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Transformando lixo em cidadania.

13 de dezembro de 2017

IV Encare, realizado pela Redesol, reforçou o fortalecimento da rede

Foto: Diego Cota/Redesol MG
A Cooperativa Central Rede Solidária de Trabalhadores de Materiais Recicláveis de Minas Gerais (Redesol MG) realizou seu IV Encontro de Catadores da Redesol MG (Encare), no sábado (09/12), no Centro Mineiro de Referência em Resíduos (CMRR). O evento reuniu os trabalhadores dos empreendimentos filiados e contou com a presença de parceiros.

IV Encare foi uma oportunidade para troca de experiências (Foto: Diego Cota/Redesol MG)

Para a Presidente Ivaneide da Silva Souza, o IV Encare proporcionou um ambiente de confraternização e reforçou o papel da Redesol. “Os catadores querem mais esse momento de encontro, onde podem se expressar. Foi uma ocasião para aprenderem mais sobre o funcionamento de uma rede. Foi muito positivo”, disse.

De catador para catador: histórias que engrandecem a rede

Ser catador não é uma tarefa fácil para quem começa na base. É uma profissão à margem da sociedade e condicionada à baixa remuneração. Há um tempo que esse cenário começou a mudar e o catador, com muito esforço e trabalho duro, tem conquistado espaço para ecoar sua voz.

Sendo assim, histórias do ramo são sinônimos de superação. É impossível ser diferente. É nessa situação que aflora o sentimento de luta e pertença, que gera, na maioria das vezes, o amor pelo que se faz. No momento destinado às histórias dos catadores da rede, nomeado “De catador para catador”, inúmeras vezes foram ditas as palavras “dificuldade”, “persistência”, “orgulho” e “amor”.

Os fortes empreendimentos da Redesol, que se consolidam a cada ano, são singulares. A Acamares, por exemplo, trabalha com a inclusão social, que vai além de apenar exercer uma ocupação. Tem cooperativa que nasceu do sonho de alguém, outras pela vital necessidade de conquistar uma renda e dignidade do trabalho, algumas são como árvores que firmam suas raízes e se tornam fortes referências na vida de seus cooperados.

O que não faltou foram bons casos. O trabalho produtivo da reciclagem na Redesol já alimentou crianças, jovens, adultos e idosos. E com o tempo, a cooperativa ou associação se torna uma família.

Catadoras da Coopersoli contaram a trajetória do empreendimento (Foto: Diego Cota/Redesol MG)

A trajetória da Coopersoli, localizada no Barreiro, deve muito à Silvana Maria Leal, uma de suas fundadoras, assim como a de Silvana deve ao empreendimento, como ela conta. “Estou na Coopersoli desde o início, criei minha família e tenho um orgulho danado”.

As quase duas décadas junta à cooperativa proporcionaram um amor à classe que a deixou com a voz embargada ao contar seu motivo de orgulho. “O momento que tenho mais orgulho é quando preciso assinar minha profissão, aí eu coloco catadora. Isso pra mim é tudo”.

Por um Novo Ciclo

Equipe do Novo Ciclo explicou a iniciativa aos catadores (Foto: Diego Cota/Redesol MG)

O mais novo projeto em execução é o Novo Ciclo. A iniciativa tem como objetivo provocar ações e mudanças positivas na realidade onde está inserido e na vida do público. Na Redesol, tem como proposta potencializar a comercialização dos materiais recicláveis, tanto na esfera do empreendimento quanto em rede.

Para isso, o programa trabalha com quatro eixos de atuação. São eles: manter o engajamento dos governos municipais, fazer a integração das redes, formar lideranças entre os catadores e trabalhar com economia circular, que é o reaproveitamento do material pela própria indústria.

Sol à Redesol

A Redesol foi presenteada durante a realização do IV Encare com uma peça especial:  uma obra que ilustra um sol feito de espelhos e tampas de garrafas pet. A arte foi produzida pelo coordenador de arte sustentável da Associação de Catadores de Materiais Recicláveis de Sarzedo (Acamares), Jair Prates, que explicou o significado. “O espelho representa a energia e o formato do sol quer dizer vida”, disse.

