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Transformando lixo em cidadania.

16 de setembro de 2019

Catadores são contratados para execução da coleta seletiva, em Belo Horizonte

Contratação dos catadores é um marco para a gestão de resíduos em Belo Horizonte (Fotos: Diego Cota/Redesol)
Agora a coleta seletiva da capital mineira é com os catadores. A Prefeitura de Belo Horizonte, em parceria com as seis cooperativas e associações da cidade, lançou o novo formato da coleta, que contará com a inclusão dos catadores na prestação do serviço de coleta porta a porta, a partir desta terça-feira (17/09).

A entrega das chaves dos caminhões aconteceu nesta segunda-feira (16/08), no Parque Municipal Américo Renné Giannetti, no Centro. A solenidade contou com a presença do prefeito Alexandre Kalil, das lideranças e catadores dos empreendimentos solidários, da Superintendência de Limpeza Urbana (SLU) e apoiadores da causa.

A contratação é resultado de uma articulação de vários anos entre os catadores e o executivo municipal, que vem desde a constituição das associações e cooperativas, passa pela formação das redes, entre elas a Cooperativa Central Rede Solidária dos Trabalhadores de Materiais Recicláveis de Minas Gerais (Redesol), e a criação e fortalecimento do Fórum Municipal Lixo e Cidadania, importante espaço para a política pública da gestão dos resíduos sólidos.


Para a presidente da Redesol, Ivaneide da Silva Souza, o contrato vem para coroar o trabalho de mais de uma década e que agora inicia uma nova etapa. “Há muitos anos a gente vem lutando por isso e chegou o momento. Esse é o primeiro passo de uma caminhada pelo reconhecimento do trabalho que as cooperativas e associações prestam à cidade. Nós estamos felizes com essa conquista. O município passa os caminhões como um voto de confiança em nós”, disse.


Além da contratação para execução do serviço, a SLU cedeu seis caminhões compactadores para a atividade e ficará responsável pelo planejamento e fiscalização. O superintendente de limpeza urbana, Genedempsey Bicalho Cruz, lembrou que o momento faz parte de um processo sólido de construção coletiva.

“A cerimônia de hoje é singular, porque uma prática com essa modelagem não se encontra em outro lugar. Estamos aqui porque existe uma condução anterior que de três anos pra cá ganhou sustentação e celeridade. Gostaríamos de externar nossa confiança na prestação de serviço com a qualidade que a cidade merece”, enfatizou.

Quatro dos seis empreendimentos contratados são filiados à Redesol. São eles: Associação dos Recicladores de Belo Horizonte (Associrecicle-BH), Cooperativa dos Trabalhadores com Materiais Recicláveis da Pampulha Ltda (Coomarp Pampulha), Cooperativa de Catadores de Materiais Recicláveis da Região Oeste de Belo Horizonte (Coopemar Oeste) e a Cooperativa Solidária dos Recicladores e Grupos Produtivos do Barreiro e Região (Coopersoli-Barreiro).


Ivaneide acredita que a execução da coleta pelos catadores vai transformar positivamente o trabalho nas cooperativas. “Com nossa expertise com a coleta seletiva, com o conhecimento dos materiais recicláveis e também do corpo a corpo com a população, a gente acredita que esse material vai chegar com maior qualidade e vai ter mais volume no galpão, que vai agregar valor e também aumentar o número de postos de trabalho”, revelou.

Nesta terça-feira (17/09), os 36 bairros que são atendidos pelo serviço na capital passam a ser percorridas pelos catadores. Para mais informações sobre quais localidades atendidas e os dias de coleta, clique no link.

Confira mais fotos em nossa página no Facebook.



Ivaneide Souza, Alexandre Kalil, Genedempsey Bicalho e Maria Madalena Rodrigues

Ivaneide agradeceu o empenho da equipe da SLU no processo de contratação

Entrega das chaves para a Associrecicle-BH

Entrega das chaves para a Coopersoli-Barreiro

Entrega das chaves para a Coopemar Oeste

Entrega das chaves para a Coomarp Pampulha

3 de setembro de 2019

Redesol encerrou participação no Programa Novo Ciclo com todas as metas alcanças

Equipe da Redesol recebeu certificado de participação no programa (Fotos: Diego Cota/Redesol)

A intervenção do Programa Novo Ciclo na Cooperativa Central Rede Solidária dos Trabalhadores de Materiais Recicláveis de Minas Gerais (Redesol) chegou ao fim e deixou um legado de organização e evolução para os empreendimentos filiados. Com saldo positivo de ações, catadoras e catadores da rede participaram do encerramento da terceira fase da iniciativa, na quinta-feira (15/08), no Espaço Cultural da Urca, em Poços de Caldas, no Sul de Minas Gerais.

