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    A Redesol MG – Cooperativa Central Rede Solidáia dos Trabalhadores de Materiais Recicláveis de Minas Gerais reúne cooperativas e associações de catadores de materiais recicláveis em uma melhor condição de organização, qualidade no trabalho e justiça social.

Transformando lixo em cidadania.

3 de dezembro de 2021

Redesol passa a utilizar aplicativo CataFácil na comercialização em rede

Informatização reforça autonomia dos catadores no setor da reciclagem (Fotos: Diego Cota/Redesol)

Os catadores dos empreendimentos filiados à Cooperativa Central Rede Solidária dos Trabalhadores de Materiais Recicláveis de Minas Gerais (Redesol) contam agora com o aplicativo CataFácil nas coletas das cargas realizadas pela rede. A utilização da nova ferramenta vai possibilitar agilidade e maior transparência ao processo. A iniciativa é a primeira parte do projeto Redesol 2.0, que visa informatizar a produção das associações e cooperativas para a comercialização conjunta.

As vendas em rede se firmaram como uma ação que proporciona benefícios aos catadores. Por isso, ter a maior transparência possível sempre foi uma preocupação da rede. “A transparência dos dados e a informação em mãos trazem mais tranquilidade para os cooperados”, disse a presidente Ivaneide da Silva Souza.

Nesta primeira etapa de informatização da produção, o CataFácil vai auxiliar no controle da coleta realizada pela rede. O assessor técnico Lelis Fonseca explicou o funcionamento do aplicativo. “Quando o caminhão fizer a coleta nas bases, os catadores receberão o ticket referente ao material coletado, seja em quantidade de bags e fardos ou pelo peso. Então, ele terá um comprovante fiel ao material que sai do seu galpão”, contou.

Uso do aplicativo visa proporcionar mais transparência ao processo

A agilidade no trâmite das vendas é fundamental para o mercado de materiais recicláveis, uma vez que os preços flutuam muito dependendo das condições do momento. O aplicativo chega como dispositivo para organizar as vendas conjuntas para possibilitar melhores ganhos para os catadores filiados.

“O foco da rede sempre foi chegar na indústria recicladora pra ter melhor preço para os empreendimentos. Ela sempre quer fazer o dinheiro chegar na base, porque, aliado com uma boa gestão financeira, proporciona uma melhoria na renda dos associados”, contou Lelis.

Software CataFácil nas filiadas de Belo Horizonte

O uso do aplicativo é algo novo na Redesol, mas a parceria com o CataFácil teve início em 2013, por meio da utilização do software de gestão em computadores. Atualmente, os quatro empreendimentos localizados em Belo Horizonte utilizam a ferramenta diariamente no trabalho administrativo. A Coomarp Pampulha é o empreendimento que há mais tempo utiliza o programa.

Para Ivaneide, ele foi um divisor de águas na cooperativa. “O Catafácil trouxe organização, saindo do manual e entrando num processo mais profissional. Ele possibilita maior transparência e facilidade de chegada nos controles. O que fazíamos manualmente em 10 ou 15 dias, hoje fazemos em tempo real. Cada catador pode acompanhar sua produtividade, dando um panorama sobre os ganhos mensais”, contou.

Aplicativo é a primeira parte do projeto Redesol 2.0

Segundo o diretor de desenvolvimento do CataFácil, Carlos Brighenti, o software surgiu da necessidade de atender as demandas de gestão para empreendimentos de catadores, com objetivo de proporcionar transparência financeiras, centralização e segurança das informações e autonomia para os grupos. Para ele, a informatização é necessária tendo em vista melhores resultados.

“Ela é de estrita importância, tendo um papel fundamental através da busca de soluções, proporcionando informações confiáveis em tempo real para que as decisões operacionais e administrativas possam ser tomadas de maneira segura e ágil, gerando assim, maior competitividade no mercado”, afirmou Carlos.

1 de dezembro de 2021

Catadores da Unicicla retomam Fórum Lixo e Cidadania, em Nova União/MG

Fotos: Diego Cota/Redesol

Os associados da Associação dos Catadores de Materiais Recicláveis de Nova União (Unicicla) e a comunidade local realizaram, na quarta-feira (03/11), a primeira reunião do Fórum Municipal Lixo e Cidadania desde o início da pandemia. O encontro teve como pauta a ampliação do atendimento da coleta seletiva na cidade. Na ocasião, o executivo local informou o reajuste no valor do contrato de prestação de serviço com a associação.