Foto: Diego Cota/Redesol MG

Encontro foi prestigiado por representantes do poder legislativo

O IV Encare contou com presenças ilustres do poder legislativo de alguns dos municípios que sediam empreendimentos filiados, além de representantes do legislativo estadual. Estiveram presentes o deputado estadual André Quintão (PT), o vereador de Belo Horizonte Professor Wendel Mesquita (PSB), a vereadora de Nova União Nilza Silveira (PSD), além de ter sido representado no evento o deputado estadual Rogério Correa (PT). Nomes que contribuem no avanço de pautas do setor da reciclagem.

12 de dezembro de 2017

Redesol é destaque em seminário sobre coleta seletiva promovido pela PBH

Foto: Diego Cota/Redesol MG

A Cooperativa Central Rede Solidária de Trabalhadores de Materiais Recicláveis de Minas Gerais (Redesol MG) participou, na terça-feira (05/12), do seminário “Estratégias para a consolidação da coleta seletiva solidária e inclusiva em Belo Horizonte”, promovido pela Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), por meio da Superintendência de Limpeza Urbana (SLU). A ocasião reuniu trabalhadores do setor, servidores e parceiros da causa.

A pauta da contratação dos empreendimentos solidários para execução da coleta seletiva municipal, amplamente debatida pela atual gestão municipal, teve destaque no evento. O superintendente de Limpeza Urbana, Genedempsey Bicalho, reiterou a posição do executivo. “Retiramos a coleta seletiva das empresas contratadas com o intuito de estreitar a relação com as cooperativas de materiais recicláveis”, revelou.

A presidente da Redesol, Ivaneide da Silva Souza, falou da necessidade de unir esforços para progredir na proposta. “A prefeitura acreditar que somos capazes de assumir a coleta seletiva de Belo Horizonte nos faz muito feliz, porque nós damos conta de fazer, desde que seja juntos”, disse.

A colocação surgiu na apresentação dos êxitos alcançados na execução do serviço nos locais de evento da Fifa durante a Copa do Mundo de 2014. A Redesol foi responsável pela coleta de resíduos no entorno do Estádio Mineirão e no Expominas. “Foi um momento de fundamental importância para unir os catadores das duas redes”, destacou.

Catadores filiados à Rede Cataunidos também participaram dessas atividades de limpeza na Copa. Essa união de esforços rendeu um serviço eficaz que ganhou notoriedade nacional. “Foi um momento de repercussão nacional. É um trabalho que proporciona orgulho e chamou muita atenção pela rapidez e praticidade do trabalho”, destacou Ivaneide.

A Redesol apresentou também o projeto da Central de Beneficiamento de Resíduos Vítreos, iniciativa contemplada pelo Programa Cataforte III, do Governo Federal. Uma parceria com a SLU está perto de dar início à execução do projeto, uma vez que a Redesol tem capacidade operacional, por meio de maquinários, de colocá-lo em prática. A verba destinada a esse fim, ainda não foi repassada pelo governo federal.

11 de dezembro de 2017

Programa BB Educar: catadores de empreendimento da Redesol são alfabetizados


Foto: Diego Cota/Redesol MG

O processo de alfabetização é uma etapa importante para que o indivíduo possa compreender os códigos da sociedade. A falta dela impede que a pessoa entenda muita coisa. Ou seja, alfabetizar é levar luz ao mundo de alguém, como abordou a Presidente da Comunidade Associada Para Reciclagem de Materiais da Região da Pampulha (Comarp), Ivaneide da Silva Souza.

Na terça-feira (05/12), quatro alunos de uma turma formada na cooperativa receberam o diploma de conclusão do curso de alfabetização, ministrado por voluntários da Fundação Banco do Brasil, por meio do Programa BB Educar, voltado para jovens e adultos. A cerimônia aconteceu no auditório do Branco do Brasil, localizado na Rua Rio de Janeiro, Centro de Belo Horizonte.
Cooperados receberam o certificado de conclusão do curso (Foto: Diego Cota/Redesol MG)

A cooperada da Comarp Ângela Aparecida de Souza mora na cidade de Ribeirão das Neves e, para trabalhar, precisa pegar dois ônibus. Uma de suas dificuldades era compreender os letreiros e números, uma realidade que o BB Educar ajudou a melhorar. “Nele aprendi a ler, a contar dinheiro, a conhecer os números dos ônibus, que eu não sabia”, contou.