Na ocasião, a Redesol apresentou os resultados alcançados um ano e meio de atividades nas cooperativas e associações que integram a rede. O interesse dos catadores em evoluir em temas importantes para melhor desempenho da atividade, juntamente com o acompanhamento técnico, fez com que a rede superasse todas as metas estipuladas pela equipe do programa.


De acordo com a presidente da Redesol, Ivaneide da Silva Souza, um dos objetivos que foram concretizados era comercializar diretamente para a indústria. “O Novo Ciclo foi um divisor de águas. Tanto na questão da organização dos empreendimentos quanto focado na comercialização, porque nosso grande sonho era chegar à indústria recicladora e o programa veio para transformar esse sonho em realidade”, revelou.

Durante a intervenção, as filiadas da rede somaram 77 vendas diretas à indústria, que possibilitou o aumento no preço de alguns materiais. O papelão, por exemplo, era vendido a R$ 0,45 antes do programa e, em julho desse ano, estava sendo comercializado a R$ 0,61. Foi um acréscimo de mais de 35% no valor, em pouco mais de um ano e meio.




Outro ponto de destaque na apresentação foi a aquisição de um caminhão para unificar as cargas das bases. Após a chegada do veículo, as vendas para a indústria subiram 60% na comparação entre o segundo e o terceiro bimestre de 2019.

Ivaneide apresentou outros avanços, como a evolução na gestão administrativa, capacitação dos catadores ao longo da intervenção e aproximação com a gestão pública nos municípios. Resultados de uma rede mais atuante em suas bases, que reflete maior independência.

O Programa Novo Ciclo é uma iniciativa da Danone, que contou com apoio da Fundación Avina, Iniciativa Regional para el Reciclaje Inclusivo (IRR), Insea e Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR).

Com objetivo de promover a logística reversa de embalagens, a intervenção contemplou quatro redes: Redesol, Cataunidos e Rede Sul, ambas de Minas Gerais, e Catavale, de São Paulo. A head de sustentabilidade e comunicação da Danone, Lígia Camargo, explicou como a empresa buscou contemplar sua necessidade aliada ao desenvolvimento das redes.

“Tivemos como missão recuperar parte do volume de material reciclável que a Danone lança no mercado por meio da implementação de sistemas de reciclagem inclusiva, dentro do contexto da Política Nacional de Resíduos Sólidos, utilizando instrumentos e ferramentas inovadoras que contribuem para uma nova economia circular e fortalecimento da indústria com participação dos catadores”, disse.


19 de agosto de 2019

Catadores foram capacitados em oficina de ginástica laboral, pelo Projeto Cuidar

Fotos: Diego Cota/Redesol


Com objetivo de criar uma rotina de exercícios para amenizar as dores sentidas devido ao trabalho de catação, o Projeto Cuidar, desenvolvido pela WIEGO (Mulheres no Emprego Informal: Globalizando e Organizando), capacitou catadoras e catadores da Redesol e de mais duas redes para a prática da ginástica laboral. A oficina foi ministrada na segunda-feira (29/07), no Centro Público de Economia Solidária, em Belo Horizonte.

Com muita informação e descontração, o fisioterapeuta Pedro Fonseca ensinou aos participantes quais os exercícios com maior eficácia para o bem-estar físico, tendo em vista o esforço realizado diariamente. Foram praticadas: extensão da coluna lombar, extensão da coluna torácica, retração cervical, inclinação lateral do pescoço, extensão dos ombros e alongamento da coxa.

Segundo Pedro, a ginástica vem para possibilitar que os catadores possam trabalhar com menos incômodos, pois a maior parte das dores são decorrentes da forma de posicionar o corpo no trabalho. “Geralmente, as dores musculoesqueléticas são mecânicas e estão relacionadas às posturas, posições sustentadas e movimentos repetitivos. Esse tipo, que não é inflamatória ou química, é melhor tratada com estratégias de carga, movimentos e posições sustentadas”, explicou.