A redução do número de dias da coleta seletiva na cidade foi uma das medidas sanitárias definida pela prefeitura durante a pandemia. Com a situação atual de estabilidade, os catadores e a população anseiam pela retomada do serviço duas vezes por semana, com objetivo de aumentar o volume de materiais recicláveis coletados e disponíveis para o processo de triagem e de reduzir a quantidade enviada para o aterro sanitário.


De acordo com o presidente da Unicicla, Anderson Viana, a população local tem perdido o hábito de separar para a coleta seletiva pela falta de espaço para armazenar durante a semana. “Os moradores e principalmente os comerciantes, que produzem um grande volume de resíduos, ficam sem opção. Com a retomada duas vezes por semana, todos vão ter mais comodidade para fazer a separação e a destinação, a prefeitura vai diminuir o volume de material que está indo para o aterro sanitário e os catadores vão ter mais trabalho e renda”, projetou.


Os resíduos recicláveis são um potencial gerador cidadania. Na cidade, os catadores puderam experimentar, ao longo dos anos, melhoria da qualidade de vida por meio da atividade. A catadora da Redesol, Cleide Maria Vieira, destacou a importância de evitar que o material tenha o destino indevido. “Hoje, o município que aterra resíduos sólidos recicláveis está aterrando dinheiro. Nisso, está deixando de gerar trabalho e renda e falhando em cuidar do meio ambiente”, afirmou.

O prefeito Ailton Guimarães assegurou que a prefeitura estuda a retomada da coleta seletiva duas vezes por semana. Ele falou ainda da importância de promover a mobilização da população, junto com os catadores, para evitar que um grande volume de recicláveis vá para o aterro sanitário. “A minha expectativa é que maiores quantidades de recicláveis vão para a Unicicla e que ela seja maior do que aquilo que vamos levar para o aterro”, disse.

Prefeito anunciou o reajuste do contrato com a associação

A deputada estadual Ana Paula Siqueira (Rede), que acompanhou a reunião do Fórum, parabenizou o trabalho realizado pelos catadores na cidade e disse acreditar na conscientização como fundamental. “A gente não vai evoluir enquanto cidadão e sociedade se não tivermos cuidado com o lixo que a gente produz. Todas as casas produzem muito lixo e a gente pode trabalhar a educação socioambiental a partir daquilo que acontece dentro de casa”, afirmou.


Fórum e Unicicla são destaques

O Fórum Lixo e Cidadania de Nova União teve início há mais de cinco anos, em setembro de 2016. Durante o período, diversos encontros encaminharam benefícios para os catadores e comunidade local. O diálogo estabelecido, sempre aberto e produtivo, serve hoje de exemplo para outras localidades do estado que buscam avançar na temática.

A servidora da Coordenadoria de Inclusão e Mobilização Sociais (Cimos), do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), Marcella Nunes Costa, destacou que Nova União e o protagonismo dos catadores são exemplos para a realização do Programa Lixo e Cidadania, em mais de 60 municípios do estado.

“Aqui em Nova União nós só temos a aprender para levar a experiência para outros locais. O mais interessante é que a organização do Fórum vem das catadoras e catadores. Nosso programa vai ser executado, na primeira rodada, em 64 municípios, de acordo com a adesão dos promotores. Nós só temos a aprender, pois vocês já estão bem a frente se comparado com as realidades que encontramos”, contou.


O Fórum Lixo e Cidadania de Nova União contou com a participação da Redesol, Cimos/MPMG, deputada estadual Ana Paula Siqueira (Rede), executivo, legislativo e atores locais e entidades das cidades vizinhas.

27 de outubro de 2021

Coopersoli-Barreiro: Resultado da Cotação Eletrônica de Preços nº 04/2021

 
A Cooperativa Solidária dos Recicladores e Grupos Produtivos do Barreiro e Região (Coopersoli-Barreiro) torna público o resultado da Cotação Eletrônica de Preços nº 04/2021 que visa a Contratação de empresa especializada para prestação de serviços de Assessoria em Engenharia, no atendimento às atividades decorrentes do “Projeto Cooperativa de Catadores - Rumo à Inovando na Produção - Gerando Trabalho e Renda".

