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Transformando lixo em cidadania.

14 de abril de 2020

Paralisação de serviços de coleta seletiva e isolamento social geram insegurança para catadores de materiais recicláveis

Foto: Diego Cota/Redesol

A pandemia do novo coronavírus (Covid-19), que assola e deixa em alerta diversos países no mundo, mudou de forma rápida a rotina dos catadores de materiais recicláveis. Após a suspensão dos serviços de coleta seletiva, por recomendação da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (Abes), e decretos municipais e estadual que visam o isolamento social para frear a propagação do vírus, os trabalhadores agora se encontram na insegurança pela falta de uma fonte de renda.

Entre os doze empreendimentos que integram a Cooperativa Central Rede Solidária dos Trabalhadores de Materiais Recicláveis de Minas Gerais (Redesol), um está funcionando normalmente, dois parcialmente, enquanto os demais estão paralisados. Nos que ainda estão em atividade, os catadores que fazem parte do grupo de risco estão seguindo as orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e permanecendo em casa. Do total de 248 catadores filiados, 133 fazem parte desse grupo, sendo 34 acima dos 60 anos e 99 com doenças crônicas.

O trabalho com o resíduo pós-consumo, principalmente das residências, coloca os catadores em vulnerabilidade para contaminação. Por isso a paralisação das atividades é algo necessário no momento como cuidado com a saúde dos trabalhadores. No guia de recomendações da Abes, que fala da inviabilidade do serviço de coleta seletiva em meio a pandemia, ela cita também a necessidade de o governo local fornecer um “auxílio social temporário”.

Entretanto, com exceção dos municípios de Congonhas e Nova União, ainda não há por parte das esferas públicas a certeza de uma renda básica para enfrentar a crise. Para a presidente da Redesol, Ivaneide da Silva Souza, essa é uma das preocupações dos catadores no momento, em como cumprir os compromissos assumidos e ao mesmo tempo preservar a saúde.

"O principal problema da paralisação das atividades é a insegurança. Eles querem trabalhar, porque estão preocupados com a sobrevivência, porque ninguém tem reserva de dinheiro para as despesas do dia a dia e não há previsão de volta ao trabalho. Mas também tem a grande preocupação de estar trabalhando e contrair o vírus e isso resultar em morte para eles ou para alguém da família. É uma insegurança muito grande. Ficamos instáveis e abalados, porque é algo muito novo para todo mundo”, disse.

Foto: Diego Cota/Redesol
Em momentos como o que vivenciamos, espera-se que os governos municipal, estadual e federal promovam ações que têm como objetivo preservar, primeiramente, a vida das pessoas, mas também que minimizem o impacto econômico da crise. Uma ação importante é garantir que os menos favorecidos tenham renda para manutenção das necessidades básicas e assim evitar um colapso econômico e social, já que essa parcela da população é o principal pilar do consumo brasileiro.

Para a presidente da Cooperativa Solidária dos Recicladores e Grupos Produtivos do Barreiro e Região (Coopersoli-Barreiro), Silvana Assis Leal, enquanto não houver uma ação concreta, o catador não terá renda. “Nesse momento, não estamos indo na base. Não trabalhando o material, não temos renda, porque vivemos dele. Então, não temos como pagar nossas contas. Isso é muito triste para os catadores”, afirmou.

Na terça-feira (07/04), a Caixa Econômica Federal anunciou as formas que os trabalhadores autônomos, informais, inscritos no CadÚnico e Microempreendedores Individuais (MEI) terão para acessar o auxílio emergencial de R$ 600,00. A medida governamental para enfrentamento da crise foi sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro, na quinta-feira (02/04), após mobilização dos movimentos sociais organizados ligados às causas trabalhistas e populações em vulnerabilidade social.


Cuidados básicos ajudam na prevenção da Covid-19

Para evitar o contágio, os cuidados são básicos, como: lavar as mãos com água e sabão ou usar álcool em gel, cobrir o nariz e boca ao espirrar ou tossir, evitar aglomerações, manter o ambiente bem arejado e não compartilhar objetos pessoais. Buscar informações sempre em fontes confiáveis também é importante nesse momento de pandemia.

