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Transformando lixo em cidadania.

8 de abril de 2018

Conheça o Projeto Cuidar: iniciativa fomentou atenção à saúde dos catadores da Redesol MG

Diálogo com catadoras e catadores foi base do diagnóstico realizado (Foto: Divulgação/Unicicla)

Estabelecer o cuidado prévio com a saúde é fundamental para uma vida saudável, mas, em alguns casos, a falta de acesso e de informação é um empecilho para mantê-lo em dia. Em 7 de abril é comemorado o Dia Mundial da Saúde e neste ano a temática é “Saúde universal: para todos, em todos os lugares”, direito do cidadão reconhecido na Constituição da Organização Mundial da Saúde (OMS), desde 1946.

A Cooperativa Central Rede Solidária dos Trabalhadores de Materiais Recicláveis de Minas Gerais (Redesol MG) conta ao leitor sobre a iniciativa Projeto Cuidar, desenvolvida pela rede global WIEGO (Mulheres no Emprego Informal: Globalizando e Organizando) em alguns dos empreendimentos filiados, em 2017, com o objetivo de diagnosticar a saúde ocupacional dos catadores.

O projeto teve como objetivo analisar a saúde, os riscos e problemas enfrentados no local de trabalho e como os trabalhadores lidam com eles. Serviu como um processo de levantamento de informações e um momento de reflexão coletiva, por meio da troca de informações entre os cooperados e equipe.

De acordo com a presidente da Redesol MG e da Comunidade Associada para Reciclagem de Materiais da Região da Pampulha (Comarp), Ivaneide da Silva Souza, a iniciativa conseguiu cativar os participantes. “Eu percebi o envolvimento deles, participando e gostando. Inicialmente achei que o projeto teria muitas dificuldades com a contribuição dos cooperados, mas percebemos que eles estão preocupados com a saúde e em melhorar a forma de trabalho”, revelou.

A atividade desenvolvida pelos trabalhadores com materiais recicláveis, seja catador de rua ou de empreendimentos de triagem, requer esforço constante. Se realizado de forma que não contempla a ergonomia, de médio a longo prazo o corpo vai sofrer consequências, como dores e desconfortos. Esse foi um dos pontos abordados pela equipe do projeto no diagnóstico.

A participação na iniciativa proporcionou algo inédito para a catadora da Associação de Catadores de Materiais Recicláveis de Nova União (Unicicla), Alaíde Soares. “Achei legal, porque foi a primeira vez que alguém nos deu esse tipo de atenção. Eu não tinha conhecimentos dos riscos que eu poderia correr no local de trabalho”, contou.

Equipe do projeto com as catadoras da Ascar, de Raposos (Foto: Reprodução)

Para a catadora da Associação de Catadores de Materiais Recicláveis de Raposos (Ascar), Maria de Fátima Silva, a participação fomentou o desejo de se dedicar mais às questões envolvendo a saúde. “Essa iniciativa muda nosso senso de segurança no dia a dia. Dá mais tranquilidade, porque a atenção com a saúde passa a ser algo contínuo”, disse.

Segundo o Diretor Geral da Unicicla, Anderson Viana, os associados aprovaram o projeto. “Para nós é importante porque fez um diagnóstico de toda a situação e condições de saúde da associação. Eles se sentiram acolhidos. Foi um avanço para o empreendimento”, disse.

O Projeto Cuidar

Resultados foram apresentados durante realização do IV Encare, em 2017 (Foto: Diego Cota/Redesol MG)

A iniciativa foi desenvolvida pelas coordenadoras Sonia Dias e Ana Carolina Ogando, e pelas pesquisadoras Fabiana Goulart e Juliana Gonçalves. Ela surgiu em 2012 do grupo de discussão das mulheres que participavam do Projeto Gênero e Lixo, parceria entre a WIEGO, Instituto Nenuca de Desenvolvimento Sustentável (Insea), Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR) e Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre a Mulher (NEPEM), da UFMG, com o intuito de abordar a saúde da mulher.

Segundo as coordenadoras, a demanda pela atenção à saúde dos catadores surgiu durante a participação em encontros da Redesol MG. Interesse esse que é comum com os objetivos dos programas de Proteção Social e Políticas Urbanas da WIEGO, que visa diagnosticar os desafios e riscos de saúde que catadoras e outras trabalhadoras informais enfrentam no mundo.