Ela relembra que, antes de ser alfabetizada, ficava vulnerável às pessoas que poderiam tirar proveito da sua falta de instrução para contar o dinheiro. “Eu pagava uma coisa, eles me voltavam o troco e eu não sabia se estava certo. Muita gente se aproveitou disso. Mas agora eu já sei contar o dinheiro e quanto que me voltam de troco. A escola foi tipo uma lição de vida”, revelou.

A cooperada Lavina Vieira da Cruz, 66, aprendeu bastante com o curso, porque antes sabia apenas assinar seu nome. Ela não conhecia as letras do alfabeto. “Agora sei todas elas”, disse com um simpático olhar de gratidão. “Nessas aulas que proporcionaram pra nós, deu pra aprender bastante”, contou.

Foto: Diego Cota/Redesol MG

Para quem não vive a situação do analfabetismo, talvez não seja tão simples assimilar, mas Lavina, com sua experiência de vida, resumiu. “A gente que não sabe nem assinar o nome direito, que não sabe nenhuma palavra, a gente é cego. Muitas coisas que aprendemos, conhecemos através da leitura, de uma explicação”, explicou.

Sede de aprendizado reforça desejo de continuidade entre os alfabetizados

A vontade unânime entre os formados é de dar continuidade aos estudos. Infelizmente Ângela não entra nos requisitos para se tornar uma marinheira, seu sonho de infância, mas ela logo recorreu ao seu plano B. “Vou continuar estudando. Quero ser uma advogada ou uma engenheira. O sonho mesmo era ser uma marinheira, mas a idade não dá”, disse.

A cooperada Marta Lúcia da Silva, 55, demonstrava resistência quando alguém sugeria para que ela estudasse. Agora que venceu a primeira barreira, quer aproveitar a comodidade para prosseguir nos estudos. “As pessoas falavam para eu estudar, mas eu dizia que não iria mexer com isso. Depois que comecei, foi uma coisa maravilhosa. Perto da minha casa tem uma escola, ela é de noite e tem aulas todos os dias da semana. Participar foi muito bom, é uma motivação a mais para continuar”, contou.

Foto: Diego Cota/Redesol MG

Já a parede da casa do funcionário da CBR, Cláudio Coimbra, 43, vai ganhar um destaque. Segundo ele, seu diploma será pendurado lá para que possam ver sua conquista. Ele, que completou a turma alfabetizada na Comarp, contou que já sabia um pouco, mas entrou no curso para aprender mais, reforçando seus conhecimentos.

Foto: Diego Cota/Redesol MG

Iniciativa BB Educar

O Programa é voltado para a alfabetização de jovens e adultos de setores vulneráveis da sociedade, entre eles, os catadores de materiais recicláveis e seus familiares, como uma ferramenta a mais para fortalecer a cidadania e os processos produtivos. O grupo de professores é capacitado pela Fundação Banco do Brasil e formado por servidores aposentados do Banco do Brasil. A atividade é realizada de forma voluntária.

Daisy Dias Lopes faz parte do time de alfabetizadoras voluntárias que ministraram o curso na Comarp. Segundo ela, a filosofia de ensino adotada sempre visa o crescimento do indivíduo. “Nós colocamos todo o nosso desejo de contribuir com a sociedade e por entender, de acordo com a pedagogia de Paulo Freire, que as pessoas às vezes não tiveram oportunidades. Elas sempre terão condições de crescer, aprender e sair dessa ‘escuridão’”, explicou.

O curso na Comarp iniciou em agosto de 2016 e finalizou em novembro deste ano, com aulas ministradas aos sábados. “Nosso objetivo era trabalhar a alfabetização, para que eles saíssem de lá lendo, escrevendo e com noções de matemática. Em uma roda de cultura, eles tinham tempo de conhecer gêneros literários. Pontuamos também questões do direito, cidadania, meio ambiente, sempre encaixando como sendo motivos para aprendizagem”, revelou Daisy.

Lavina agora carrega um enorme sentimento de gratidão aos alfabetizadores voluntários. “Deixo aos professores o maior agradecimento da minha vida, que Deus ilumine todos que empenharam e nos ajudaram, que ficaram com nós ali o tempo todo, nos aguentando. A paciência delas foi fundamental pra nós. Foi tudo maravilhoso”, agradeceu.

