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    A Redesol MG tem o papel de unir suas filiadas para melhorar o desempenho desta em todas as áreas de atuação, procurando assim garantir-lhes desenvolvimento social, econômico, solidário, seguro e sustentável ao longo dos tempos. A partir da articulação em rede os empreendimentos tem apoio na comercialização de materiais recicláveis, melhoramento organizativo e tecnológico da produção, coleta, triagem, beneficiamento e transporte. [...]

Transformando lixo em cidadania.

15 de março de 2019

Redesol proporcionou economia de mais de meio milhão aos municípios, em 2018

A reciclagem proporciona diversos benefícios e economia de recursos (Foto: Diego Cota/Redesol MG)

Que o trabalho dos catadores de materiais recicláveis proporciona uma série de benefícios sociais e ambientais muita gente sabe. Um lado que não é tão falado é que ele também gera economia de recursos públicos que seriam gastos com aterramento desses resíduos. Em 2018, a Cooperativa Central Rede Solidária dos Trabalhadores de Materiais Recicláveis de Minas Gerais (Redesol MG) gerou, aos municípios, economia de mais de R$ 565 mil ao destinar os materiais para a cadeia produtiva da reciclagem.

Foi tomado como referência o valor cobrado pela Central de Tratamento de Resíduos Macaúbas, que possuí um aterro localizado em Sabará, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A maioria das prefeituras, que contam com uma filiada da Redesol em sua cidade, destinam o resíduo da coleta domiciliar para a localidade.

Foto: Diego Cota/Redesol MG


A economia de recursos ao oferecer a possibilidade que o material não seja aterrado é apenas uma pequena parte dos benefícios que os catadores geram. Isso porque o serviço de coleta nas cidades envolve outros custos, como manutenção de caminhões, combustível e mão de obra. Poupar as viagens ao aterro e priorizar que os resíduos sejam destinados para empreendimentos de catadores é mais um aliado da economia.

O presidente da Associação dos Catadores de Materiais Recicláveis de Nova União (Unicicla), Anderson Viana, explicou que o volume do material influencia quando o município opta por mandar toda a coleta para o aterramento. “O material reciclável ocupa muito espaço no caminhão. Quando vai para o aterro, o município deixa de levar o que realmente deveriam, que é a matéria orgânica. Aquele que leva o reciclável, tem que fazer mais viagens com o caminhão, o que gera mais custos”, explicou.

Além disso


Aterrar materiais que podem ser reciclados é o mesmo que enterrar riqueza, de acordo com os catadores. A reciclagem é fonte de renda e inclusão socioprodutiva para esses trabalhadores, e diminui o impacto ambiental ao substituir a matéria-prima no processo produtivo das indústrias recicladoras.

Foto: Divulgação/Redesol MG

Empreendimentos entram em nova fase pela sustentabilidade da Redesol MG

As bases vão contribuir de acordo com o volume de produção (Foto: Diego Cota/Redesol MG)

A partir de março, os empreendimentos filiados a Cooperativa Central Rede Solidária dos Trabalhadores de Materiais Recicláveis de Minas Gerais (Redesol MG) vão contribuir mais ativamente com a manutenção das despesas administrativas para as atividades. Ficou definido que cada base vai repassar recurso de acordo com a produção do mês anterior. A iniciativa visa garantir sustentabilidade para as ações em rede.

Para a presidente da Redesol, Ivaneide da Silva Souza, o posicionamento do grupo demonstra a experiência solidária obtida ao longo dos anos. “Isso se deve ao amadurecimento dos empreendimentos. Inicialmente, a gente não sentia a responsabilidade do negócio. Quando começamos a trabalhar com formações para entendermos a necessidade de uma articulação maior para melhorar as condições de trabalho e renda, essa mentalidade mudou. Esse crescimento fortaleceu toda a Redesol e o grupo se uniu mais”, afirmou.

A sugestão partiu do técnico da Redesol MG no Programa Novo Ciclo, Lelis Fonseca, após estudo sobre qual seria a melhor forma mais justa para a contribuição. Ele explicou o potencial que terá para os catadores. “Ela vai trazer sustentabilidade. Todos vão contribuir de forma igualitária. Não é em igualdade de valor, mas em igualdade de direito e produção. Vão pagar de acordo com o que cada base produz”, contou.