Segundo o Grupo de Pesquisa Sobre Acesso a Medicamentos e Uso Responsável, da Universidade de Brasília (UnB), o novo coronavírus permanece vivo de duas horas a 5 dias, de acordo com a superfície do material.


Municípios de atuação dos empreendimentos filiados à Redesol 

Baldim: Comarb (Paralisada)
Belo Horizonte: Associrecicle-BH, Coomarp Pampulha, Coopersoli-Barreiro e Coopemar Oeste (Paralisadas);
Betim: Coopera-MG (Funcionando parcialmente)
Bom Jesus do Amparo: Unicicla (Paralisada)
Caeté: Agea (Paralisada)
Congonhas: Ascacon (Paralisada)
Nova União: Unicicla (Paralisada)
Pedro Leopoldo: Ascapel (Paralisada)
Sabará: Mãos Amigas (Funcionando normalmente)
Vespasiano: Coopervesp (Funcionando parcialmente)

23 de fevereiro de 2020

Catadores da Redesol participam da coleta de recicláveis no Carnaval de BH

Equipes são formadas por catadores de empreendimentos e avulsos (Foto: Divulgação/Coomarp Pampulha)

O Carnaval de Belo Horizonte cresceu nos últimos anos e com ele a necessidade de oferecer uma coleta de materiais recicláveis eficiente durante os blocos carnavalescos aumentou. Pelo segundo ano consecutivo, ela é realizada pelos catadores organizados. Desta vez, conta com a inclusão dos catadores avulsos, que antes realizavam a catação de forma independente. Cooperados da Coomarp Pampulha e Coopersoli-Barreiro, filiados à Redesol, participam das equipes de coleta nos dias de folia.

Um dos objetivos dessa interação entre os formatos da profissão é mostrar ao catador avulso o trabalho desenvolvido pelos empreendimentos, como destacou Thiago Henrique Estevan, coordenador da Central de Coleta de Recicláveis, montada para o carnaval, no bairro Floresta.

“Todos os catadores realizam esse trabalho no dia a dia, porém nas cooperativas é de forma organizada e conta com o apoio de diversas instituições. Essa iniciativa visa trazer a possibilidade aos catadores de conhecer a formalização junto às cooperativas e instituições, além de organizar e valorizar o trabalho deles”, disse.

De acordo com a catadora e presidente da Coopersoli-Barreiro, Silvana Assis Leal, a atuação em conjunto está atraindo a curiosidade sobre o trabalho formalizado. “Nós estamos despertando para esses catadores que trabalham na rua como é atuar em uma organização. Estamos, aos poucos, construindo uma parceria com eles. De primeira, não havia essa abertura para conversar, agora eles nos procurem para saber sobre a cooperativa”, contou.

Trabalho nos dias de folia

A logística da coleta conta com cinco unidades da Central de Coleta de Recicláveis: no hipercentro, Floresta, Savassi, Santa Tereza e Pampulha. Cada localidade tem uma equipe de catação, que é identificada com uma cor específica. “O catador pode transitar pela cidade, mas sua base é fixa. Eles são identificados por uma pulseira colorida, na cor da Central que ele está inscrito”, explicou a catadora e presidente da Redesol, Ivaneide da Silva Souza.

A catadora Cleide Maria Vieira realiza o trabalho de apoio na Central localizada na rua Aquiles Lobo, na esquina com a rua Itambé, no Bairro Floresta, e contou que o local tem como finalidade apoiar e organizar o trabalho. “Os catadores coletam os recicláveis nas ruas e trazem para a tenda, onde é feita a triagem entre metal, plástico e papel, e posteriormente a pesagem. Após isso, eles recebem o ticket de pesagem e são remunerados pelo material”.

Triagem do material é realizada na Central de Coleta de Recicláveis (Foto: Divulgação/Coomarp Pampulha)

Segundo a catadora Rosilene Aparecida Barbosa, o material mais coletado nos dias de carnaval é a latinha de alumínio, seguido pelo plástico e papel. Ela revelou que a equipe de coleta é sempre muito bem recebida pelos foliões. “Alguns vêm ao encontro para deixar seu material com a gente, mas o que mais está sendo feita é a catação na rua. Eles deixam no chão e nas lixeiras, pois já esperam que nós catadores vamos passar por ali para coletar”, disse.