17 de novembro de 2017

Unicicla é finalista do Prêmio Cidadania Metropolitana; saiba como votar

Arte: Diego Cota/Redesol MG
Associação dos Catadores de Materiais Recicláveis de Nova União (Unicicla) é finalista do Prêmio Cidadania Metropolitana, promovido pela Agência de Desenvolvimento da Região Metropolitana de Belo Horizonte (ARMBH). Por meio de votação online, dez entidades serão premiadas entre as 47 concorrentes.

O interessado tem até o próximo domingo (19/11) para votar. Basta acessar o endereço eletrônico e preencher o formulário com a opção 6. A premiação das dez mais votadas será feita durante a abertura da VI Conferência Metropolitana da RMBH, na terça-feira (21/11), a partir das 13h30.

O evento será realizado na Escola de Engenharia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), na próxima semana, dias 21 e 22, e visa reconhecer entidades, universidades, movimentos sociais e demais organizações que atuam na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Os empreendimentos da Cooperativa Central Rede Solidária dos Trabalhadores de Materiais Recicláveis de Minas Gerais (Redesol MG) cumprem, por natureza, o importante papel no avanço de políticas públicas no setor da reciclagem. Contribuem, principalmente, no contexto de desenvolvimento sustentável e promoção do trabalho e renda.

Acesse o formulário e vote 6
Imagem: Divulgação/ARMBH

Acamares é finalista do Prêmio Cidadania Metropolitana; saiba como votar

Arte: Diego Cota/Redesol MG

A Associação de Catadores de Materiais Recicláveis de Sarzedo (Acamares) é finalista do Prêmio Cidadania Metropolitana, promovido pela Agência de Desenvolvimento da Região Metropolitana de Belo Horizonte (ARMBH). Das 47 entidades concorrentes, dez serão premiadas, por meio de votação pela internet.

O interessado tem até o próximo domingo (19/11) para votar. Basta acessar o endereço eletrônico e preencher o formulário com a opção 7. A entrega do prêmio para as dez mais votadas será feita durante a abertura da VI Conferência Metropolitana da RMBH, na terça-feira (21/11), a partir das 13h30.

O evento será realizado na Escola de Engenharia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), na próxima semana, dias 21 e 22, e visa reconhecer entidades, universidades, movimentos sociais e demais organizações que atuam na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Os empreendimentos da Cooperativa Central Rede Solidária dos Trabalhadores de Materiais Recicláveis de Minas Gerais (Redesol MG) cumprem, por natureza, o importante papel no avanço de políticas públicas no setor da reciclagem. Contribuem, principalmente, no contexto de desenvolvimento sustentável e promoção do trabalho e renda.

10 de novembro de 2017

Bolsa Reciclagem: Governo de Minas Gerais atrasa pagamentos e não garante direito adquirido pelos catadores


A Cooperativa Central Rede Solidária de Trabalhadores de Materiais Recicláveis de Minas Gerais (Redesol MG) expressa a insatisfação dos profissionais da categoria devido ao atraso do governo estadual no pagamento do Programa Bolsa Reciclagem, que deveria ser efetuado trimestralmente. No entanto, três parcelas estão em atraso: a do último trimestre de 2016 e dos dois primeiros deste ano.

Confira na íntegra a nota emitida pela Redesol MG:

A Lei nº 19.823, de 22 de novembro de 2011, dispõe sobre a concessão de incentivo financeiro a catadores de materiais recicláveis, denominada Bolsa Reciclagem, que vem do Estado e tem por objetivo a reintrodução de materiais recicláveis em processos produtivos, especialmente a inclusão social de catadores e catadoras de materiais recicláveis. O recurso possibilita aos catadores e catadoras um complemento na renda e é um direito adquirido.

Rotineiramente, o Governo de Minas Gerais não vem cumprindo o prazo acordado com os direitos dos catadores de materiais recicláveis, atrasando os pagamentos da Bolsa Reciclagem. A Cooperativa Central Rede Solidária de Trabalhadores de Materiais Recicláveis de Minas Gerais (Redesol MG), que reúne cooperativas e associações em busca de melhores condições de trabalho e inclusão social, afirma seu compromisso com catadores e catadoras demonstrando publicamente a insatisfação dos mesmos quanto ao atraso no repasse dos recursos.

