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9 de outubro de 2017

Filiada à Redesol MG, Comarp inaugura processo de triagem por esteira

Modernização no empreendimento se deu por meio de projeto financiado pela Fundação Banco do Brasil e contou com apoio da UFMG e PBH

Inauguração contou com parceiros ligados ao setor da reciclagem (Foto: Diego Cota/Redesol MG)

Modernizar para tornar sólida a atividade realizada no galpão e proporcionar melhores condições de trabalho aos recicladores. É com esse objetivo que a Comunidade Associada para Reciclagem de Materiais da Região da Pampulha (Comarp), empreendimento filiado à Cooperativa Central Rede Solidária de Trabalhadores de Materiais Recicláveis de Minas Gerais (Redesol MG), inaugurou, na última quarta-feira de setembro (27/09), seu processo de triagem por esteira.

A adaptação do espaço e posterior instalação do maquinário se deram por meio do Projeto “Modernização do galpão de triagem da Comarp Aquisição de esteira”, iniciativa financiada pela Fundação Banco do Brasil, com apoio técnico da Escola de Engenharia, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), e Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), por meio da Superintendência de Limpeza Urbana (SLU).

A cerimônia de inauguração foi realizada na unidade sede da Comarp, situada na Avenida Antônio Carlos, 4070, Bairro São Francisco, em​ Belo Horizonte/MG. A ocasião foi acompanhada pelos cooperados, por representantes da PBH, empresas parceiras e empreendimentos econômicos solidários da capital mineira e região metropolitana.

Há um mês funcionando no galpão da cooperativa, a esteira já proporciona benefícios no dia a dia do trabalhador, como contou a Diretora Presidente da Redesol e Comarp, Ivaneide Souza. “Já vemos a melhoria na qualidade de vida dos catadores, porque a forma de triagem é diferente da anterior, que era no chão. Neste novo modelo, aumentamos a produtividade e conseguimos ter melhor logística e organização no galpão”, disse.
Ivaneide Souza e Osvaldo Machado, da PBH, inauguraram maquinário da Comarp


Presente no evento, a Diretora de Planejamento da SLU, Patrícia Batista, destacou a importante conquista da Comarp para a autarquia e aos cooperados que trabalham na unidade do empreendimento. “É muito importante, porque é um dos objetivos implantar tecnologia nos galpões de reciclagem. Em uma esteira como essa, você recicla um volume enorme de material com condições de trabalho melhores do que a original”, afirmou.

Modernização no modo de trabalhar e mudança positiva na rotina


Contar com uma esteira que auxilie o trabalho de triagem de recicláveis é uma realidade ainda distante na maioria dos empreendimentos. Boa parte deles realiza o processo apenas de forma manual. Assim, o catador recolhe o material de um montante depositado no chão e separa por tipo ​em um recipiente específico para cada reciclável.

Antes, a atividade era realizada manualmente e fazia com que os catadores adotassem posturas corporais inadequadas. Segundo a Diretora Financeira d​a Comarp, Débora Cristina Pereira, as queixas devido a dores diminuíram após a instalação do maquinário. “A esteira facilita o trabalho. Depois de instalado, os cooperados passaram a reclamar menos de dores em decorrência da postura no trabalho”, contou.

​A novidade deixou a atividade focada n​o empreendimento​, como destacou o cooperado Hélio Joaquim dos Santos, de 50 anos. “Com a esteira, o trabalho ficou melhor, porque você só tem que se preocupar com o tipo de reciclável que separa. O trabalhador fica posicionado em um local fixo e ao seu lado estão os bags de um determinado material”, disse.

Além disso, a instalação da esteira mudou a interação entre os cooperados no dia a dia do trabalho. Segundo Débora, a necessidade de estabelecer um horário em comum contribuiu para aumentar a união do grupo. “Antes, era cada um por si, inclusive nos horários destinados à alimentação. Com a esteira, foi necessário o estabelecimento de horários próprios para o almoço. Há uma comunhão maior, eles passaram a conversar mais entre si”, revelou.