Latinha de alumínio é o material mais coletado nas ruas (Foto: Diego Cota/Redesol)

Neste ano, a atuação dos catadores foi dividida nos três momentos da festividade: pré-carnaval (15 e 16/02), carnaval (21 a 25/02) e pós-carnaval (29/02). Ao todo, são oito dias que estão proporcionando uma experiência inédita, como destacou Ivaneide. “É a primeira vez que o trabalho vai ser realizado no pré-carnaval, carnaval e pós-carnaval. Achei bem interessante a participação no pré, porque serviu para nos organizarmos melhor. Está sendo uma experiência rica de aprendizado, como no planejamento das ações”, disse.

Além de ser remunerado pela diária de trabalho, o catador recebe pelo volume de material coletado. Esse é um fato positivo para a catadora Elis Regina Martins Silvério. “Na minha avaliação, a experiência do carnaval está sendo muito boa. Esse formato de trabalho me agrada, porque é mais tranquilo e com uma remuneração maior”, apontou.

Para o coordenador Tiago, o pagamento imediato está sendo o diferencial. “O trabalho está fluindo bem, porque estamos conseguindo realizar um trabalho diferenciado, que é a remuneração na hora. Isso favorece muito o catador avulso que precisa do dinheiro no momento da entrega do material”, disse.

A iniciativa é realizada pela Ambev, em parceria com a Belotur e a Superintendência de Limpeza Urbana (SLU), e executada pela Associação Nacional dos Catadores e Catadoras de Materiais Recicláveis (Ancat), com a participação das associações e cooperativas de Belo Horizonte e catadores avulsos.

Foto: Diego Cota/Redesol

Foto: Diego Cota/Redesol

Foto: Diego Cota/Redesol

25 de outubro de 2019

Sustentabilidade foi tema das atividades da Semana Lixo Zero, na Redesol

Cleide esclareceu sobre quais materiais podem ser destinados para a coleta seletiva (Fotos: Diego Cota/Redesol)

A Cooperativa Central Rede Solidária dos Trabalhadores de Materiais Recicláveis de Minas Gerais (Redesol) recebeu, no sábado (19/10), atividades que integram a programação da Semana Lixo Zero, iniciativa promovida de 18 a 27 de outubro, em diversas cidades do Brasil. O dia começou com uma visita técnica na Coomarp Pampulha e, em seguida, foi realizado o Base Papo, uma roda de conversa promovida pela Ong Base Colaborativa.

A proposta do Base Papo é convidar duas pessoas que “estão construindo, com ações, um mundo melhor”, como explicou a liderança da Ong, em Belo Horizonte, Lívia Alwan. Na edição especial para a Semana Lixo Zero, foram convidados a catadora Cleide Maria Vieira, da Coomarp, e o administrador de empresas Adelcio de Castro Coelho, sócio proprietário da churrascaria Boi Vindo.


Os dois contaram suas trajetórias profissionais e como o trabalho por eles realizado impactam para a sustentabilidade. Cleide trabalha diretamente com o resíduo, que engloba desde sua coleta até a destinação à cadeia produtiva. Ela esclareceu aos participantes para onde vão os recicláveis que são trabalhados pela cooperativa.

Adelcio, por sua vez, é um grande gerador, mas que se destaca por um modelo de restaurante focado na sustentabilidade, desde a construção até o fornecimento de suprimentos. Para ele, o momento foi de aprendizado. “Eu aprendi muito aqui e a vontade de ser cada vez mais sustentável, aumenta. Diante as ideias, vou conhecer até novas metodologias e parceiros, como pessoas para reciclar e para fazer compostagem”, contou.


Livia explicou que um dos objetivos é mostrar que, apesar de serem atividades diferentes, elas convergem. “A ideia é impactar, mostrar esses dois lados, oportunizar a palavra para essas pessoas. No final, nós vemos que são complementares. Outra coisa que é importante para nós também é o momento de dar a fala para todos. É muito importante que entendam que os dois convidados são incríveis, mas que todos nós somos também, somos agentes de transformação e merecemos ser ouvidos”, disse.