25 de março de 2018

Mês das mulheres: a catadora faz toda a diferença na Redesol

Mulheres catadoras são maioria nos empreendimentos filiados (Foto: Diego Cota/Redesol MG)

A Cooperativa Central Rede Solidária dos Trabalhadores de Materiais Recicláveis de Minas Gerais (Redesol MG) é uma entidade consolidada na cadeia produtiva da reciclagem. Constituída e liderada majoritariamente pela força feminina, a história da rede é cheia de exemplos de mulheres catadoras fortes, que se empoderam e garantem autonomia, por meio do trabalho realizado.

Em 8 de março, comemora-se o Dia Internacional da Mulher. A data foi instituída em referência à luta por melhores condições de vida e trabalho. Luta que é constante para as catadoras, como relata a Presidente da Redesol MG, Ivaneide da Silva Souza. “Ter um dia da mulher é especial para refletirmos sobre nós, mas o desafio é diário. Ficamos felizes por ter conseguido avançar ao longo dos anos”, disse.

Para Ivaneide, entre as questões cotidianas está a de passar a ideia de igualdade de gênero no ambiente profissional. “Tem o entendimento de muitos homens machistas de que são eles que têm mais conhecimento e que apenas eles dão conta de liderar. Trabalhar esse assunto para que a gente tenha um grupo homogêneo, independente de lidar com mulheres ou homens, é um grande desafio nesse universo da catação”, revelou.

A Presidente e catadora da Associação de Catadores de Materiais Recicláveis de Sarzedo (Acamares), Marli Beraldo, usa a palavra resiliência para definir o trabalho da mulher catadora. Neste contexto, significa que é a capacidade de lidar com os problemas que surgem, sem ceder às pressões. “Nós tiramos da rua o sustento e somos a cara do povo brasileiro. Dentro da realidade de ser mulher na catação, eu acho que a atividade exige essa resiliência”, afirmou.

Foto: Diego Cota/Redesol MG

Outro aspecto importante é a habilidade de lidar com situações distintas em um mesmo intervalo de tempo, que, segundo Marli, é marcante da mulher, pois por vezes concilia rotina profissional, maternidade, entre outras atividades. “O olhar difuso é uma característica muito feminina, só a mulher dá conta de fazer três coisas ao mesmo tempo”, disse.

Intervenção nas ruas de Sarzedo marcou o Dia da Mulher da Acamares

Foto: Divulgação/Acamares

Na quinta-feira (8/03), as catadoras da Acamares foram às ruas da cidade, localizada na Grande BH, para conscientizar a população sobre a desigualdade de gênero existente.

Rosas foram distribuídas em meio às conversas sobre os desafios enfrentados pela mulher catadora. O momento contou com apoiadores da associação e foi propício para divulgar a coleta seletiva e explicar como esse serviço reflete na inclusão dos catadores.

“Nós entregamos rosas, mas não foi para comemorar, foi de lamento pela violência contra a mulher, pela falta de oportunidade no mercado de trabalho, principalmente para as mulheres negras e pobres. Dialogamos sobre esses problemas para as mulheres catadoras”, contou Marli Beraldo.

23 de março de 2018

Cooperativas da Redesol MG realizam mutirão solidário, em Sabará

Ação reforçou a solidariedade entre as filiadas (Foto: Diego Cota/Redesol MG)
Cooperação e união estiveram presentes nos sábados (17/02, 24/02 e 17/03), que foram de muito trabalho para os cooperados da Cooperativa Central Rede Solidária dos Trabalhadores de Materiais Recicláveis de Minas Gerais (Redesol MG). Catadores de quatro empreendimentos concentraram os esforços em um mutirão na Associação Mãos Amigas dos Trabalhadores com Material Reciclável da Comunidade de Maquiné, de Sabará.

Nos últimos meses, a quantidade de material reciclável, proveniente da coleta seletiva municipal, acumulou no galpão, tornando necessário o auxílio da força de trabalho em rede. Contribuíram os catadores da Comarp, Coopemar e Coopersoli, de Belo Horizonte, e da Acamares, de Sarzedo.

A catadora da Associação Mãos Amigas, Genessi Ferreira, relembrou a luta histórica da entidade e aprovou a ação em rede. “O espaço foi conseguido com muito esforço. Desde que entramos na Redesol, em 2013, que corremos atrás. Esse trabalho de mobilização começou na rede e vai ser o primeiro de muitos que estão por vir”, disse.
Antes do trabalho, o grupo planejava os objetivos da atividade (Foto: Diego Cota/Redesol MG)

A atividade integra as ações do Programa Novo Ciclo, que está em execução na rede. A iniciativa visa auxiliar os empreendimentos na logística de produção e na negociação direta com a indústria.