“Ao longo do tempo, empreendimentos colheram benefícios, mas não contribuíam diretamente. Isso vai trazer engajamento, pois ao contribuir, os catadores vão sentir mais pertencentes à rede e vai cobrar mais as ações. Aumentará o sentimento de unidade do grupo”, completou.

Foto: Redesol MG

Outro ponto destacado pela presidente da rede foi o ganho de autonomia que vai proporcionar. “A gente consegue pensar melhor o negócio quando tem recurso próprio, com projeto ou não, de dar continuidade aos trabalhos da rede. Não ficaremos tão dependentes de parceiros em um negócio que consideramos promissor, não só dentro dos empreendimentos, mas também desse negócio maior que é a Redesol”, avaliou.

“Antes a gente tinha dificuldade de entender como um investimento, mas com o passar do tempo a rede veio rendendo bons frutos às bases. Quando temos os resultados, as coisas ficam mais claras para serem discutidas e aceitadas. Hoje os catadores estão seguros em investir na rede”, finalizou Ivaneide.

14 de março de 2019

Programa Bolsa Reciclagem adota novos procedimentos após mudança de governo

Imagem: Redesol MG

Os catadores de materiais recicláveis de Minas Gerais devem ficar atentos com as recentes alterações no Programa Bolsa Reciclagem, Lei Estadual nº 19.823/2011, que concede incentivo financeiro às cooperativas e associações de catadores pela contraprestação de serviços ambientais. Na terça-feira (19/02), foi publicada a deliberação dos novos procedimentos para participação, feita pelo Comitê Gestor do programa.

Entre as alterações, o novo texto adicionou mais um requisito para cadastro no programa. O item IV, do artigo 4º, solicita a emissão de “atestado de que o trabalho é executado apenas por adultos maiores de 18 anos, assinado pelo representante legal da associação ou cooperativa”.

Veja o texto atualizado na íntegra, por meio do link: https://goo.gl/VfxftS

Fique atento ao novo endereço


O comitê da bolsa, que funcionava no Centro Mineiro de Referência em Resíduos (CMRR), mudou de endereço. Desde a segunda-feira (11/03), ele funciona na Cidade Administrativa Presidente Tancredo Neves, sede do Governo de Minas. Deste modo, todas as documentações necessárias para a participação no programa, assim como a entrega das notas de comercialização, devem ser destinadas para o novo local.

Fundação Estadual do Meio Ambiente (FEAM)
Cidade Administrativa – Prédio Minas – 1º andar.
Rodovia João Paulo II, 4143, Bairro Serra Verde, CEP 31630-900.
Contato: Luciene 3915-1197 – luciene.alves@meioambiente.mg.gov.br;
E-mail: bolsa.reciclagem@meioambiente.mg.gov.br

Redesol MG capacita cooperativa de vendedores de água de Belo Horizonte

Grupo de economia solidária existe desde 1999 (Foto: Diego Cota/Redesol MG)

A gestão da Cooperativa Central Rede Solidária dos Trabalhadores de Materiais Recicláveis de Minas Gerais (Redesol MG) pelos catadores é um exemplo positivo para a economia solidária em Belo Horizonte e Região Metropolitana. Na terça-feira (12/02), os cooperados da Cooperativa dos Vendedores de Bebidas, Água Mineral e Similares (Cooperágua), que atuam na Feira de Arte e Artesanato da Avenida Afonso Pena, receberam capacitação sobre cooperativismo e gestão solidária, ministrada pela rede.

Dentre as demandas elencadas, está o resgate da união do grupo. O empreendimento atua desde 1999 com a venda de bebidas. Os cooperados contaram que nos primeiros anos a cooperativa se destacava em âmbito nacional. “Pessoas de outros estados visitavam para conhecer e aprender sobre nossa gestão”, revelou um dos fundadores, Edson Barbosa.

Mas com o passar dos anos perderam a força e a representatividade que havia no início. Para o presidente da entidade, Geovani Dias, é preciso que o grupo se capacite e entenda mais sobre os princípios do cooperativismo para que a atividade se sustente.