Uma série de atividades vêm sendo realizadas durante os dias da Semana Lixo Zero. A catadora Cleide, que é voluntária na organização da semana, explicou a importância da programação do sábado na Coomarp. “Foi bom, porque teve pessoas que não conheciam uma cooperativa e ficaram conhecendo. E daqui saiu proposta de a Redesol mobilizar em prédios e empresas para separação de resíduos”, contou.

A atividade da Semana Lixo Zero possibilitou aos participantes conhecer o processo produtivo da Cooperativa dos Trabalhadores com Materiais Recicláveis da Pampulha Ltda (Coomarp Pampulha). Todas as etapas, que envolve triagem, enfardamento e comercialização, foi explicada pelas catadoras.


Para o economista Julio Carepa de Souza foi momento para aprender sobre a destinação dos materiais. “Foi muito informativo estar presente aqui para conhecer um pouco mais da realidade de algo que está muito próximo da nossa vida e faz parte da nossa rotina, que é produzir todos os resíduos que estão vindo pra cá, mas que geralmente a gente não conhece a destinação ou não acompanha”, disse.

A embaixadora Lixo Zero BH, Clarissa Viana, contou que a atividade na cooperativa foi programada com objetivo de informar. “Muitas pessoas têm a curiosidade de ver como é um galpão, como descartar. Então a visita técnica foi importantíssima para as pessoas verem como é realizado o trabalho para que elas possam separar melhor e também para proporcionar o contato com os catadores”, explicou.


16 de setembro de 2019

Catadores são contratados para execução da coleta seletiva, em Belo Horizonte

Contratação dos catadores é um marco para a gestão de resíduos em Belo Horizonte (Fotos: Diego Cota/Redesol)
Agora a coleta seletiva da capital mineira é com os catadores. A Prefeitura de Belo Horizonte, em parceria com as seis cooperativas e associações da cidade, lançou o novo formato da coleta, que contará com a inclusão dos catadores na prestação do serviço de coleta porta a porta, a partir desta terça-feira (17/09).

A entrega das chaves dos caminhões aconteceu nesta segunda-feira (16/08), no Parque Municipal Américo Renné Giannetti, no Centro. A solenidade contou com a presença do prefeito Alexandre Kalil, das lideranças e catadores dos empreendimentos solidários, da Superintendência de Limpeza Urbana (SLU) e apoiadores da causa.

A contratação é resultado de uma articulação de vários anos entre os catadores e o executivo municipal, que vem desde a constituição das associações e cooperativas, passa pela formação das redes, entre elas a Cooperativa Central Rede Solidária dos Trabalhadores de Materiais Recicláveis de Minas Gerais (Redesol), e a criação e fortalecimento do Fórum Municipal Lixo e Cidadania, importante espaço para a política pública da gestão dos resíduos sólidos.


Para a presidente da Redesol, Ivaneide da Silva Souza, o contrato vem para coroar o trabalho de mais de uma década e que agora inicia uma nova etapa. “Há muitos anos a gente vem lutando por isso e chegou o momento. Esse é o primeiro passo de uma caminhada pelo reconhecimento do trabalho que as cooperativas e associações prestam à cidade. Nós estamos felizes com essa conquista. O município passa os caminhões como um voto de confiança em nós”, disse.


Além da contratação para execução do serviço, a SLU cedeu seis caminhões compactadores para a atividade e ficará responsável pelo planejamento e fiscalização. O superintendente de limpeza urbana, Genedempsey Bicalho Cruz, lembrou que o momento faz parte de um processo sólido de construção coletiva.

“A cerimônia de hoje é singular, porque uma prática com essa modelagem não se encontra em outro lugar. Estamos aqui porque existe uma condução anterior que de três anos pra cá ganhou sustentação e celeridade. Gostaríamos de externar nossa confiança na prestação de serviço com a qualidade que a cidade merece”, enfatizou.

Quatro dos seis empreendimentos contratados são filiados à Redesol. São eles: Associação dos Recicladores de Belo Horizonte (Associrecicle-BH), Cooperativa dos Trabalhadores com Materiais Recicláveis da Pampulha Ltda (Coomarp Pampulha), Cooperativa de Catadores de Materiais Recicláveis da Região Oeste de Belo Horizonte (Coopemar Oeste) e a Cooperativa Solidária dos Recicladores e Grupos Produtivos do Barreiro e Região (Coopersoli-Barreiro).