Importância do empreendimento para avanço da Redesol


Localizado no Aterro Sanitário de Macaúbas, a Associação Mãos Amigas está a poucos minutos de um dos principais corredores de escoamento de cargas do estado, a BR-381. Esse fato torna a localização estratégica para futuras comercializações.

Para a rede, a região é importante, porque o “Corredor 381” engloba também a Associação dos Catadores de Materiais Recicláveis de Nova União (Unicicla) e a Associação dos Gestores/Catadores Ambientais de Caeté (Agea). 

De acordo com assessor técnico da Redesol, pelo Programa Novo Ciclo, Lélis Fonseca, a dimensão do galpão de Sabará é um fator relevante para os objetivos traçados. “O espaço disponível tem potencial para estocar grande quantidade de material, facilitando assim a venda direta”, apontou.

Galpão da associação após segundo dia de mutirão (Foto: Diego Cota/Redesol MG)

18 de março de 2018

Fórum Lixo e Cidadania de Nova União discute contratação dos catadores da Unicicla

Fórum, iniciado em setembro de 2016, pauta o diálogo sobre os resíduos sólidos (Foto: Diego Cota/Redesol MG)
A Associação de Catadores de Materiais Recicláveis de Nova União (Unicicla), que integra a Cooperativa Central Rede Solidária dos Trabalhadores de Materiais Recicláveis de Minas Gerais (Redesol MG), promoveu o Fórum Municipal Lixo e Cidadania de Nova União, na quinta-feira (15/03), na Câmara Municipal da cidade, localizada na Grande BH. O encontro foi realizado em parceria com o Centro de Referência em Assistência Social (Cras) e debateu sobre a garantia dos direitos dos catadores e as formas legais para contratação pelo serviço prestado ao município.

A ocasião contou com a presença do promotor de justiça da Coordenadoria de Inclusão e Mobilização Social do Ministério Público de Minas Gerais (Cimos/MPMG), André Sperling. Durante sua fala, ele esclareceu sobre os meios legais para promover a inclusão dos catadores, como garante a Lei nº 12.305/10, que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS).

Segundo o promotor, a contratação dos catadores pode acontecer de forma imediata, a partir do momento em que o município dispor de recursos. Para realizar esse processo, o artigo 36 da PNRS dispensa a necessidade de licitação e designa que o gestor público deve priorizar cooperativas e associações de trabalhadores da reciclagem.

“Dentro da lei federal, o caminho que Nova União está seguindo é correto, pois a Unicicla tem o direito de receber pelo serviço público que ela presta. De acordo com a política, as associações e cooperativas, formadas por catadores de baixa renda, devem ser priorizadas no recebimento dos resíduos sólidos recicláveis e também devem ser contratados para prestação do serviço”, disse.

Presença da Cimos/MPMG esclareceu dúvidas sobre a contratação dos catadores (Foto: Diego Cota/Redesol MG)

Na última semana, a associação entregou ao município o plano de trabalho junto com os documentos necessários para fortalecer a parceria visando garantir direitos aos catadores. De acordo com prefeito de Nova União, Ailton Guimarães Rosa, há uma necessidade de desenvolver a coleta seletiva municipal para aumentar a capacidade produtiva do empreendimento.

“Vamos aprimorar o programa de coleta seletiva e implantar ecopontos em comunidades distantes. As ações visam elevar o volume de material reciclável na associação e diminuir no montante que é destinado ao aterro sanitário de Sabará. O fórum une todos os elementos da sociedade em busca de um objetivo comum na condução dos resíduos do município”, avaliou.

O diretor da Unicicla, Anderson Viana, destacou a evolução das discussões sobre a gestão dos resíduos após a implantação do fórum, em setembro de 2016. Segundo ele, além dos avanços práticos, proporcionar um espaço que une os atores sociais da cidade é gratificante. “Foi uma construção até chegar nesse momento de ter o reconhecimento do trabalho. Ficamos felizes por ter um gestor público que cumpre o que determina e também pelo reconhecimento dos vereadores e da comunidade”, disse.

O Fórum reuniu executivo municipal, catadores da Unicicla, representantes da Redesol MG, Programa Novo Ciclo, Prefeitura de Barão de Cocais, Centro Mineiro de Referência em Resíduos, Ministério Público de Minas Gerais, entidades da cidade e de municípios vizinhos, além da comunidade local.