Os incentivos financeiros são distribuídos, conforme o volume de material recolhido por cada trabalhador. A falta deste recurso atrasa os planos do catador, que conta com esta complementação de renda. O programa é um meio de inserção social dos catadores em todo o Estado.

A missão da Redesol MG é atuar em defesa de uma melhor qualidade de vida, empoderamento e autonomia de catadores e catadoras de materiais recicláveis de Minas Gerais. Deste modo, afirmamos a todos que atuaremos juntos às outras redes e movimentos sociais com todo empenho para que sejam pagas as três parcelas pendentes do programa: referente ao último trimestre de 2016 e outras duas referentes ao primeiro e segundo trimestres de 2017.

Contamos com o apoio da sociedade civil e da união de todos os catadores e catadoras mineiros somando forças para solucionar, diante do Governo de Minas Gerais, o problema. Esperamos que todos os catadores se apropriem deste instrumento e possam utilizá-lo para expressar sua insatisfação.

16 de outubro de 2017

Redesol Informa: Outubro/2017

Arte: Diego Cota/Redesol MG

Em setembro, os empreendimentos filiados à Cooperativa Central Rede Solidária de Trabalhadores de Materiais Recicláveis de Minas Gerais (Redesol MG) demonstraram, mais uma vez, sua fundamental participação para o desenvolvimento do setor da reciclagem no estado.

A Redesol mostrou o avanço da Comunidade Associada para Reciclagem de Materiais da Região da Pampulha (Comarp) na melhoria das condições de trabalho com a implantação da esteira no processo de triagem.


Para avançar é necessário diálogo e conscientização dos atores da sociedade. Na região metropolitana de Belo Horizonte, associações que integram a rede desempenham o importante papel de integração social.


Viu como é bonito esse trabalho? Para ler essas e outras informações, confira o informativo desenvolvido pela Redesol e acompanhe o nosso site.

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9 de outubro de 2017

Filiada à Redesol, Comarp inaugura processo de triagem por esteira

Modernização no empreendimento se deu por meio de projeto financiado pela Fundação Banco do Brasil e contou com apoio da UFMG e PBH

Inauguração contou com parceiros ligados ao setor da reciclagem (Foto: Diego Cota/Redesol MG)

Modernizar para tornar sólida a atividade realizada no galpão e proporcionar melhores condições de trabalho aos recicladores. É com esse objetivo que a Comunidade Associada para Reciclagem de Materiais da Região da Pampulha (Comarp), empreendimento filiado à Cooperativa Central Rede Solidária de Trabalhadores de Materiais Recicláveis de Minas Gerais (Redesol MG), inaugurou, na última quarta-feira de setembro (27/09), seu processo de triagem por esteira.

A adaptação do espaço e posterior instalação do maquinário se deram por meio do Projeto “Modernização do galpão de triagem da Comarp Aquisição de esteira”, iniciativa financiada pela Fundação Banco do Brasil, com apoio técnico da Escola de Engenharia, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), e Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), por meio da Superintendência de Limpeza Urbana (SLU).

A cerimônia de inauguração foi realizada na unidade sede da Comarp, situada na Avenida Antônio Carlos, 4070, Bairro São Francisco, em​ Belo Horizonte/MG. A ocasião foi acompanhada pelos cooperados, por representantes da PBH, empresas parceiras e empreendimentos econômicos solidários da capital mineira e região metropolitana.

Há um mês funcionando no galpão da cooperativa, a esteira já proporciona benefícios no dia a dia do trabalhador, como contou a Diretora Presidente da Redesol e Comarp, Ivaneide Souza. “Já vemos a melhoria na qualidade de vida dos catadores, porque a forma de triagem é diferente da anterior, que era no chão. Neste novo modelo, aumentamos a produtividade e conseguimos ter melhor logística e organização no galpão”, disse.
Ivaneide Souza e Osvaldo Machado, da PBH, inauguraram maquinário da Comarp


Presente no evento, a Diretora de Planejamento da SLU, Patrícia Batista, destacou a importante conquista da Comarp para a autarquia e aos cooperados que trabalham na unidade do empreendimento. “É muito importante, porque é um dos objetivos implantar tecnologia nos galpões de reciclagem. Em uma esteira como essa, você recicla um volume enorme de material com condições de trabalho melhores do que a original”, afirmou.