Ivaneide acredita que a execução da coleta pelos catadores vai transformar positivamente o trabalho nas cooperativas. “Com nossa expertise com a coleta seletiva, com o conhecimento dos materiais recicláveis e também do corpo a corpo com a população, a gente acredita que esse material vai chegar com maior qualidade e vai ter mais volume no galpão, que vai agregar valor e também aumentar o número de postos de trabalho”, revelou.

Nesta terça-feira (17/09), os 36 bairros que são atendidos pelo serviço na capital passam a ser percorridas pelos catadores. Para mais informações sobre quais localidades atendidas e os dias de coleta, clique no link.

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Ivaneide Souza, Alexandre Kalil, Genedempsey Bicalho e Maria Madalena Rodrigues

Ivaneide agradeceu o empenho da equipe da SLU no processo de contratação

Entrega das chaves para a Associrecicle-BH

Entrega das chaves para a Coopersoli-Barreiro

Entrega das chaves para a Coopemar Oeste

Entrega das chaves para a Coomarp Pampulha

3 de setembro de 2019

Redesol encerrou participação no Programa Novo Ciclo com todas as metas alcanças

Equipe da Redesol recebeu certificado de participação no programa (Fotos: Diego Cota/Redesol)

A intervenção do Programa Novo Ciclo na Cooperativa Central Rede Solidária dos Trabalhadores de Materiais Recicláveis de Minas Gerais (Redesol) chegou ao fim e deixou um legado de organização e evolução para os empreendimentos filiados. Com saldo positivo de ações, catadoras e catadores da rede participaram do encerramento da terceira fase da iniciativa, na quinta-feira (15/08), no Espaço Cultural da Urca, em Poços de Caldas, no Sul de Minas Gerais.

Na ocasião, a Redesol apresentou os resultados alcançados um ano e meio de atividades nas cooperativas e associações que integram a rede. O interesse dos catadores em evoluir em temas importantes para melhor desempenho da atividade, juntamente com o acompanhamento técnico, fez com que a rede superasse todas as metas estipuladas pela equipe do programa.


De acordo com a presidente da Redesol, Ivaneide da Silva Souza, um dos objetivos que foram concretizados era comercializar diretamente para a indústria. “O Novo Ciclo foi um divisor de águas. Tanto na questão da organização dos empreendimentos quanto focado na comercialização, porque nosso grande sonho era chegar à indústria recicladora e o programa veio para transformar esse sonho em realidade”, revelou.

Durante a intervenção, as filiadas da rede somaram 77 vendas diretas à indústria, que possibilitou o aumento no preço de alguns materiais. O papelão, por exemplo, era vendido a R$ 0,45 antes do programa e, em julho desse ano, estava sendo comercializado a R$ 0,61. Foi um acréscimo de mais de 35% no valor, em pouco mais de um ano e meio.




Outro ponto de destaque na apresentação foi a aquisição de um caminhão para unificar as cargas das bases. Após a chegada do veículo, as vendas para a indústria subiram 60% na comparação entre o segundo e o terceiro bimestre de 2019.

Ivaneide apresentou outros avanços, como a evolução na gestão administrativa, capacitação dos catadores ao longo da intervenção e aproximação com a gestão pública nos municípios. Resultados de uma rede mais atuante em suas bases, que reflete maior independência.

O Programa Novo Ciclo é uma iniciativa da Danone, que contou com apoio da Fundación Avina, Iniciativa Regional para el Reciclaje Inclusivo (IRR), Insea e Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR).

Com objetivo de promover a logística reversa de embalagens, a intervenção contemplou quatro redes: Redesol, Cataunidos e Rede Sul, ambas de Minas Gerais, e Catavale, de São Paulo. A head de sustentabilidade e comunicação da Danone, Lígia Camargo, explicou como a empresa buscou contemplar sua necessidade aliada ao desenvolvimento das redes.

“Tivemos como missão recuperar parte do volume de material reciclável que a Danone lança no mercado por meio da implementação de sistemas de reciclagem inclusiva, dentro do contexto da Política Nacional de Resíduos Sólidos, utilizando instrumentos e ferramentas inovadoras que contribuem para uma nova economia circular e fortalecimento da indústria com participação dos catadores”, disse.