Para a elaboração, o fisioterapeuta visitou associações e cooperativas que realizam o trabalho de diferentes formas, seja por esteira, bancada ou triando diretamente do chão. “Os catadores foram muito receptivos, todos pararam pra conversar sempre que eu perguntava uma coisa. Eles se queixaram individualmente de dores nas regiões cervical, lombar e joelho. Eu acredito que essas sejam as três principais”, contou.

Ele ainda explicou que a ginástica pode substituir o uso de medicamento para dores musculares, em alguns casos. “Em grande parte, o uso não tem efeito ou é temporário e parcial. Eu quis passar a ideia de que o movimento é um novo medicamento, que eles podem recorrer ao longo do dia, sem custos, sem efeitos colaterais, sem danos à saúde e de forma simples”, revelou Pedro.

A presidente da Redesol, Ivaneide da Silva Souza, acredita que a atividade deve entrar na rotina das cooperativas pela facilidade de execução. “Ele trouxe os exercícios de forma simples, que não impactam a rotina de trabalho. Eu realmente acho que eles serão utilizados nos empreendimentos. São fáceis e sem custo, que podem ser feitos sozinho ou em grupo. Creio no resultado positivo”, disse.

Uma das propostas foi capacitar dois catadores de cada base para que eles sejam os multiplicadores da prática. De acordo com a coordenadora do Projeto Cuidar, Sônia Dias, a oficina atendeu as expectativas. “Para mim cumpriu plenamente o que propomos. Espero que dentro das cooperativas o pessoal tenha um grupo de trabalho pensando a saúde. É uma forma de institucionalizar o cuidado, para deixar de ser algo que se preocupa num momento e esquece no outro”, apontou.


Na avaliação de Ivaneide, o bem-estar físico reflete diretamente na capacidade produtiva. “Eu acho que quando diminui a dor, aumenta a produtividade, o humor e o ânimo. Quando a gente chama atenção à saúde, a pessoa começa a pensar, a enxergar ela como alguém que tem que se cuidar. Isso faz ela repensar a postura no trabalho. Eu acho que o cooperado passa a evitar posições que causam dor ou que pode fazer um exercício para amenizá-la”, avaliou.

A atividade é um desdobramento da intervenção do Projeto Cuidar, que foi executado em alguns dos empreendimentos filiados à Cooperativa Central Rede Solidária dos Trabalhadores de Materiais Recicláveis de Minas Gerais (Redesol), em 2017. Ele teve como objetivo diagnosticar a saúde ocupacional dos catadores.




26 de junho de 2019

VI Encare: parceiros da Redesol receberam certificado de reconhecimento

Fotos: Diego Cota/Redesol MG

Uma característica dos catadores da Cooperativa Central Rede Solidária dos Trabalhadores de Materiais Recicláveis de Minas Gerais (Redesol) que ficou evidente no VI Encontro de Catadores da Redesol (VI Encare) foi a gratidão aos parceiros que têm contribuído com o desenvolvimento dos empreendimentos solidários. Por isso, foi destinado um momento para homenagear as instituições públicas e privadas que fazem parte dos avanços da rede.

O primeiro a receber o certificado de reconhecimento pela parceria foi o prefeito de Nova União, Ailton Guimarães. Sua gestão implantou a coleta seletiva na cidade, com apoio da Unicicla, e contratou os catadores pelos serviços prestados.


“Nosso trabalho é de reconhecimento à parceria dos catadores junto a nós da administração pública. As lutas diárias constroem a nossa história. O resultado cada um de nós vai conquistar de acordo com aquilo que espalhamos. Temos que valorizar todas as ações e todos os momentos”, disse.

Em seguida, o certificado foi concedido ao prefeito de Baldim, Alex Vander. Em 2019, a parceria com a Comarb se intensificou. “Neste ano as coisas melhoraram e estamos tendo condições de dar um apoio maior à associação. Fico muito lisonjeado com essa homenagem, mas quem deveria ganhar sempre são vocês catadores que fazem um trabalho essencial para nosso meio ambiente”, afirmou.