Sustentabilidade passa pela gestão dos resíduos sólidos


A discussão da valorização do trabalho realizado pela reciclagem está associada à proposta de desenvolvimento sustentável. Para o secretário de Meio Ambiente e de Limpeza Urbana de Barão de Cocais, Rogério Vidal Bastos, o trabalho realizado pelos catadores é necessário para amenizar a degradação ambiental e reduzir a carga que é destinada aos aterros.

“Levar grande parte dos resíduos das cidades para aterros sanitários é pagar para enterrar dinheiro. Atualmente, não é a melhor saída para o meio ambiente. Antes foi adequado para uma situação trágica que o país vivia em relação aos lixões. A opção para diminuir o impacto ambiental é por meio do trabalho dos catadores da reciclagem”, afirmou.

Já a diretora do Centro Mineiro de Referência em Resíduos (CMRR), Ângela Rosane de Oliveira, destacou a importância da implantação de planos municipais de resíduos sólidos. “O plano é o guia que permite fazer o diagnóstico do lixo da cidade. Ele tem que apontar caminhos para envolver a cidade, por meio da educação ambiental, mobilização social e formas de divulgação. É uma série de diretrizes, um guia para seguir”, explicou.

A fala da diretora foi ao encontro com o anseio do morador do assentamento Ho Chi Minh de Nova União, Antônio Ribeiro. Segundo ele, a conscientização da população deve ser priorizada. “É importante que o município pense mecanismos para estimular a comunidade para fazer a separação do reciclável. O meio ambiente agradece e a comunidade fica satisfeita”, disse.

Juventude engajada na causa sustentável


Durante a realização do fórum, quatro adolescentes, da comunidade de Altamira, entregaram ao prefeito um abaixo-assinado solicitando a inclusão da localidade no programa de coleta seletiva de Nova União. O grupo concorre ao Prêmio Jovem Empreendedor Social, promovido na cidade, com a proposta de implantação de muros inteligentes para incluir a prática da separação dos resíduos nas comunidades.
Jovens mobilizaram comunidade de Altamira pela implantação da coleta seletiva (Foto: Diego Cota/Redesol MG)

Exposição de arte da Acamares

Exposição foi elogiada durante realização do fórum (Foto: Diego Cota/Redesol MG)
Quem acompanhou o fórum teve a oportunidade de conferir o trabalho artesanal produzido pela Associação de Catadores de Materiais Recicláveis de Sarzedo (Acamares). As peças confeccionadas pelo coordenador de Arte Sustentável, Jair Prates, por meio da reutilização de materiais recicláveis, foram expostas na Câmara Municipal de Nova União e chamou atenção de quem passou pelo local.

Para acompanhar as informações da Redesol MG, curta nossa página no Facebook.

28 de fevereiro de 2018

Educação ambiental: Acamares promove oficina de arte sustentável, em Sarzedo

Imagem: Divulgação
A Associação de Catadores de Materiais Recicláveis de Sarzedo (Acamares), integrante da Cooperativa Central Rede Solidária dos Trabalhadores de Materiais Recicláveis de Minas Gerais (Redesol MG), aposta na conscientização da população para o avanço da coleta seletiva recém-implantada na cidade.

Diante disso, o empreendimento promove, a partir do próximo sábado (3/03), a Oficina de Arte Sustentável, destinada ao público infantil, de 6 a 12 anos. Serão formadas duas turmas, totalizando 40 vagas. A atividade conta com apoio da Tetra Pak, da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), e da Prefeitura de Sarzedo.

Para o artesanato serão utilizadas embalagens Tetra Pak, garrafas pet, latinha e outros materiais. Segundo o coordenador de Arte Sustentável da Acamares, Jair Prates, além de ensinar boas práticas às crianças, a oficina vai oferecer um momento de descontração. “Elas aprenderão a fazer uma peça importante para a reciclagem, ouvirão palestras e se divertirão na construção desse dispositivo”, revelou.

Para mais informações, entre em contato, por meio dos números: (31) 3577-8116 e (31) 97158-2682.


Reciclagem e artesanato como fonte de renda


Visando a geração de emprego e renda, a Acamares tem um setor dedicado ao artesanato, o Departamento de Arte Sustentável. Nele, são criadas e produzidas peças utilizando como matéria-prima os materiais recicláveis. Além disso, são feitas reformas de móveis que foram descartados. “Ao longo do tempo tem se visto o artesanato como alternativa de trabalho e terapia ocupacional. Na maioria dos casos, faz parte da historia cultural de um município”, explicou Jair Prates.