Modernização no modo de trabalhar e mudança positiva na rotina


Contar com uma esteira que auxilie o trabalho de triagem de recicláveis é uma realidade ainda distante na maioria dos empreendimentos. Boa parte deles realiza o processo apenas de forma manual. Assim, o catador recolhe o material de um montante depositado no chão e separa por tipo ​em um recipiente específico para cada reciclável.

Antes, a atividade era realizada manualmente e fazia com que os catadores adotassem posturas corporais inadequadas. Segundo a Diretora Financeira d​a Comarp, Débora Cristina Pereira, as queixas devido a dores diminuíram após a instalação do maquinário. “A esteira facilita o trabalho. Depois de instalado, os cooperados passaram a reclamar menos de dores em decorrência da postura no trabalho”, contou.

​A novidade deixou a atividade focada n​o empreendimento​, como destacou o cooperado Hélio Joaquim dos Santos, de 50 anos. “Com a esteira, o trabalho ficou melhor, porque você só tem que se preocupar com o tipo de reciclável que separa. O trabalhador fica posicionado em um local fixo e ao seu lado estão os bags de um determinado material”, disse.

Além disso, a instalação da esteira mudou a interação entre os cooperados no dia a dia do trabalho. Segundo Débora, a necessidade de estabelecer um horário em comum contribuiu para aumentar a união do grupo. “Antes, era cada um por si, inclusive nos horários destinados à alimentação. Com a esteira, foi necessário o estabelecimento de horários próprios para o almoço. Há uma comunhão maior, eles passaram a conversar mais entre si”, revelou.


Esteira mudou o formato de trabalho adotado na Comarp (Foto: Diego Cota/Redesol MG)

Exemplo para empreendimentos filiados à Redesol


A atuação em rede também proporciona o espaço para troca de boas ações e experiências. A aquisição de maquinário para o trabalho com reciclagem tem a intenção de gerar melhores condições de trabalho e aumentar a produção. Uma das metas da Redesol, como central dos empreendimentos, é realizar a comercialização diretamente com o setor industrial.

Para Ivaneide Souza, ​a​ conquista da Comarp fomenta o desejo de replicar a iniciativa nos demais filiados. “Nosso objetivo é que possa melhorar o resultado para a cooperativa e, posteriormente, implantar em outras que integram a Redesol. Buscamos aumentar o volume de produção para que possamos alcançar a indústria”, disse.

A Comarp é o segundo empreendimento filiado a Redesol a contar com uma esteira no processo de triagem. O primeiro foi a Cooperativa de Catadores de Materiais Recicláveis da Região Oeste de Belo Horizonte (Coopemar Oeste), que, em julho deste ano, recebeu da Tetra Pak uma esteira devido ao sucesso na comercialização de embalagens longa vida.

25 de setembro de 2017

Associações filiadas à Redesol discutem rumo da coleta seletiva na região metropolitana de Belo Horizonte

Arte: Diego Cota/Redesol MG

Em setembro, encontros regionais do Fórum Lixo e Cidadania marcaram mais uma etapa em busca por avanços para os empreendimentos

A discussão sobre implantação e desenvolvimento da coleta seletiva, com objetivo de alcançar autonomia das entidades de recicladores no processo, avança na região metropolitana de Belo Horizonte e tem como protagonistas empreendimentos filiados à Cooperativa Central Rede Solidária de Trabalhadores de Materiais Recicláveis de Minas Gerais (Redesol MG).

Em setembro, fóruns lixo e cidadania reforçaram a importância da pauta junto aos gestores públicos, parceiros e sociedade civil. A Associação de Reciclagem de Nova União (Unicicla) e a Associação de Catadores de Materiais Recicláveis de Sarzedo (Acamares) promoveram o Fórum Regional de Nova União, Bom Jesus do Amparo e Taquaraçú de Minas e o Fórum Regional de Mário Campos e Sarzedo, respectivamente.

Unicicla almeja inclusão dos catadores no trabalho da coleta seletiva


Nova União sediou o fórum regional, na segunda-feira (11/09). Realizado na Escola Estadual Coronel José Nunes Melo Junior, o encontro teve como pauta principal a contratação da Unicicla para execução da coleta seletiva, já implantada na cidade. O processo tem como objetivo promover renda aos associados e também visa retribuir, ao empreendimento, o serviço prestado à comunidade.