Esteira mudou o formato de trabalho adotado na Comarp (Foto: Diego Cota/Redesol MG)

Exemplo para empreendimentos filiados à Redesol


A atuação em rede também proporciona o espaço para troca de boas ações e experiências. A aquisição de maquinário para o trabalho com reciclagem tem a intenção de gerar melhores condições de trabalho e aumentar a produção. Uma das metas da Redesol, como central dos empreendimentos, é realizar a comercialização diretamente com o setor industrial.

Para Ivaneide Souza, ​a​ conquista da Comarp fomenta o desejo de replicar a iniciativa nos demais filiados. “Nosso objetivo é que possa melhorar o resultado para a cooperativa e, posteriormente, implantar em outras que integram a Redesol. Buscamos aumentar o volume de produção para que possamos alcançar a indústria”, disse.

A Comarp é o segundo empreendimento filiado a Redesol a contar com uma esteira no processo de triagem. O primeiro foi a Cooperativa de Catadores de Materiais Recicláveis da Região Oeste de Belo Horizonte (Coopemar Oeste), que, em julho deste ano, recebeu da Tetra Pak uma esteira devido ao sucesso na comercialização de embalagens longa vida.

8 de setembro de 2017

Redesol MG representa trabalhadores da reciclagem em conselho de economia solidária

Encontro do CEEPS reuniu membros do governo estadual e de empreendimentos solidários da Região Metropolitana de Belo Horizonte

​Cumprindo seu papel de representar os empreendimentos de catadores da economia solidária do estado, a Cooperativa Central Rede Solidária de Trabalhadores de Materiais Recicláveis de Minas Gerais (Redesol MG) participou de mais um encontro do Conselho Estadual da Economia Popular Solidária (CEEPS), realizado na primeira quarta-feira de setembro (6/09), na Casa dos Direitos Humanos, localizada no Centro de Belo Horizonte.

Um dos assuntos abordadas na ocasião foi a proposta de criação de comissões para debater e aprofundar em temáticas que envolvem a economia popular solidária (EPS). Para a diretora presidente da Redesol, Ivaneide Souza, esse formato vai acrescentar nas discussões, que necessitam de maior atenção. “O trabalho das comissões vai discutir muitos assuntos que demandam um tempo maior de dedicação. Os resultados vão ser positivos”, disse.

Discussões visam avanço para economia popular solidária (Foto: Diego Cota/Redesol MG)

A presença da Redesol neste espaço é recente e busca proporcionar benefícios às associações, cooperativas e catadores. Até então, a CEEPS não contava com representante dos trabalhadores com materiais recicláveis. “É um espaço que discutia mais os outros setores, como artesanato e confecção. Não tinha representação da reciclagem. Vamos ocupar esse espaço para discutir um pouco mais as questões dos catadores em âmbito estadual”, reforçou Ivaneide.

Ela destacou ainda a importância da entidade integrar o conselho. A rede representa 14 empreendimentos filiados situados em Belo Horizonte e Região Metropolitana.“Aqui é um espaço de discussão de todas essas políticas que vêm acontecendo em Minas Gerais. É importante a Redesol fazer parte desses espaços para buscar benefícios para os empreendimentos mineiros de catadores”, completou.

O CEEPS é um mecanismo que integra representantes do governo estadual e membros da sociedade civil, onde é viabilizado um espaço de diálogo que tem como objetivo possibilitar o desenvolvimento da EPS. Nele, pautas são apreciadas e os conselheiros decidem pela sua deliberação. O órgão é vinculado à Secretaria de Estado de Trabalho e Desenvolvimento Social (Sedese).

15 de setembro de 2015

Prêmio BNDES de Boas Práticas em Economia Solidária

A REDESOL foi ganhadora do Prêmio BNDES de Boas Práticas em Economia Solidária, Premiação que reconhece as iniciativas consideradas "boas práticas" de Empreendimentos Econômicos Solidários (EES) e suas Redes. A inciativa é uma ação conjunta do BNDES, da Secretaria Nacional de Economia Solidária, do Ministério do Trabalho e Emprego (SENAES/MTE) e do Fórum Brasileiro de Economia Solidária (FBES).