“O artesanato sustentável limpa a cidade, dá nova cara ao que foi desprezado, duplica a vida útil de um objeto, e evita que tais itens poluam o meio ambiente. Contribui também para a economia popular, onde pessoas que não podem comprar algo novo, tenham um equivalente por um custo menor”, completou.

Representatividade das peças produzidas


As peças produzidas na Acamares carregam consigo significados únicos. Cada uma delas possui um “projeto preliminar desenhado para um objetivo que pode ser desde uso doméstico à decoração de ambientes, comercial ou residencial”, como destaca o coordenador.
Foto: Diego Cota/Redesol MG

Durante a realização do IV Encontro de Catadores da Redesol MG (Encare), em dezembro, a rede foi presenteada com uma peça representando o sol, feito de espelhos. Segundo Jair, o material representa luz e energia. “São elementos vitais para a vida do planeta”, disse.

Um dos últimos trabalhos, elogiado por sua beleza, nas redes sociais, foi a construção de um sofá, onde 90% do material usado foi proveniente da reciclagem. O objetivo agora é produzir mais unidades para comercializar e assim poder utilizar esse dispositivo como gerador de renda e dignidade.
Foto: Divulgação/Acamares

27 de fevereiro de 2018

Redesol Informa: Fevereiro/2018


Em fevereiro, duas ações reforçaram a responsabilidade social da Cooperativa Central Rede Solidária dos Trabalhadores de Materiais Recicláveis de Minas Gerais (Redesol MG) com o desenvolvimento sustentável.

Na Associação Mãos Amigas dos Trabalhadores com Material Reciclável da Comunidade de Maquiné, em Sábará, aconteceu a primeira atividade em rede, por meio do Programa Novo Ciclo. Leia, no informativo, o exemplo de solidariedade que norteou o mutirão no empreendimento.

Nesta edição, a Redesol conta sobre a iniciativa da Associação de Catadores de Materiais Recicláveis de Sarzedo (Acamares) de levar educação ambiental para crianças de 6 a 12 anos da cidade, por meio do artesanato.

Confira, a seguir, o informativo na íntegra. Para baixar, clique aqui.

18 de janeiro de 2018

Inscrições abertas para Programa Voluntariado Banco do Brasil

Imagem: Reprodução/Voluntariado Banco do Brasil

A Fundação Banco do Brasil (FBB) abriu as inscrições para a chamada interna do primeiro semestre de 2018 para o Programa Voluntariado Banco do Brasil. Os proponentes, juntamente com os voluntariados da entidade, têm ate 16 de fevereiro para encaminhar as propostas. Serão apoiados projetos sociais desenvolvidos por entidades sem fins lucrativos que tenham atuação de voluntário BB.

O investimento soma R$ 3 milhões para apoiar iniciativas com orçamentos entre R$ 50 mil e R$ 100 mil. Elas devem ter como foco a promoção da cidadania, geração de trabalho e renda, cuidado ambiental, educação, cultura, esporte e saúde, visando a inclusão social e produtiva dos públicos priorizados pela FBB, especialmente o empoderamento de jovens e mulheres.

O recurso poderá ser usado para aquisição de máquinas e equipamentos novos; móveis e utensílios; insumos para produção, beneficiamento e comercialização de produtos; materiais didáticos e de consumo; aquisição de veículos automotores novos; obras civis; consultoria, assessoria, assistência técnica, capacitação/treinamento, coordenação, gestão do projeto e contador.

Para participar, as cooperativas devem ter o faturamento bruto anual de até R$ 3,6 milhões.

Especial Redesol MG: acompanhamos a Expocatadores 2017, maior evento de catadores do Brasil

Foto: Diego Cota/Redesol MG

A Cooperativa Central Rede Solidária dos Trabalhadores de Materiais Recicláveis de Minas Gerais (Redesol MG) esteve presente na Expocatadores 2017, realizada entre os dias 11 e 13 de dezembro, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília/DF. O evento reuniu catadores de todas as regiões do Brasil para debater as pautas do Movimento Nacional das Catadoras e Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR) para 2018.