Vendedores receberam orientação sobre cooperativismo da Redesol MG (Foto: Diego Cota/Redesol MG)

A presidente da Redesol MG, Ivaneide da Silva Souza, explicou a importância para os trabalhadores de estarem presentes nas discussões e fóruns de economia solidária promovidos na cidade. “Vocês têm que mostrar que são parte da economia solidária como um grupo organizado. É um espaço muito importante, é daqui que saem definições sobre realização de feiras, por exemplo”, disse.

Os cooperados atuam somente aos domingos na Feira de Arte e Artesanato da Avenida Afonso Pena e, há um tempo, enfrentam dificuldades que comprometeram a produção do grupo. Entre elas, a concorrência com outros vendedores de água, que, em algumas ocasiões, não vendem água mineral, e acabam ganhando os clientes pelo menor preço.

Para o assessor técnico da Redesol MG no Programa Novo Ciclo, Lelis Fonseca, uma demanda essencial é criar identificação com o público da feira. “É necessário divulgar o trabalho e elaborar uma marca que identifique os vendedores da Cooperagua, diferenciando-os dos demais. Além disso, devem focar na questão da saúde, relacionando com a qualidade e procedência da água que a pessoa vai beber, que não corre o risco de ser de torneira”, sugeriu.

Edson Barbosa destacou a importância dessa primeira capacitação e, apesar da sala cheia, deseja que mais pessoas tenham acesso aos momentos de formação. “O bate-papo foi muito bom para nós. O ideal seria se todos os cooperados pudessem participar. Precisamos de mais palestras como essa, de mais capacitações e diálogos com pessoas instruídas sobre cooperativismo, como vocês da Redesol”, disse.

Foto: Diego Cota/Redesol MG

4 de março de 2019

Beneficiamento do vidro proposto pela Redesol MG é prática de sucesso no Brasil

São recolhidos, em média, 200 toneladas de vidro por mês nos Locais de Entrega Voluntária (Foto: Diego Cota/Redesol MG)

A gestão do vidro descartado pelos moradores representa um desafio para os municípios. Por ser um material pesado, volumoso e de baixo custo, ele acaba por não ser atraente para os empreendimentos de catadores, pela falta de espaço suficiente para acondiciona-lo. É por isso que a Cooperativa Central Rede Solidária dos Trabalhadores de Materiais Recicláveis de Minas Gerais (Redesol MG) tem um projeto focado na solução desse problema.

Com a proposta de receber e beneficiar o vidro produzido em Belo Horizonte, e posteriormente das diversas regiões mineiras, a Central de Beneficiamento de Resíduos Vítreos é um projeto em parceria com o Programa Glass is Good, da Diageo, que coleciona exemplos similares que obtiveram sucesso em diversos locais do país.

Essa iniciativa de logística reversa do vidro começou antes mesmo da aprovação da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), como conta a integrante da Ong 341 Caminho Suave e gestora operacional do Programa Glass is Good para a Diageo, Valéria Quaglio. “O programa começou em 2010, em São Paulo. A primeira cooperativa gerava 3 toneladas de vidro/mês e hoje ela tem capacidade para 60 ton/mês. Isso gera renda para os catadores e a gente recicla esse vidro que iria para o aterro. Além dessa, crescemos para mais três cooperativas em São Paulo e posteriormente para outros locais do país”, contou.

Um dos pontos positivos de investir em um empreendimento como esse na capital mineira é o fato que é gerado muito vidro pelos moradores. Além disso, BH é conhecida por ser a capital mundial dos bares. “Acredito que BH tem um volume muito grande por ser uma cidade com muitos bares, as pessoas gostam de beber”, avaliou Valéria.

Diferente de outros materiais comercializados, o vidro não sofre alterações repentinas nos preços. A gestora do programa explicou que, quando bem gerido, a comercialização do vidro pode promover uma segurança financeira aos empreendimentos. “Eles sabem quanto vão ganhar de acordo com a quantidade, porque o vidro tem preço fixo. Além disso, ele gira rápido. Com uma logística bem definida, ele escoa bem e o resultado é satisfatório”, disse.