Leia mais no documento abaixo.


13 de outubro de 2021

Coopersoli-Barreiro: Errata do Termo de Cotação de Preços nº 004/2021


A Cooperativa Solidária dos Recicladores e Grupos Produtivos do Barreiro e Região (Coopersoli-Barreiro) torna pública a Errata do Termo de Cotação de Preços nº 004/2021. Confira as correções no documento abaixo.

Mais informações poderão ser obtidas pelo seguinte telefone (31) 3387-3311 e email: coopersoli@yahoo.com.br

6 de outubro de 2021

Coopersoli-Barreiro: publicado aviso de cotação de preços ou pesquisa de mercado nº 004/2021

A Cooperativa Solidária dos Recicladores e Grupos Produtivos do Barreiro e Região (Coopersoli-Barreiro) torna pública a realização da Cotação de Preços para contratação de 200 horas de Assessoria Técnica em ENGENHARIA para execução do Projeto Cooperativa de Catadores - Rumo à Inovando na Produção - Gerando Trabalho e Renda, Termo de Fomento no 902030/2020, celebrado entre a Coopersoli e o Ministério da Cidadania.

Confira mais informações no documento abaixo.


Mais informações poderão ser obtidas pelo seguinte telefone (31) 3387-3311 e email: coopersoli@yahoo.com.br

19 de setembro de 2021

Fórum Lixo e Cidadania tem reunião inaugural em Bom Jesus do Amparo/MG

Ação está inserida no âmbito do Termo de Cooperação Técnica nº 21/2021 (Fotos: Divulgação/Cimos/MPMG)


Os catadores da Unicicla de Bom Jesus do Amparo e a população local agora possuem um espaço para discussão e construção da política pública referente aos resíduos sólidos do município. O Fórum Lixo e Cidadania foi lançado, na sexta-feira (26/08), em evento que contou com a participações dos catadores, Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), Governo de Minas, executivo local e entidades que apoiam a causa dos catadores.

Há alguns meses, a associação reivindicava um espaço adequado para o trabalho. Com isso, a Coordenadoria de Mobilização e Inclusão Sociais (Cimos), do MPMG, foi acionada pela Comarca de Barão de Cocais, a pedido da Unicicla, para acompanhar a situação. Bom Jesus do Amparo foi a primeira cidade a ser contemplada pelo Termo de Cooperação Técnica nº 21/2021, firmado entre o Estado de Minas Gerais e MPMG, em defesa dos direitos dos catadores de materiais recicláveis.

A Prefeitura informou para os presentes que vai incluir os catadores no orçamento de 2022, com a contratação pelos serviços prestados. Anunciaram também, através da Secretaria de Meio Ambiente, que está sendo elaborado o projeto do galpão de triagem para a associação, mas que ainda precisam definir com os catadores as especificidades da estrutura para o melhor desenvolvimento da atividade. Além disso, planejam promover a educação ambiental na cidade.


Tendo em vista a estrutura do futuro galpão, um dos encaminhamentos do primeiro Fórum foi a visita dos catadores em associações e cooperativas de triagem de outras cidades do estado para conhecer de perto as diversas formas de realização do trabalho. Outro encaminhamento foi a capacitação dos associados para participação no Programa Bolsa Reciclagem, do Governo de Minas.

Para o presidente da Unicicla, Anderson Viana, o Fórum possibilitou o estabelecimento de um diálogo saudável entre os participantes. “Eu achei que proporcionou uma discussão positiva. Acredito que todos ficaram satisfeitos com os encaminhamentos dados. Inclusive, a Unicicla se dispôs a buscar recursos para o município através de editais”, disse.

O lançamento contou com a participação da Cimos/MPMG, Sedese, Semad, Defensoria Pública do Estado de Minas Gerais, Gestão Ambiental da 381, Ancat, MNCR, Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Procuradora Geral do município, associados da Unicicla, Sindicato dos Produtores Rurais da cidade e vereadores Yuri Mota e Inez Santos, de Bom Jesus do Amparo.