Outras instituições foram homenageadas. A Redesol concedeu o certificado ao Centro Público de Economia Solidária, Danone, Fundación Avina, LM Consultoria (Lelis Fonseca), Rede de Catadores do Sul e Sudoeste de Minas Gerais (Rede Sul), Bazo Soluções (CataFácil), Instituto Unimed-BH, Ciclus (Fátima Gottschalg), ONG Moradia e Cidadania, ONG Taquaraçu EcoTur, ONG Leão, Rede Comunitária em Ação (Recoa) e Women in Informal Employment: Globalizing and Organizing (WIEGO).

Equipe do Programa Novo Ciclo

25 de junho de 2019

VI Encare: trabalho realizado pela Redesol é exemplo de economia solidária

Fotos: Diego Cota/Redesol MG

O VI Encontro de Catadores da Redesol (VI Encare) também foi momento para os catadores filiados da Cooperativa Central Rede Solidária dos Trabalhadores de Materiais Recicláveis de Minas Gerais (Redesol) reforçarem o aprendizado sobre economia solidária.

Para isso, o economista Gelton Filho e a economista Emmanuele Silveira, ambos do Conselho Regional de Economia de Minas Gerais (Corecon-MG), ministraram uma palestra sobre economia solidária e criativa, que contou com a mediação do cooperado da Cooperativa dos Trabalhadores com Materiais Recicláveis Renova Ambiental MG (Coopera MG) e professor da PUC Minas, Jefferson Pinto Batista.

Emmanuele destacou que a “economia solidária é um modo de produção que se adapta às necessidades das pessoas, ao contrário do capitalismo, apesar de estar inserida nesse modelo econômico”. Ela citou Paul Singer, um dos precursores do pensamento econômico solidário no Brasil, para falar que seu princípio é a igualdade, por isso consegue envolver e empoderar mais as pessoas.


Gelton reforçou o ideal da economia solidária, que, pelo fato de vivermos em sociedade, não prevalece o interesse individual, mas sim o do coletivo. “É nisso que a economia criativa trabalha”, enfatizou. Jefferson exemplificou com a realidade vivida na rede. “Tudo que é feito hoje nas cooperativas é economia solidária. A Redesol é um exemplo disso”, afirmou.

24 de junho de 2019

VI Encare: resultados mostram futuro promissor da comercialização na Redesol

Fotos: Diego Cota/Redesol MG

A Cooperativa Central Rede Solidária dos Trabalhadores de Materiais Recicláveis de Minas Gerais (Redesol) realizou, no sábado (22/06), o VI Encontro de Catadores da Redesol (VI Encare). Com discussões voltadas à economia solidária e à comercialização, o evento reuniu catadores e parceiros públicos e privados, na PUC Minas no Coração Eucarístico.

Com o tema “A comercialização em rede: desafios e evolução da Redesol”, um dos momentos foi reservado para a apresentação dos resultados obtidos durante a intervenção do Programa Novo Ciclo, que iniciou em novembro de 2017 e foi encerrado no dia 30 de junho.

Para a presidente da Redesol, Ivaneide da Silva Souza, o momento foi importante para fazer o balanço das atividades que vão refletir no futuro da rede. “Nós conseguimos abordar temas interessantes, trazer uma avaliação do Programa Novo Ciclo, porque estávamos na etapa final dele. Fizemos o levantamento das ações da Redesol nesse período de um ano e meio e percebemos os muitos avanços que conseguimos com os empreendimentos e também com o ponta pé da comercialização”, revelou.

De acordo com os dados apresentados pela equipe do Programa Novo Ciclo, desde o início da intervenção foram realizadas 32 vendas em rede diretamente para a indústria recicladora. “Os números mostram que a Redesol tem muito potencial. Foram mais de 360 toneladas comercializadas sem intermediário, com valorização do preço, o que favoreceu o aumento de renda para alguns empreendimentos”, apresentou a integrante da equipe de inovação do Novo Ciclo, Maiza Lacerda.

Para chegar ao ponto de comercializar diretamente para a indústria, uma série de ações e capacitações aconteceram em alguns dos empreendimentos filiados. É o caso da Coopersoli-Barreiro e da Associação Mãos Amigas, que tiveram resultados positivos que consolidaram o grupo de catadores, com aumento da renda e da produtividade.