Há um ano em funcionamento, o fórum obteve conquistas importantes para o setor e para a população. A mais expressiva foi o fechamento do lixão irregular que havia na cidade. Com isso, a coleta ganhou força e esse é um fator que impacta diretamente na atividade realizada pelos trabalhadores da reciclagem. Desde a criação, a Unicicla é a principal articuladora do diálogo com os integrantes e leva para as discussões os interesses da categoria.

A reunião contou com a presença dos prefeitos de Nova União, Ailton Guimarães, e de Bom Jesus do Amparo, Dário Ferreira, além de gestores da Secretária de Meio Ambiente de Taquaraçú de Minas. A Redesol foi representada pela Diretora Presidente Ivaneide Souza, e pela Presidente da Acamares, Marli Beraldo.

Acamares fomenta debate sobre implantação do serviço em Sarzedo


Na quarta-feira (20/09), a Acamares coordenou o segundo encontro regional do Fórum Lixo e Cidadania de Mário Campos e Sarzedo, realizado na Câmara Municipal de Sarzedo. A ocasião visa criar um espaço para discussão contínua sobre a gestão e manejo dos resíduos sólidos, além de amadurecer o debate referente à implantação da coleta seletiva em Sarzedo, fato que é realidade no município de Mário Campos, desde dezembro de 2014.

Assim como em Nova União, o objetivo é, também, proporcionar melhores condições de trabalho aos recicladores, ao mesmo tempo em que garanta a preservação do meio ambiente e dissemine boas práticas. A reunião contou com a presença de gestores públicos e representantes de empreendimentos das cidades de Sarzedo, Mario Campos, Ibirité, Contagem e Belo Horizonte.

8 de setembro de 2017

Redesol representa trabalhadores da reciclagem em conselho de economia solidária

Encontro do CEEPS reuniu membros do governo estadual e de empreendimentos solidários da Região Metropolitana de Belo Horizonte

​Cumprindo seu papel de representar os empreendimentos de catadores da economia solidária do estado, a Cooperativa Central Rede Solidária de Trabalhadores de Materiais Recicláveis de Minas Gerais (Redesol MG) participou de mais um encontro do Conselho Estadual da Economia Popular Solidária (CEEPS), realizado na primeira quarta-feira de setembro (6/09), na Casa dos Direitos Humanos, localizada no Centro de Belo Horizonte.

Um dos assuntos abordadas na ocasião foi a proposta de criação de comissões para debater e aprofundar em temáticas que envolvem a economia popular solidária (EPS). Para a diretora presidente da Redesol, Ivaneide Souza, esse formato vai acrescentar nas discussões, que necessitam de maior atenção. “O trabalho das comissões vai discutir muitos assuntos que demandam um tempo maior de dedicação. Os resultados vão ser positivos”, disse.

Discussões visam avanço para economia popular solidária (Foto: Diego Cota/Redesol MG)

A presença da Redesol neste espaço é recente e busca proporcionar benefícios às associações, cooperativas e catadores. Até então, a CEEPS não contava com representante dos trabalhadores com materiais recicláveis. “É um espaço que discutia mais os outros setores, como artesanato e confecção. Não tinha representação da reciclagem. Vamos ocupar esse espaço para discutir um pouco mais as questões dos catadores em âmbito estadual”, reforçou Ivaneide.

Ela destacou ainda a importância da entidade integrar o conselho. A rede representa 14 empreendimentos filiados situados em Belo Horizonte e Região Metropolitana.“Aqui é um espaço de discussão de todas essas políticas que vêm acontecendo em Minas Gerais. É importante a Redesol fazer parte desses espaços para buscar benefícios para os empreendimentos mineiros de catadores”, completou.

O CEEPS é um mecanismo que integra representantes do governo estadual e membros da sociedade civil, onde é viabilizado um espaço de diálogo que tem como objetivo possibilitar o desenvolvimento da EPS. Nele, pautas são apreciadas e os conselheiros decidem pela sua deliberação. O órgão é vinculado à Secretaria de Estado de Trabalho e Desenvolvimento Social (Sedese).