A cerimônia de premiação ocorreu no dia 11 de julho de 2015 durante a 11ª Feira de EcoSOL - Feira Latino Americana de Economia Solidária e 22ª FEICOOP - Feira Internacional do Cooperativismo realizada no Centro de Referência em Economia Solidária Dom Ivo Lorscheiter em Santa Maria – RS. PARABÉNS REDESOL, por mais essa conquista coletiva!!!


24 de junho de 2014

REDESOL NA COPA

O trabalho da REDESOL-Central Cooperativa Rede Solidária de Trabalhadores de Materiais Recicláveis de MG tem recebido reconhecimento. Dentre as últimas articulações agora o sucesso do trabalho é externalizado através da participação em massa dos empreendimentos filiados na Copa da Fifa em Belo Horizonte.



Entre benefícios e prejuízos da realização de uma Copa do Mundo no país, catadores de materiais recicláveis ganharam uma boa oportunidade de melhorar a renda. Pela primeira vez na história, a Prefeitura de Belo Horizonte trocou o convênio com uma empresa terceirizada pelo contrato direto com redes formadas por cooperativas de catadores. E o trabalho que eles estão realizando vem sendo elogiado.

Nas cooperativas, eles reúnem o material, que inclui latas, papelão, papelão especial, copos e garrafas plásticas, recolhidos na região do Mineirão e na Fan Fest. Após a triagem, a compactação e a venda, os recursos são divididos igualmente entre todos catadores. Com isso, o rendimento deles, que em um mês normal gira em torno de R$ 1.100, pode chegar a R$ 2.000 neste mês de Copa.

O número é só uma estimativa, mas o resultado do trabalho já pode ser medido, tanto por eles quanto pela administração municipal. “Foi a primeira vez em que a gente conseguiu que a prefeitura acreditasse no trabalho do catador. Isso foi importante, pois aumenta a estima do grupo, que, hoje, realmente percebe que a prefeitura firmou uma parceira com eles”, explica Ivaneide Silva Souza, a presidente da Rede Sol, que inclui várias cooperativas que fazem parte do projeto.

“Temos visto resultados maravilhosos. Eles possuem um nível de profissionalismo muito importante, e isso é só uma mostra de um legado pós-Copa. Que isso sirva de experiência e possa ser feito outras vezes em eventos em nossa cidade”, destaca Clarissa Germana Pereira de Queiroz, chefe do Departamento de Políticas Sociais e Mobilização da Secretaria de Limpeza Urbana (SLU).

É Ivaneide quem explica os motivos pelos quais o trabalho funciona tão bem. “Nós conhecemos e valorizamos o material reciclável, pois é nossa matéria-prima. Não deixamos nenhum material se perder ou ir para o aterro sanitário porque sabemos o valor disso para nós. E o catador sabe disso para o meio ambiente e quanto ele traz a oportunidade para outras pessoas”.

Ofício atrai gente de outras áreas

O grupo de catadores que trabalham com materiais recicláveis inclui pessoas que se encontraram na profissão. No passado, tinham o sonho de um trabalho com carteira assinada, mas descobriram que, unidos, podem ser seus próprios patrões.

Há pedreiros, como Ernesto Xavier de Souza, que descobriu a função quando fez um curso de nove meses sobre cooperativismo em 2002, e vendedoras que faziam sucesso, mas preferiram mudar de vida.

“Eu vendia produtos da Avon e da Natura e cheguei a ganhar prêmios como uma das melhores vendedoras. Mas preferi ser estrela aqui, no lixo. Amo trabalhar aqui e tenho o sonho de continuar a construção do meu ‘barraco’ de 20 m² e sete janelas”, conta a orgulhosa Evalucia Nascimento.
Os catadores da Copa ganharam notoriedade quando Maria Sueli dos Santos, que trabalhava em frente ao Mineirão, deu depoimento marcante sobre a realização da Copa a O TEMPO.


No vídeo, que já tem mais de 70 mil visualizações na internet, ela defende a realização do evento e critica as manifestações: “Cuspiu no chão, destruiu patrimônio público, é por não ter educação”.