A média de produção diária da Coopersoli subiu de 75kg para 127kg por catador. Já na Associação Mãos Amigas, a média de retirada mensal cresceu. Foi de R$ 295,00 para R$ 1.410,00.

As atividades iniciaram abraçando a religiosidade com a realização de um culto ecumênico

O catador Toninho, da Rede Sul MG, contou a experiência de sua rede na comercialização conjunta

Manuel Alejandro esclareceu sobre lei que visa regulamentar a atividade econômica das cooperativas

O VI Encare contou com o Espaço Kids, onde os filhos dos catadores puderam divertir durante o encontro

Houve a participação do grupo de percussão da Escola de Artes do Instituto Unimed-BH, Batuque Salubre

Abertura do VI Encare teve a apresentação do grupo de dança Efatá, da Igreja Batista Anunciai

10 de junho de 2019

Semana do Meio Ambiente: Redesol conscientizou funcionários da TV Globo Minas

Fotos: Diego Cota/Redesol MG

A Cooperativa Central Rede Solidária dos Trabalhadores de Materiais Recicláveis de Minas Gerais (Redesol) participou da feira de economia solidária realizada na TV Globo Minas, nos dias 6 e 7 de junho. Entre as exposições no local, esteve o Espaço do Catador, onde a rede discute formas de acesso à reciclagem e a importância da conscientização em torno da coleta seletiva.

A catadora Cleide Maria Vieira explica que o debate na sede da TV passou pelo esclarecimento do retorno social que envolve a reciclagem de resíduos. “Muitas pessoas perguntam como elas podem ajudar na coleta, como é possível fazer adequadamente a separação. Aqui nós explicamos todos os passos para que a pessoa possa contribuir com o nosso trabalho”, contou.

A importância, segundo Cleide, envolve também a apresentação dos próprios catadores, como uma divulgação de parte da equipe que contribui para o importante trabalho de triagem e devolução de resíduos na cadeia produtiva da reciclagem.


O alcance das informações sobre reciclagem para a equipe mineira da Rede Globo tem desdobramentos nacionais, segundo a funcionária da área de finanças e infraestrutura, Carol Oliveira. Para a empresa, sustentabilidade e responsabilidade social caminham juntas. Um exemplo iniciado na capital mineira está sendo difundido para outras filiais do Brasil.

“Aqui, as pessoas estão mais engajadas em relação à coleta seletiva. Nossa iniciativa intitulada ‘Plástico zero’ está sendo reproduzida no Rio, em São Paulo, Recife, entre outras capitais. O impacto dessa iniciativa em uma unidade, como no Rio de Janeiro, que conta com dez mil funcionários, é enorme”, disse.

Pensando nessas parcerias, a Redesol se dispõe a conversar com diversos setores da sociedade. O trabalho informativo em torno da reciclagem possibilita a conscientização maior por parte da população e o principal retorno é uma sociedade mais limpa e sustentável.


4 de maio de 2019

Programa Novo Ciclo realiza reunião de avaliação na Redesol

Reunião contou com presença de redes da Região Metropolitana de Belo Horizonte (Fotos: Diego Cota/Redesol)

A Cooperativa Central Rede Solidária dos Trabalhadores de Materiais Recicláveis de Minas Gerais (Redesol) recebeu, na quarta-feira (24/04), gestores e técnicos do Programa Novo Ciclo para uma avaliação das atividades realizadas na terceira fase da iniciativa. A reunião aconteceu na Cooperativa dos Trabalhadores com Materiais Recicláveis da Pampulha Ltda (Coomarp), filiada da rede.

Na ocasião, os catadores da Redesol destacaram os avanços alcançados ao longo da execução do programa, com a comercialização em conjunto, diretamente para a indústria recicladora, e também o aumento da renda em alguns grupos, como é o caso da Coopersoli-Barreiro e da Associação Mãos Amigas, de Sabará.

De acordo com a presidente da Redesol, Ivaneide da Silva Souza, o programa se tornou fundamental para o desenvolvimento da rede. “O objetivo da Redesol era conseguir entrar na indústria. Em um ano e cinco meses de intervenção, o Novo Ciclo já se tornou um marco, tanto para a organização, quanto em fazer a gente acreditar no nosso potencial. Pra gente o programa foi grande”, disse.