19 de agosto de 2019

Catadores foram capacitados em oficina de ginástica laboral, pelo Projeto Cuidar

Fotos: Diego Cota/Redesol


Com objetivo de criar uma rotina de exercícios para amenizar as dores sentidas devido ao trabalho de catação, o Projeto Cuidar, desenvolvido pela WIEGO (Mulheres no Emprego Informal: Globalizando e Organizando), capacitou catadoras e catadores da Redesol e de mais duas redes para a prática da ginástica laboral. A oficina foi ministrada na segunda-feira (29/07), no Centro Público de Economia Solidária, em Belo Horizonte.

Com muita informação e descontração, o fisioterapeuta Pedro Fonseca ensinou aos participantes quais os exercícios com maior eficácia para o bem-estar físico, tendo em vista o esforço realizado diariamente. Foram praticadas: extensão da coluna lombar, extensão da coluna torácica, retração cervical, inclinação lateral do pescoço, extensão dos ombros e alongamento da coxa.

Segundo Pedro, a ginástica vem para possibilitar que os catadores possam trabalhar com menos incômodos, pois a maior parte das dores são decorrentes da forma de posicionar o corpo no trabalho. “Geralmente, as dores musculoesqueléticas são mecânicas e estão relacionadas às posturas, posições sustentadas e movimentos repetitivos. Esse tipo, que não é inflamatória ou química, é melhor tratada com estratégias de carga, movimentos e posições sustentadas”, explicou.


Para a elaboração, o fisioterapeuta visitou associações e cooperativas que realizam o trabalho de diferentes formas, seja por esteira, bancada ou triando diretamente do chão. “Os catadores foram muito receptivos, todos pararam pra conversar sempre que eu perguntava uma coisa. Eles se queixaram individualmente de dores nas regiões cervical, lombar e joelho. Eu acredito que essas sejam as três principais”, contou.

Ele ainda explicou que a ginástica pode substituir o uso de medicamento para dores musculares, em alguns casos. “Em grande parte, o uso não tem efeito ou é temporário e parcial. Eu quis passar a ideia de que o movimento é um novo medicamento, que eles podem recorrer ao longo do dia, sem custos, sem efeitos colaterais, sem danos à saúde e de forma simples”, revelou Pedro.

A presidente da Redesol, Ivaneide da Silva Souza, acredita que a atividade deve entrar na rotina das cooperativas pela facilidade de execução. “Ele trouxe os exercícios de forma simples, que não impactam a rotina de trabalho. Eu realmente acho que eles serão utilizados nos empreendimentos. São fáceis e sem custo, que podem ser feitos sozinho ou em grupo. Creio no resultado positivo”, disse.

Uma das propostas foi capacitar dois catadores de cada base para que eles sejam os multiplicadores da prática. De acordo com a coordenadora do Projeto Cuidar, Sônia Dias, a oficina atendeu as expectativas. “Para mim cumpriu plenamente o que propomos. Espero que dentro das cooperativas o pessoal tenha um grupo de trabalho pensando a saúde. É uma forma de institucionalizar o cuidado, para deixar de ser algo que se preocupa num momento e esquece no outro”, apontou.


Na avaliação de Ivaneide, o bem-estar físico reflete diretamente na capacidade produtiva. “Eu acho que quando diminui a dor, aumenta a produtividade, o humor e o ânimo. Quando a gente chama atenção à saúde, a pessoa começa a pensar, a enxergar ela como alguém que tem que se cuidar. Isso faz ela repensar a postura no trabalho. Eu acho que o cooperado passa a evitar posições que causam dor ou que pode fazer um exercício para amenizá-la”, avaliou.

A atividade é um desdobramento da intervenção do Projeto Cuidar, que foi executado em alguns dos empreendimentos filiados à Cooperativa Central Rede Solidária dos Trabalhadores de Materiais Recicláveis de Minas Gerais (Redesol), em 2017. Ele teve como objetivo diagnosticar a saúde ocupacional dos catadores.




