Mostrando postagens com marcador Rede Sol. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Rede Sol. Mostrar todas as postagens

15 de setembro de 2015

Prêmio BNDES de Boas Práticas em Economia Solidária

A REDESOL foi ganhadora do Prêmio BNDES de Boas Práticas em Economia Solidária, Premiação que reconhece as iniciativas consideradas "boas práticas" de Empreendimentos Econômicos Solidários (EES) e suas Redes. A inciativa é uma ação conjunta do BNDES, da Secretaria Nacional de Economia Solidária, do Ministério do Trabalho e Emprego (SENAES/MTE) e do Fórum Brasileiro de Economia Solidária (FBES).

A cerimônia de premiação ocorreu no dia 11 de julho de 2015 durante a 11ª Feira de EcoSOL - Feira Latino Americana de Economia Solidária e 22ª FEICOOP - Feira Internacional do Cooperativismo realizada no Centro de Referência em Economia Solidária Dom Ivo Lorscheiter em Santa Maria – RS. PARABÉNS REDESOL, por mais essa conquista coletiva!!!


24 de junho de 2014

REDESOL NA COPA

O trabalho da REDESOL-Central Cooperativa Rede Solidária de Trabalhadores de Materiais Recicláveis de MG tem recebido reconhecimento. Dentre as últimas articulações agora o sucesso do trabalho é externalizado através da participação em massa dos empreendimentos filiados na Copa da Fifa em Belo Horizonte.



Entre benefícios e prejuízos da realização de uma Copa do Mundo no país, catadores de materiais recicláveis ganharam uma boa oportunidade de melhorar a renda. Pela primeira vez na história, a Prefeitura de Belo Horizonte trocou o convênio com uma empresa terceirizada pelo contrato direto com redes formadas por cooperativas de catadores. E o trabalho que eles estão realizando vem sendo elogiado.

Nas cooperativas, eles reúnem o material, que inclui latas, papelão, papelão especial, copos e garrafas plásticas, recolhidos na região do Mineirão e na Fan Fest. Após a triagem, a compactação e a venda, os recursos são divididos igualmente entre todos catadores. Com isso, o rendimento deles, que em um mês normal gira em torno de R$ 1.100, pode chegar a R$ 2.000 neste mês de Copa.

O número é só uma estimativa, mas o resultado do trabalho já pode ser medido, tanto por eles quanto pela administração municipal. “Foi a primeira vez em que a gente conseguiu que a prefeitura acreditasse no trabalho do catador. Isso foi importante, pois aumenta a estima do grupo, que, hoje, realmente percebe que a prefeitura firmou uma parceira com eles”, explica Ivaneide Silva Souza, a presidente da Rede Sol, que inclui várias cooperativas que fazem parte do projeto.

“Temos visto resultados maravilhosos. Eles possuem um nível de profissionalismo muito importante, e isso é só uma mostra de um legado pós-Copa. Que isso sirva de experiência e possa ser feito outras vezes em eventos em nossa cidade”, destaca Clarissa Germana Pereira de Queiroz, chefe do Departamento de Políticas Sociais e Mobilização da Secretaria de Limpeza Urbana (SLU).

É Ivaneide quem explica os motivos pelos quais o trabalho funciona tão bem. “Nós conhecemos e valorizamos o material reciclável, pois é nossa matéria-prima. Não deixamos nenhum material se perder ou ir para o aterro sanitário porque sabemos o valor disso para nós. E o catador sabe disso para o meio ambiente e quanto ele traz a oportunidade para outras pessoas”.

Ofício atrai gente de outras áreas

O grupo de catadores que trabalham com materiais recicláveis inclui pessoas que se encontraram na profissão. No passado, tinham o sonho de um trabalho com carteira assinada, mas descobriram que, unidos, podem ser seus próprios patrões.

Há pedreiros, como Ernesto Xavier de Souza, que descobriu a função quando fez um curso de nove meses sobre cooperativismo em 2002, e vendedoras que faziam sucesso, mas preferiram mudar de vida.

“Eu vendia produtos da Avon e da Natura e cheguei a ganhar prêmios como uma das melhores vendedoras. Mas preferi ser estrela aqui, no lixo. Amo trabalhar aqui e tenho o sonho de continuar a construção do meu ‘barraco’ de 20 m² e sete janelas”, conta a orgulhosa Evalucia Nascimento.
Os catadores da Copa ganharam notoriedade quando Maria Sueli dos Santos, que trabalhava em frente ao Mineirão, deu depoimento marcante sobre a realização da Copa a O TEMPO.


No vídeo, que já tem mais de 70 mil visualizações na internet, ela defende a realização do evento e critica as manifestações: “Cuspiu no chão, destruiu patrimônio público, é por não ter educação”.

Fonte: http://www.otempo.com.br/cmlink/hotsites/copa-do-mundo-2014/lixo-do-mundial-para-uns-oportunidades-para-outros-1.867794