Fonte: http://www.otempo.com.br/cmlink/hotsites/copa-do-mundo-2014/lixo-do-mundial-para-uns-oportunidades-para-outros-1.867794

28 de abril de 2012

Debate - Gestão Metropolitana de Resíduos Sólidos


Camillo Fraga e Cido Gonçalves discutem PPP com representantes dos catadores de materiais recicláveis
Representantes das Secretarias de Gestão Metropolitana (SEGEM) e de Desenvolvimento Econômico (SEDE) se reuniram na quinta-feira (26/04) com lideranças das associações de catadores de materiais reutilizáveis e recicláveis da RMBH para debater o projeto de Gestão Metropolitana de Resíduos Sólidos, uma parceria público-privada (PPP) que vai realizar o tratamento e disposição final adequada de 100% dos resíduos sólidos urbanos em 46 municípios do entorno de Belo Horizonte.
O encontro, no Centro Mineiro de Referência em Resíduos (CMRR) em Belo Horizonte, faz parte do processo de Consulta Pública do edital de licitação da PPP. A Consulta busca coletar, junto à sociedade, sugestões para aprimoramento do projeto por meio da internet e de reuniões públicas. Os catadores de materais reutilizáveis e recicláveis foram o primeiro público abordado no processo, que continua até 28 de maio e prevê reuniões também com gestores municipais das cidades envolvidas.
Após uma apresentação da trajetória do movimento dos catadores, Camillo Fraga Reis, diretor-geral da Agência de Desenvolvimento da RMBH, apresentou o projeto de PPP e, junto ao coordenador da Unidade de Parcerias Público-Privadas da SEDE, Marcos Siqueira, debateu durante cerca de duas horas com os líderes do movimento as implicações e oportunidades da iniciativa para os trabalhadores, suas associações e cooperativas. “Nosso pedido é para que vocês nos ajudem a finalizar o desenho desse projeto”, explicou Marcos Siqueira às cerca de 70 pessoas presentes no evento. Para Siqueira, as entidades dos catadores têm um papel importante a cumprir, sugerindo novas abordagens para a incorporação da coleta seletiva e da reciclagem como premissas da Gestão Metropolitana de Resíduos Sólidos: “esse é um ponto que ainda não fechamos no projeto, exatamente porque precisamos colher informações de especialistas, como as organizações presentes aqui.”
O diretor-geral Agência RMBH ressaltou a importância do projeto. “Nossa Região Metropolitana pode ser a primeira das Américas, incluindo aí metrópoles como Nova York, a ter 100% dos seus resíduos sólidos tratados de forma adequada e com geração de energia”, mas, para isso, é preciso incluir a questão da reciclagem.
O projeto prevê que os municípios se comprometam a implantar coleta seletiva do lixo residencial como pré-requisito para sua adesão, gerando oportunidade de inclusão dos catadores no processo. Maria Sueli dos Santos, da Associação dos catadores e Recicladores Senhor Bom Jesus, em Vespasiano, comenta que “pela apresentação, o esboço do projetop é muito bom. Mas precisamos fazer com que a inclusão dos catadores realmente aconteça, que isso esteja no convênio com os municípios.” A representante da Cooperativa de Materiais Recicláveis de Ribeirão das Neves (COMARRIN), Edir Mendes dos Santos, explica que o ponto mais importante do projeto, do ponto de vista dos trabalhadores do setor, é a implantação efetiva da coleta seletiva nos municípios. “Hoje, é mais vantajoso para as pessoas ficarem nos lixões, porque todo o material reciclável é encaminhado para eles, como se fossem rejeitos. É possível ganhar mais de R$1000 por mês recolhendo recicláveis que são jogados fora como se fossem lixo comum”, explica.
Os catadores e suas organizações, bem como o público em geral, poderão enviar suas sugestões e contribuições ao processo de Consulta Pública até o dia 28 de maio, por e-mail, para o endereço rsu@ppp.mg.gov.br.

Fonte: http://www.metropolitana.mg.gov.br/noticias/governo-de-minas-debate-gestao-metropolitana-de-residuos-solidos-com-associacoes-de-catadores-de-materiais-reciclaveis