26 de junho de 2019

VI Encare: parceiros da Redesol receberam certificado de reconhecimento

Fotos: Diego Cota/Redesol MG

Uma característica dos catadores da Cooperativa Central Rede Solidária dos Trabalhadores de Materiais Recicláveis de Minas Gerais (Redesol) que ficou evidente no VI Encontro de Catadores da Redesol (VI Encare) foi a gratidão aos parceiros que têm contribuído com o desenvolvimento dos empreendimentos solidários. Por isso, foi destinado um momento para homenagear as instituições públicas e privadas que fazem parte dos avanços da rede.

O primeiro a receber o certificado de reconhecimento pela parceria foi o prefeito de Nova União, Ailton Guimarães. Sua gestão implantou a coleta seletiva na cidade, com apoio da Unicicla, e contratou os catadores pelos serviços prestados.


“Nosso trabalho é de reconhecimento à parceria dos catadores junto a nós da administração pública. As lutas diárias constroem a nossa história. O resultado cada um de nós vai conquistar de acordo com aquilo que espalhamos. Temos que valorizar todas as ações e todos os momentos”, disse.

Em seguida, o certificado foi concedido ao prefeito de Baldim, Alex Vander. Em 2019, a parceria com a Comarb se intensificou. “Neste ano as coisas melhoraram e estamos tendo condições de dar um apoio maior à associação. Fico muito lisonjeado com essa homenagem, mas quem deveria ganhar sempre são vocês catadores que fazem um trabalho essencial para nosso meio ambiente”, afirmou.


Outras instituições foram homenageadas. A Redesol concedeu o certificado ao Centro Público de Economia Solidária, Danone, Fundación Avina, LM Consultoria (Lelis Fonseca), Rede de Catadores do Sul e Sudoeste de Minas Gerais (Rede Sul), Bazo Soluções (CataFácil), Instituto Unimed-BH, Ciclus (Fátima Gottschalg), ONG Moradia e Cidadania, ONG Taquaraçu EcoTur, ONG Leão, Rede Comunitária em Ação (Recoa) e Women in Informal Employment: Globalizing and Organizing (WIEGO).

Equipe do Programa Novo Ciclo

25 de junho de 2019

VI Encare: trabalho realizado pela Redesol é exemplo de economia solidária

Fotos: Diego Cota/Redesol MG

O VI Encontro de Catadores da Redesol (VI Encare) também foi momento para os catadores filiados da Cooperativa Central Rede Solidária dos Trabalhadores de Materiais Recicláveis de Minas Gerais (Redesol) reforçarem o aprendizado sobre economia solidária.

Para isso, o economista Gelton Filho e a economista Emmanuele Silveira, ambos do Conselho Regional de Economia de Minas Gerais (Corecon-MG), ministraram uma palestra sobre economia solidária e criativa, que contou com a mediação do cooperado da Cooperativa dos Trabalhadores com Materiais Recicláveis Renova Ambiental MG (Coopera MG) e professor da PUC Minas, Jefferson Pinto Batista.

Emmanuele destacou que a “economia solidária é um modo de produção que se adapta às necessidades das pessoas, ao contrário do capitalismo, apesar de estar inserida nesse modelo econômico”. Ela citou Paul Singer, um dos precursores do pensamento econômico solidário no Brasil, para falar que seu princípio é a igualdade, por isso consegue envolver e empoderar mais as pessoas.


Gelton reforçou o ideal da economia solidária, que, pelo fato de vivermos em sociedade, não prevalece o interesse individual, mas sim o do coletivo. “É nisso que a economia criativa trabalha”, enfatizou. Jefferson exemplificou com a realidade vivida na rede. “Tudo que é feito hoje nas cooperativas é economia solidária. A Redesol é um exemplo disso”, afirmou.

24 de junho de 2019

VI Encare: resultados mostram futuro promissor da comercialização na Redesol

Fotos: Diego Cota/Redesol MG

A Cooperativa Central Rede Solidária dos Trabalhadores de Materiais Recicláveis de Minas Gerais (Redesol) realizou, no sábado (22/06), o VI Encontro de Catadores da Redesol (VI Encare). Com discussões voltadas à economia solidária e à comercialização, o evento reuniu catadores e parceiros públicos e privados, na PUC Minas no Coração Eucarístico.

Com o tema “A comercialização em rede: desafios e evolução da Redesol”, um dos momentos foi reservado para a apresentação dos resultados obtidos durante a intervenção do Programa Novo Ciclo, que iniciou em novembro de 2017 e foi encerrado no dia 30 de junho.