Foto: Diego Cota/Redesol MG

A princípio, a Central de Beneficiamento vai receber o vidro recolhido nos Locais de Entrega Voluntária (LEVs), disponibilizado pela prefeitura em diversos pontos da capital. Atualmente, esse material é destinado para a Cooperativa dos Catadores de Materiais Recicláveis da Região Oeste de Belo Horizonte (Coopemar Oeste), filiada da Redesol MG, pois é a única com área suficiente para gerir o montante, de cerca de 200 toneladas mensais.

Valéria aposta no bom resultado com a implantação da central, porque a rede acumula capacidade e expertise. “Acredito muito na Redesol. A gente vem trabalhando junto há dois anos, esperando que a coisa realmente cresça e que possamos ter um fluxo maior. É uma rede que tem experiência, fez capacitação e sabe como vai desenvolver em cima da questão do vidro”, finalizou.

Associação Mãos Amigas: um caso de sucesso da Redesol e Programa Novo Ciclo, em 2018

Pátio da associação após segundo dia de mutirão, em fevereiro de 2018 (Foto: Diego Cota/Redesol MG)
Devido à atuação da Cooperativa Central Rede Solidária dos Trabalhadores de Materiais Recicláveis de Minas Gerais (Redesol MG), em parceria com o Programa Novo Ciclo, que tem como objetivo capacitar o trabalho realizado nas bases, a Associação Mãos Amigas dos Catadores de Materiais Recicláveis de Sabará apresentou crescimento notável, que resultou na mudança de realidade de um grupo que, no início de 2018, estava fragilizado.

Além das oficinas de capacitação, foram feitos mutirões solidários e a articulação política, por meio de reuniões com o poder público local. Uma das primeiras mudanças foi no formato de produção, como conta a presidente da Redesol MG, Ivaneide da Silva Souza. “Alguns trabalhavam lá como serviço temporário. Não tinham grupo formado, pois não tiravam renda suficiente para sustento. Levamos uma forma de trabalho mais justa onde conseguiriam tirar uma renda que possibilitaria visualizar melhora na condição de vida”.

A catadora da Associação Mãos Amigas, Genessi Ferreira, revelou que o novo formato incentivou os catadores a trabalharem mais focados, fato que resultou diretamente na produção e no ganho individual. “Por causa da mudança no modelo, os catadores se desenvolveram mais. A partir do momento que passamos a trabalhar por produção, alguns viram que não produziam bem, aí puderam evoluir”, disse.

O grupo, que no 1º bimestre de 2018, comercializou 4,5 toneladas de materiais, fechou o ano com a produção total de 144 toneladas, uma média de 12 por mês. O 4º e 5º bimestre foi quando o empreendimento teve maior destaque ao comercializar 43,5 e 51 toneladas de recicláveis, respectivamente.


Para Genessi, o resultado é reflexo direto das ações formativas na Associação Mãos Amigas. “É por causa do envolvimento da rede, juntamente com o Programa Novo Ciclo, que melhorou bastante a convivência e o desenvolvimento produtivo. Foi onde tivemos várias capacitações para a produção, em como separar os materiais, relações interpessoais e outras”, contou.

Entretanto, Ivaneide revelou que neste momento é hora de o grupo ganhar autonomia. “Foi um trabalho muito presente da Redesol no último ano. Cada grupo tem um tempo. A gente alavanca um pouco e depois a rede recua, deixa para ver como o empreendimento pode caminhar. Agora é um momento de recuo para que o grupo possa construir sua identidade”, finalizou.

28 de fevereiro de 2019

Números demonstram empenho dos catadores com o crescimento da Redesol

Foto: Divulgação/Redesol MG

A Cooperativa Central Rede Solidária dos Trabalhadores de Materiais Recicláveis de Minas Gerais (Redesol MG) realiza, há quase uma década, um trabalho de grande importância social e ambiental em Minas Gerais. O resultado da produção obtido no último ano, que contou com a parceria do Programa Novo Ciclo, representou um salto na gestão solidária dos catadores filiados.

As bases da rede totalizaram 6.107 (seis mil cento e sete) toneladas de materiais recicláveis comercializados na cadeia produtiva da reciclagem. Em média, foram produzidas mais de 16 toneladas diárias, resultado que reflete o trabalho minucioso do catador ao segregar e preparar para a venda os diversos tipos de papéis, plásticos, metais e vidros.