17 de setembro de 2021

1ª Semana de Resíduos Orgânicos de Belo Horizonte vai discutir alternativas para o enfrentamento ao cenário de Emergência Climática e Insegurança Alimentar

O evento ocorrerá de forma híbrida (presencial e on-line), sendo realizado no Hall da Prefeitura de Belo Horizonte e com diversas atividades externas

A Articulação de Resíduos Orgânicos de Belo Horizonte (ARO-BH), grupo de trabalho do Fórum Municipal Lixo e Cidadania, promove entre os dias 18 e 25 de setembro a 1ª Semana de Resíduos Orgânicos de Belo Horizonte. Com a temática voltada para o uso desses resíduos como ferramenta para enfrentamento ao cenário de Emergência Climática e Insegurança Alimentar, o evento busca ser o marco de uma transformação na gestão de resíduos orgânicos da capital, contribuindo para a construção de uma cidade Lixo Zero.

As apresentações e debates irão ocorrer de forma híbrida, sendo realizados dos dias 20 a 24/09 no Hall da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), localizado na Avenida Afonso Pena, nº 1212, e transmitidos ao vivo pelo YouTube. Além das mesas de debate, serão realizadas visitas técnicas a projetos de referência, uma Audiência Pública na Câmara Municipal de Belo Horizonte, a montagem de uma leira coletiva de compostagem e diversas outras ações de cidadania.

Com uma abordagem transdisciplinar, abordando temas como compostagem, biogás, agroecologia, economia circular, coleta seletiva solidária, reciclagem, política pública, entre outros temas, pretende-se provocar uma busca coletiva, por caminhos que levem a perceber o real valor dos Resíduos Orgânicos. Essa percepção busca reinventar o modo como a cidade lida com esses resíduos, transformando essa importante matéria-prima em ferramenta para o enfrentamento ao cenário de Emergência Climática e Insegurança Alimentar.

O evento conta com o Apoio Institucional da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) e da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes Seccional Minas Gerais (ABRASEL) e contará com a participação de diversos representantes dessas entidades nas mesas.

Além disso, a 1ª Semana de Resíduos Orgânicos de BH acontecerá entre duas datas emblemáticas e a ação se somará aos movimentos que ocorrem nesses dias. Dia 18/09 ocorrerá o Dia Mundial da Limpeza, quando em parceria com o Movimento Beagá Limpa e outros diversos coletivos da cidade, será promovida uma ação para a coleta de resíduos no entorno da Estação Vilarinho. Já no dia 24/09, data em que acontece a Greve Geral pelo Clima (Fridays For Future), com a participação de diversas iniciativas de compostagem que atuam em BH, será montada na Cooperativa de Reciclagem Coopersol Leste uma leira comunitária de compostagem, a qual constituirá o Manifesto dos Composteiros de BH, pela mudança do atual cenário com o qual lidamos com os resíduos orgânicos. Após essa atividade, juntos com o Movimento Minas Pelo Futuro, estaremos na Praça da Estação participando da Greve Global Pelo Clima com diversas intervenções para chamar a atenção da população em geral para a situação da Emergência Climática.

Todas as atividades da 1ª Semana de Resíduos Orgânicos de BH são 100% gratuitas. Para realizar a pré-inscrição e conferir a programação completa, clique aqui.

Para mais informações, entre em contato pelo e-mail residuosorganicosbh@gmail.com ou pelo telefone 31-98898-9708.



13 de setembro de 2021

Coopersoli-Barreiro: Resultado da Cotação Eletrônica de Preços nº 003/2021


A Cooperativa Solidária dos Recicladores e Grupos Produtivos do Barreiro e Região (Coopersoli-Barreiro) tornou pública a realização de Cotação de Preços nº 003/2021 para contratação de empresa especializada para prestação de serviços de Planejamento, Elaboração e Consultoria Especializada em Educação Social, para atendimento às atividades decorrentes do projeto “Projeto Cooperativa de Catadores - Rumo à Inovando na Produção - Gerando Trabalho e Renda”.

Veja mais informações no documento a seguir.