Para a presidente da Redesol, Ivaneide da Silva Souza, o momento foi importante para fazer o balanço das atividades que vão refletir no futuro da rede. “Nós conseguimos abordar temas interessantes, trazer uma avaliação do Programa Novo Ciclo, porque estávamos na etapa final dele. Fizemos o levantamento das ações da Redesol nesse período de um ano e meio e percebemos os muitos avanços que conseguimos com os empreendimentos e também com o ponta pé da comercialização”, revelou.

De acordo com os dados apresentados pela equipe do Programa Novo Ciclo, desde o início da intervenção foram realizadas 32 vendas em rede diretamente para a indústria recicladora. “Os números mostram que a Redesol tem muito potencial. Foram mais de 360 toneladas comercializadas sem intermediário, com valorização do preço, o que favoreceu o aumento de renda para alguns empreendimentos”, apresentou a integrante da equipe de inovação do Novo Ciclo, Maiza Lacerda.

Para chegar ao ponto de comercializar diretamente para a indústria, uma série de ações e capacitações aconteceram em alguns dos empreendimentos filiados. É o caso da Coopersoli-Barreiro e da Associação Mãos Amigas, que tiveram resultados positivos que consolidaram o grupo de catadores, com aumento da renda e da produtividade.

A média de produção diária da Coopersoli subiu de 75kg para 127kg por catador. Já na Associação Mãos Amigas, a média de retirada mensal cresceu. Foi de R$ 295,00 para R$ 1.410,00.

As atividades iniciaram abraçando a religiosidade com a realização de um culto ecumênico

O catador Toninho, da Rede Sul MG, contou a experiência de sua rede na comercialização conjunta

Manuel Alejandro esclareceu sobre lei que visa regulamentar a atividade econômica das cooperativas

O VI Encare contou com o Espaço Kids, onde os filhos dos catadores puderam divertir durante o encontro

Houve a participação do grupo de percussão da Escola de Artes do Instituto Unimed-BH, Batuque Salubre

Abertura do VI Encare teve a apresentação do grupo de dança Efatá, da Igreja Batista Anunciai

10 de junho de 2019

Semana do Meio Ambiente: Redesol conscientizou funcionários da TV Globo Minas

Fotos: Diego Cota/Redesol MG

A Cooperativa Central Rede Solidária dos Trabalhadores de Materiais Recicláveis de Minas Gerais (Redesol) participou da feira de economia solidária realizada na TV Globo Minas, nos dias 6 e 7 de junho. Entre as exposições no local, esteve o Espaço do Catador, onde a rede discute formas de acesso à reciclagem e a importância da conscientização em torno da coleta seletiva.

A catadora Cleide Maria Vieira explica que o debate na sede da TV passou pelo esclarecimento do retorno social que envolve a reciclagem de resíduos. “Muitas pessoas perguntam como elas podem ajudar na coleta, como é possível fazer adequadamente a separação. Aqui nós explicamos todos os passos para que a pessoa possa contribuir com o nosso trabalho”, contou.

A importância, segundo Cleide, envolve também a apresentação dos próprios catadores, como uma divulgação de parte da equipe que contribui para o importante trabalho de triagem e devolução de resíduos na cadeia produtiva da reciclagem.


O alcance das informações sobre reciclagem para a equipe mineira da Rede Globo tem desdobramentos nacionais, segundo a funcionária da área de finanças e infraestrutura, Carol Oliveira. Para a empresa, sustentabilidade e responsabilidade social caminham juntas. Um exemplo iniciado na capital mineira está sendo difundido para outras filiais do Brasil.

“Aqui, as pessoas estão mais engajadas em relação à coleta seletiva. Nossa iniciativa intitulada ‘Plástico zero’ está sendo reproduzida no Rio, em São Paulo, Recife, entre outras capitais. O impacto dessa iniciativa em uma unidade, como no Rio de Janeiro, que conta com dez mil funcionários, é enorme”, disse.

Pensando nessas parcerias, a Redesol se dispõe a conversar com diversos setores da sociedade. O trabalho informativo em torno da reciclagem possibilita a conscientização maior por parte da população e o principal retorno é uma sociedade mais limpa e sustentável.