Para chegar nesse resultado, a intervenção do Programa Novo Ciclo foi essencial. Ele levou ao entendimento dos catadores a necessidade de manter as informações de produção atualizadas. Para a presidente da Redesol MG, Ivaneide da Silva Souza, foi fundamental para poder visualizar o potencial da rede. “Antes a gente não conseguia 30% desses dados. Depois que entramos no programa, os empreendimentos entenderam a necessidade que tinha de a rede ter acesso para melhor planejar o negócio”, disse.

Um dos objetivos do Novo Ciclo é proporcionar a comercialização direta com a indústria recicladora. O processo de negociação, aliado com a informação em dia sobre a capacidade produtiva, resultou no aumento do valor de alguns dos materiais. O papelão especial é um exemplo. Em janeiro de 2018 era vendido a R$ 0,49 e em novembro foi vendido a R$ 0,61, um aumento de 24%.

“A Redesol ganhou mais visibilidade. Parceiros e compradores começaram a enxergar a rede com maior volume de produção. Os dados obtidos durante o ano auxiliam no momento de negociar a comercialização dos materiais”, revelou Ivaneide.
Foto: Diego Cota/Redesol MG

28 de dezembro de 2018

Economia Solidária: Redesol MG é modelo de gestão, em Belo Horizonte

Apresentação foi acompanhada por dezenas de integrantes do Fórum (Foto: Diego Cota/Redesol MG)

A Cooperativa Central Rede Solidária dos Trabalhadores com Materiais Recicláveis de Minas Gerais (Redesol MG) reúne há quase uma década empreendimentos de catadores do estado. Nesse tempo, o trabalho coletivo proporcionou uma gestão de bons resultados, fato que tornou a rede um exemplo para a economia solidária da Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Com o objetivo de compartilhar a experiência da organização dos catadores filiados e os avanços conquistados nos últimos anos, a Redesol MG foi convidada para fazer uma apresentação no Fórum Municipal de Economia Solidária de Belo Horizonte, realizado na terça-feira (20/11), no Centro Público de Economia Solidária.

A presidente da Redesol MG e da Cooperativa dos Trabalhadores com Materiais Recicláveis da Pampulha Ltda (Coomarp Pampulha), Ivaneide da Silva Souza, destacou a necessidade de os trabalhadores se formalizarem. Para ela, foi a partir desse momento que os catadores passaram a ter avanços significativos dentro da cadeia produtiva. Hoje, alguns setores da economia solidária desempenham sua atividade sem formalização jurídica.

Ela revelou que, desde a formação do seu grupo, ele faz parte do espaço do fórum. “Antes, eu não conseguia entender o que falavam, achava que fazia parte de outro mundo, que não tinha relação. Falava de artesanato, feira, costura, menos de reciclagem. Com o tempo, descobri que nos empreendimentos a gente pratica a economia solidária. Começamos a entender que deveríamos estar bem mais próximos e ligados à isso”, disse.

Catadores contaram a experiência solidária dos empreendimentos (Foto: Diego Cota/Redesol MG)

Durante sua apresentação, ela destacou características essenciais do trabalho solidário e organizado: cooperação, democracia, solidariedade e empreendedorismo. Diferente de empresas capitalistas, nas cooperativas e associações de trabalhadores há uma justa distribuição dos resultados, oportunidade para desenvolvimento das pessoas e condições para melhoria de vida.

Foi tendo em vista o desenvolvimento desses valores que a Redesol MG foi constituída. Segundo Ivaneide, quando há a união, o potencial dos catadores aumenta. “A rede se uniu para representar um interesse coletivo e aumentar a amplitude do trabalho dos catadores para conquistar projetos e avanços. Quanto mais a gente se une, mais resultado positivo a gente consegue”, disse.

Com orgulho, Silvana revelou a satisfação de estar na economia solidária (Foto: Diego Cota/Redesol MG)

Para a catadora da Cooperativa Solidária dos Recicladores e Grupos produtivos do Barreiro e Região (Coopersoli-Barreiro), Silvana Maria Leal, o trabalho coletivo é diferenciado. “Aqui na Redesol nós somos solidários com todos os companheiros. Há um intercâmbio de boas experiências. No trabalho coletivo o que me encanta é estarmos dentro de uma economia diferente. É com orgulho que falo e participo”, contou.