22 de julho de 2021

Catadores mineiros vão às ruas contra incineração de resíduos sólidos

Manifestações foram registradas em várias regiões do estado (Fotos: Diego Cota/Redesol)

Lutar contra a incineração de resíduos sólidos urbanos não é uma tarefa nova para os catadores de materiais recicláveis. De tempo em tempo, propostas que estão na contramão do desenvolvimento sustentável ameaçam os avanços de décadas dos programas de coleta seletiva e reciclagem nas cidades brasileiras. Na última quarta-feira (21/07), integrantes do Movimento Minas Gerais Contra a Incineração, composto por catadoras e catadores, ambientalistas e sociedade civil, foram às ruas em dezenas de cidades mineiras para pedir a revisão imediata do Edital de Chamada Pública nº 1/2021, do Programa Lixão Zero, do Ministério do Meio Ambiente (MMA).

Os catadores da Redesol estiveram mobilizados em Baldim, Belo Horizonte, Nova União e Pedro Leopoldo, com intuito de chamar a atenção da população local para a pauta. O edital do MMA, que conta com apoio do Governo de Minas Gerais, prevê a implantação de usinas de triagem mecanizadas, por consórcios públicos, para produção de Combustível Derivado de Resíduo Urbano (CDRU), através da incineração de recicláveis, orgânicos e rejeitos. A proposta não leva em consideração a legislação prevista na Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), que garante a inclusão dos catadores na responsabilidade compartilhada e estabelece uma ordem para gerenciamento dos resíduos.

Para a presidente da Redesol, Ivaneide da Silva Souza, a proposta do governo é um descaso à população e aos trabalhadores da cadeia produtiva da reciclagem. “Quando se fala em CDRU se trata da queima dos resíduos para geração de energia, inclusive os recicláveis. Não estão preocupados com a qualidade do ar que respiramos e muito menos com o sustento de milhares de famílias que garantem seu trabalho e renda com esses resíduos. Não é possível conceber tamanho descaso com o meio ambiente e principalmente com os catadores, que com muita luta vem garantindo seu sustento e sua sobrevivência”, apontou.


Manifestantes de pelo menos 30 cidades ocuparam praças e principais vias de circulação da população local, em várias regiões do estado de Minas Gerais, com faixas em defesa da coleta seletiva e da reciclagem, alertando para os riscos da incineração, cobrando a revisão do edital e solicitando a ação de vereadores, por meio de moções, nos municípios.

A cooperada da Coomarp Pampulha, filiada da Redesol, Cleide Maria Vieira, avaliou o momento como demonstrativo de empoderamento dos catadores. “Nós mostramos a importância de irmos para as ruas reivindicar algo que é direito nosso, de poder exercer nosso trabalho, que gera renda e dignidade para muitas famílias e também gera retorno ambiental. Sabemos que por meio dele, nós temos preservado o meio ambiente. Quando nós catadores reunimos, nós mostramos nossa força, mesmo sendo cooperados de cooperativas ou catadores de rua autônomos. Nós estamos unidos em um só propósito”, afirmou.

É uma luta antiga: catadora Cleide exibiu camiseta do ato de 2013

Na Praça Sete, em Belo Horizonte, além das faixas, uma camiseta verde com a expressão “Incineração Não!” esteve estendida durante toda a manifestação. Segundo Cleide, ela foi produzida para um ato que ocorreu em 2013, há oito anos, mostrando que essa é uma luta antiga das catadoras e catadores. Para a presidente da Redesol, Ivaneide, ainda ter que lutar contra a incineração e propostas que não incluem os catadores é algo triste e inaceitável. “Às vezes achamos que estamos avançando com os municípios e nos deparamos com retrocessos como este desconsiderando a política nacional de resíduos sólidos”, disse.


Em Baldim, catadoras e catadores da Associação dos Trabalhadores com Materiais Recicláveis de Baldim (Comarb) iniciaram a manifestação no galpão de triagem, em seguida realizaram uma carreata pelas ruas do distrito de São Vicente e finalizaram com um ato na Praça Emílio Vasconcelos, no Centro de Baldim. Na ocasião, contaram com o apoio dos vereadores Remi Rodrigues e Márcio Soldado.

Catadores da Comarb na sede da Associação (Foto: Samira Senna Fotos e Vídeos)

Ato seguiu até o Centro de Baldim (Foto: Samira Senna Fotos e Vídeos)

Em Pedro Leopoldo, associados da Associação de Catadores de Pedro Leopoldo (Ascapel) promoveram um ato, no fim da tarde, na Praça da Prefeitura, no Centro da cidade.