Confira o especial da Redesol MG sobre o evento



Catadores da Redesol MG presentes no Evento (Foto: Diego Cota/Redesol MG)

Expocatadores

Imagem: Site Oficial/Expocatadores

O evento é o maior da classe de trabalhadores de resíduos sólidos do país. Realizado anualmente, a edição de 2017 foi a oitava em sua história. Na ocasião, conhecimentos são compartilhados com os participantes, por meio de painéis de debates. São montadas exposições de projetos sociais e uma feira de artesanato. Além disso, iniciativas e novas tecnologias que contribuem na cadeia da reciclagem são apresentadas aos catadores.


Movimento Nacional das Catadoras e Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR)

Foto: Diego Cota/Redesol MG

A entidade é um movimento social que organiza os trabalhadores de materiais recicláveis do Brasil há quase duas décadas. O princípio da organização é garantir a independência da classe visando o protagonismo dos catadores na defesa dos seus interesses no espaço da política brasileira.


Salvador é logo ali


No encerramento da plenária final da Expocatadores 2017 foi revelado o local do encontro de 2018. Será em Salvador, capital da Bahia. Nos próximos meses, o MNCR vai divulgar informações sobre a próxima edição. Fique atento e prepare sua caravana. Até lá!

Movimento Nacional dos Catadores estabelece criação de carteira de classe

Foto: Diego Cota/Redesol MG

Os catadores de materiais recicláveis do Brasil vão ser cadastrados para ter carteiras de classe. Essa foi uma das novidades aprovadas pela plenária nacional do Movimento Nacional das Catadoras e Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR), realizada na quarta-feira (13/12), durante a Expocatadores 2017, que aconteceu de 11 a 13 de dezembro, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília/DF.

A medida tem como objetivo combater o crescimento das chamadas “coopergatos”, empreendimentos formalizados por empresários, que não seguem a política do cooperativismo e usam da mão de obra dos catadores, aproveitando de possíveis benefícios à classe, visando lucro próprio. O MNCR tem como proposta radicalizar a organização para construir a reciclagem popular no Brasil.

Mudanças para ingressar na comissão nacional

O movimento também alterou as regras para composição das executivas estaduais e para o ingresso do catador na comissão nacional. A partir de 2018, 50% das vagas de cada estado deve ser ocupada exclusivamente por catadoras e a outra metade será aberta para catadoras e catadores. Já para fazer parte da comissão nacional, o trabalhador deve ter, no mínimo, seis anos de atuação dentro do MNCR.

Expocatadores 2017: movimento nacional apresenta Segunda Carta de Brasília; confira

Foto: Diego Cota/Redesol MG

A Cooperativa Central Rede Solidária dos Trabalhadores de Materiais Recicláveis de Minas Gerais (Redesol MG) acompanhou as discussões do Movimento Nacional das Catadoras e Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR), durante a Expocatadores 2017, realizada de 11 a 13 de dezembro, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília/DF.

Na ocasião, o movimento nacional lançou a Segunda Carta de Brasília, na plenária nacional da entidade. O documento expressa os princípios e objetivos do MNCR para mais um ciclo. Para a militância, a palavra da vez é “radicalizar” na participação, organização, formação técnica e política e na democracia, em busca de avanços aos catadores.

Nos quase 20 anos desde o primeiro encontro organizado pelos catadores, o trabalhador com material reciclável teve sua importância reconhecida pela sociedade. O serviço desempenhado o torna um agente social de mudanças positivas visando a sustentabilidade. Mas, segundo o MNCR é necessário dar um passo além.

Em sua maioria, os catadores, seja individual ou organizado em associações e cooperativas, prestam o serviço para as cidades de forma gratuita e obtém sua renda apenas pela venda do material triado. As prefeituras, nesta situação, são omissas. De acordo com o movimento, é necessário articular para firmar contratos justos de prestação de serviço com os municípios.

Além disso, o movimento visa, para este novo ciclo, aumentar a participação dos catadores em cada canto do país, reafirmando a equidade de gênero; ocupar o espaço econômico em busca de melhores condições e consolidar sua posição, uma vez que o setor produtivo na reciclagem só existe por causa da ação desses trabalhadores.

Segundo o catador e membro da Coordenação Nacional do MNCR, Alex Cardoso, a Segunda Carta de Brasília reforça a militância e a organização dos empreendimentos. “Ela expressa os nossos anseios, as nossas angústias e também o comprometimento de organizar as cooperativas”, disse.

“Devemos articular na base para que as discussões do movimento dos catadores não sejam apenas de meia dúzia, mas que seja pertencente de origem desde a nascente de todas as catadoras e catadores. Precisamos reafirmar o compromisso de radicalizar a democracia, participação e o compromisso de fortalecer essa base”, completou.