Segundo o gerente do Fundo Danone Ecosystem para as Américas, Timothée Murillo, esse é um momento de avaliação do projeto, que é uma das principais iniciativas apoiadas pela instituição. “Considerando a importância do Novo Ciclo, a gente queria fazer uma avaliação de campo para entender bem a dinâmica, o que consegue ser feito, quais lições que podemos tirar e levar para outras regiões e entender qual o nível de fortalecimento que nós conseguimos em sete anos”, contou.

Gestores e técnicos da Danone e Fundação Avina estiveram presentes

A gerente de sustentabilidade da Danone Brasil, Luiza Yang, destacou o legado que o programa proporcionou aos catadores. “Ele criou as bases para as pessoas aprenderem e experimentarem, principalmente em relação à comercialização e fortalecimento das redes. Eu acho que isso é um legado, que independentemente da existência do Novo Ciclo ou outro programa, empodera os catadores para entendimento da importância da atividade de catação e da formalização”, afirmou.

O empoderamento dos catadores da Redesol é de longa data e foi fortalecido com o Novo Ciclo, como contou Ivaneide. “O entendimento de conseguir fazer a gestão começou com o projeto do Cataforte III, e teve grandes avanços no Novo Ciclo. Hoje vemos o quanto estamos preparados para gerir projetos a partir da rede”, revelou.


A iniciativa dos catadores é algo observado por Timothée ao longo dos anos. “Estou vendo, ano após ano, que o projeto vai além do que tinha desenhado inicialmente. O nível de empreendedorismo, de iniciativa e liderança, que vem das cooperativas, faz com que o projeto esteja se adaptando. Mesmo quando a situação econômica fica difícil, os catadores sempre acham novas respostas e soluções para seguir resistindo, com oportunidades dignas para as pessoas que trabalham nas cooperativas e associações”, disse.

Timothée elogiou estrutura da Coomarp, filiada da Redesol

Programa CataFácil, que auxilia na gestão dos empreendimentos, foi apresentado aos participantes

“Enquanto o que eu vi, é a cooperativa mais avançada globalmente. Tive a oportunidade de visitar várias, mas em nível de equipamento, infraestrutura e ordenamento da cooperativa, dá pra ver que estão em um nível muito avançado. O pessoal parece contente por trabalhar aqui, tem sentimento de orgulho, de dignidade. Eles compartilham da pausa de café, dá pra ver que é um ambiente produtivo de trabalho, de solidariedade. Fiquei também muito surpreso pelas ferramentas, como o CataFácil, o monitoramento do volume e a separação por casa tipo de material. Acho isso muito positivo, gostaria que essa cooperativa fosse um exemplo para outras.”

3 de abril de 2019

Catadores exigem retomada do pagamento do Programa Bolsa Reciclagem

Faixa exigindo o cumprimento da lei foi colocada no auditório José Alencar, na ALMG (Fotos: Diego Cota/Redesol MG)

O ato em defesa do Centro Mineiro de Referência em Resíduos (CMRR), que iniciou com uma audiência pública na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), também foi espaço para os catadores reivindicarem o pagamento pelos serviços ambientais prestados ao estado de Minas Gerais, denominado de Bolsa Reciclagem, instituído pela Lei Estadual nº 19.823/11.

A sexta-feira (29/03) foi um dia de muita luta para os catadores mineiros e contou com a presença, em grande número, dos filiados à Cooperativa Central Rede Solidária dos Trabalhadores de Materiais Recicláveis de Minas Gerais (Redesol).

A Bolsa Reciclagem tem como objetivo incentivar o trabalho com materiais recicláveis em cooperativas e associações de catadores, por meio do pagamento trimestral referente ao material comercializado. Entretanto, já são cinco parcelas em atraso e ainda não houve sinalização do Governo de Minas para regularizar a situação.

Mobilização em defesa do CMRR também reivindicou o pagamento do Programa Bolsa Reciclagem

Nos galpões de triagem, os catadores esperam apreensivos pelo cumprimento da lei, como contou a presidente da Redesol, Ivaneide da Silva Souza. “Existe um grande anseio dos catadores pela retomada do pagamento do Bolsa Reciclagem. Há dois anos não é pago, não é colocado e não é falado. Todos nós, companheiros que estamos aqui representando os catadores de Minas Gerais, sabemos da nossa responsabilidade de cobrar por nossos direitos que são reconhecidos devido ao trabalho que nós prestamos”, disse.