Catadores da Ascapel, de Pedro Leopoldo (Foto: Aline Dias)

Em Nova União, por meio das redes sociais, os catadores da Unicicla divulgaram o ato realizado na Usina de Triagem do município e informou sobre a articulação com os vereadores da cidade, representados pelo vereador Thales Melo, para apresentação de uma moção contra o edital. “O apelo é para que as prefeituras priorizem a coleta seletiva e que mandem menos materiais recicláveis para os aterros sanitários”, disse o presidente da associação, Anderson Viana.

Acompanhe o Movimento Minas Gerais Contra a Incineração, no Instagram, e fique por dentro de mais informações sobre as manifestações no estado.

Veja mais fotos do ato em Belo Horizonte:







13 de julho de 2021

Comercialização conjunta traz benefícios para os catadores da Redesol

Cargas conjuntas são destinadas para indústrias de Minas Gerais e de outros estados (Fotos: Divulgação/Redesol)

A Cooperativa Central Rede Solidária dos Trabalhadores de Materiais Recicláveis de Minas Gerais (Redesol) consolidou, no primeiro semestre de 2021, um dos objetivos traçados e desenvolvidos nos últimos anos: a comercialização em rede de forma frequente para a indústria recicladora. Os resultados alcançados têm proporcionado benefícios aos catadores, mesmo em tempo de pandemia. A conquista é fruto de uma série de ações que tiveram início desde a formação da rede e só foram possíveis graças ao trabalho articulado entre os catadores.

Essas ações tiveram como foco no primeiro momento o fortalecimento das filiadas, como contou a presidente da Redesol, Ivaneide da Silva Souza. “Vencemos muitos desafios para chegar aqui. O primeiro foi estruturar os empreendimentos com equipamentos essenciais, tais como prensas. Conseguimos com projetos e liberamos todos para essa comercialização. Depois, adquirimos um caminhão, alugamos um espaço para unificação das cargas e o último desafio foi o capital de giro”, disse.

Ao longo desse período, os projetos executados foram fundamentais para ampliar a visão de negócio dos catadores dentro da cadeia produtiva da reciclagem. A presidente da Coopersoli-Barreiro, Silvana Assis Leal, relembrou as intervenções e destacou a complexidade que é a atuação conjunta. “A comercialização em rede teve um efeito maior durante o Cataforte III, no nosso plano para o vidro, e no Programa Novo Ciclo com as visitas nas indústrias. Nós vimos que era possível comercializar outros tipos de resíduos. Estamos no caminho certo, é uma construção de longo prazo, porque é um relacionamento amplo com bases e gestões com pensamentos independentes”, afirmou.


Com a conquista do galpão pra funcionar como uma central, tanto para o recebimento de vidro quanto para concentrar o volume produzido nas bases, aliado com a negociação frequente com a indústria, foi possível comercializar materiais que antes eram descartados pela falta de valor de mercado. Isopor, pente de ovos e plásticos ABS e PVC foram alguns deles. Outros, como embalagens longa-vida (TetraPak) e variedades de plásticos, foram valorizados e hoje agregam na renda.

Com o protagonismo dos catadores nas negociações, a média de ganhos é maior se comparado com a comercialização para os atravessadores, como era feito antes. Silvana apontou também que atuar de forma conjunta é gratificante. “A comercialização em rede ajuda muito os empreendimentos no sentido de valor, de preço dos materiais, e quando fazemos de forma conjunta, o resultado é bem mais satisfatório para todos”, disse.

A vice-presidente da Redesol e catadora da Associrecicle-BH, Fabiana da Cruz Ovídio, assegura que esse é o melhor cenário para os catadores. “A comercialização em rede foi a melhor coisa que podia acontecer com as cooperativas e associações e está trazendo muitos benefícios para a associação. Essa é a melhor forma de comercialização para os catadores”, afirmou.

O trabalho em rede, além de ser positivo para os catadores, de empreendimentos de grande ou pequeno porte, possibilita maior união das filiadas. “Hoje percebemos uma maior maturidade, compromisso e credibilidade nas ações. Isso possibilita a proximidade da rede, pois um dos nossos objetivos centrais é o fortalecimento de todas as bases”, destacou Ivaneide.