicláveis e seus familiares, como uma ferramenta a mais para fortalecer a cidadania e os processos produtivos. O grupo de professores é capacitado pela Fundação Banco do Brasil e formado por servidores aposentados do Banco do Brasil. A atividade é realizada de forma voluntária.

Daisy Dias Lopes faz parte do time de alfabetizadoras voluntárias que ministraram o curso na Comarp. Segundo ela, a filosofia de ensino adotada sempre visa o crescimento do indivíduo. “Nós colocamos todo o nosso desejo de contribuir com a sociedade e por entender, de acordo com a pedagogia de Paulo Freire, que as pessoas às vezes não tiveram oportunidades. Elas sempre terão condições de crescer, aprender e sair dessa ‘escuridão’”, explicou.

O curso na Comarp iniciou em agosto de 2016 e finalizou em novembro deste ano, com aulas ministradas aos sábados. “Nosso objetivo era trabalhar a alfabetização, para que eles saíssem de lá lendo, escrevendo e com noções de matemática. Em uma roda de cultura, eles tinham tempo de conhecer gêneros literários. Pontuamos também questões do direito, cidadania, meio ambiente, sempre encaixando como sendo motivos para aprendizagem”, revelou Daisy.

Lavina agora carrega um enorme sentimento de gratidão aos alfabetizadores voluntários. “Deixo aos professores o maior agradecimento da minha vida, que Deus ilumine todos que empenharam e nos ajudaram, que ficaram com nós ali o tempo todo, nos aguentando. A paciência delas foi fundamental pra nós. Foi tudo maravilhoso”, agradeceu.