A pauta foi um dos temas expostos durante a audiência pública realizada para discutir os impactos do fechamento do CMRR. As deputadas estaduais Ana Paula Siqueira e Beatriz Cerqueira, e o deputado André Quintão, aprovaram um requerimento solicitando da Secretaria de Estado da Fazenda o pagamento do Programa Bolsa Reciclagem.

“Nossa luta não acaba, não podemos desistir. O Bolsa Reciclagem é um direito nosso e temos que lutar por ele. Quando for convocado, precisamos deixar tudo no dia para não perder algo que conquistamos com muita luta”, sugeriu Ivaneide.


2 de abril de 2019

Catadores disseram não ao fechamento do Centro Mineiro de Referência em Resíduos

Fotos: Diego Cota/Redesol MG

Os catadores de materiais recicláveis de Minas Gerais e grupos organizados se mobilizaram, na sexta-feira (29/03), em defesa da continuidade do Centro Mineiro de Referência em Resíduos (CMRR), localizado na região leste de Belo Horizonte. O encerramento das atividades do espaço chegou a ser anunciado pela Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam), como medida para cortar gastos.

O assunto foi debatido em uma audiência pública realizada pela Comissão do Trabalho, da Previdência e da Assistência Social, na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). O objetivo foi discutir os impactos do fechamento do CMRR.

Com participação massiva dos catadores da Cooperativa Central Rede Solidária dos Trabalhadores de Materiais Recicláveis de Minas Gerais (Redesol), a ocasião contou com a presença dos deputados estaduais André Quintão, Ana Paula Siqueira e Beatriz Cerqueira, e representantes da Feam, Servas, Observatório da Reciclagem Inclusiva e Solidária (Oris) e Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR).

O presidente da Feam, Renato Teixeira Brandão, explicou que a decisão de encerrar as atividades do local foi devido à baixa quantidade de projetos em execução. “O CMRR foi criado para servir como centro de referência para projetos em resíduo. Tinha como meta a auto sustentabilidade. Com as crises, não se conseguiu captar esses recursos”, contou.

O CMRR, além de ser uma iniciativa pioneira no Brasil, representa uma importante ferramenta do poder público e sociedade civil no auxílio aos processos de gestão de resíduos, no estado de Minas Gerais. Segundo o MNCR, o espaço atende anualmente mais de 200 municípios mineiros que buscam auxílio para implantação da política pública.

No período da tarde, os catadores ocuparam o CMRR e fizeram uma manifestação no entorno

O deputado André Quintão chamou atenção para o risco que o fechamento do CMRR poderia causar para a política de resíduos. “Ali não é simplesmente um espaço físico, tem um simbolismo da referência, do apoio à coleta seletiva e da inclusão sócio produtiva dos catadores. A desativação do espaço pode significar o enfraquecimento dessas lutas”, disse.

Depois de mais de duas horas de discussão, o presidente da Feam, Renato Teixeira, voltou atrás na decisão e garantiu que serão mantidas as atividades no espaço, com o mínimo de operacionalidade.

Além disso, o atendimento do Programa Bolsa Reciclagem, para recebimento de notas fiscais e documentação, volta ao CMRR.

A presidente da Redesol, Ivaneide da Silva Souza, destacou a necessidade de otimizar o CMRR. “Nós tivemos menos de uma semana para estar aqui. Eu sei que não é fácil largar um dia de trabalho e fazer essa mobilização. Muitas pessoas são daqui de Belo Horizonte, mas outras não. Largaram tudo lá e vieram, pois sabem da importância desse espaço para nós. É o momento de a gente se unir e aproveitar esse espaço”, sugeriu.


No encerramento da audiência, as deputadas Ana Paula Siqueira e Beatriz Cerqueira, e o deputado André Quintão, aprovaram um requerimento que encaminhou para o governador Romeu Zema um pedido de providência para manter em funcionamento o CMRR, além da criação de uma comissão, formada por representantes do governo e da sociedade civil, para discutir alternativas sustentáveis para sua manutenção.