A gestora do Centro Público de Economia Solidária de Belo Horizonte, Neuzanete Souto, classificou os catadores da Redesol MG como modelo de persistência e trabalho. “Sempre em alguma formação, cito a Redesol. Nós entendemos que ficar sentados ouvindo o outro pode ser desconfortável, mas depende de qual interesse no que está sendo discutido. Eles chegam aqui por volta das 8h30 da manhã e saem às 17h. Eles sentam nessa mesa e quando saem, têm um planejamento. Eles, pra mim, são exemplos”, disse.

27 de dezembro de 2018

Coleta Seletiva com inclusão dos catadores é realidade, em Jequitibá/MG

Passeata marcou lançamento do serviço, em Jequitibá (Foto: Karla Gonçalves/Prefeitura de Jequitibá)

O município de Jequitibá, localizado a cerca de 110 km de Belo Horizonte/MG, deu um passo importante para o tratamento correto dos resíduos sólidos. Em parceria com a Associação dos Catadores de Materiais Recicláveis de Baldim (Comarb), filiada da Cooperativa Central Rede Solidária dos Trabalhadores de Materiais Recicláveis de Minas Gerais (Redesol MG), a Prefeitura de Jequitibá lançou, na quarta-feira (31/10), o Programa de Coleta Seletiva “Jequitibá Recicla”.

A coleta começou para valer na segunda-feira (10/12). Ela é realizada nas segundas e quintas-feiras. Após muito tempo de reivindicação, a catadora da Comarb, Elena Candeia, conta que o sentimento é de dever cumprido. “Estávamos há três anos lutando pela implantação da coleta seletiva com a participação dos catadores”, revelou.

Para a presidente da Redesol MG, Ivaneide da Silva Souza, é um grande avanço para a associação, pois vai mudar pra melhor a forma de trabalhar com os resíduos sólidos. “Não é possível o catador triar o material in natura, pois ele traz uma condição de vida muito ruim para esse catador. Em Jequitibá era essa situação. A coleta seletiva é um avanço, é o primeiro passo, pois o que buscamos mesmo para a sustentabilidade do grupo é a contratação pelo serviço de coleta e triagem de materiais”, ponderou.

Para que o diálogo fosse contínuo e tivesse embutido a expertise dos catadores, a Redesol MG e o Programa Novo Ciclo foram atuantes no processo de sensibilização dos gestores municipais. Em junho, começou a ser elaborado o Plano de Mobilização para a Coleta Seletiva, criado pela rede, onde foram elencadas as potencialidades de Jequitibá e também os diversos parceiros dentro da cidade.

“Foi um dos municípios que avançaram com o plano, aproveitaram bem essa oportunidade. É um resultado bem positivo desse processo que a Redesol vem construindo com as bases, visamos fortalecer os empreendimentos, por meio da implantação de coleta seletiva, com melhor qualidade de materiais para as unidades. Isso proporciona melhor renda e melhor qualidade de vida”, disse Ivaneide.

Redesol MG e Programa Novo Ciclo auxiliaram na implantação da coleta seletiva (Foto: Diego Cota/Redesol MG)

“Fiquei muito emocionada porque almejo esse momento há muito tempo. A Comarb tem quase dez anos de luta e agora vemos nosso sonho ser realizado. Atuamos há apenas três anos em Jequitibá. Foi muito bom poder contar com pessoas que nos acompanham desde início para nos prestigiar neste lançamento”, revelou Elena Candeia.

Lançamento reuniu catadores da Região Metropolitana de Belo Horizonte (Foto: Karla Gonçalves/Prefeitura de Jequitibá)

A implantação da coleta seletiva se desenha com o potencial de mudar a realidade diária dos catadores da Comarb. Até então, o galpão recebia todo o resíduo domiciliar da população para os catadores retirarem dele o material reciclável, em uma situação irregular e nociva à saúde. Com a disponibilidade do serviço, os trabalhadores poderão destinar tempo e energia para a separação dos materiais recicláveis diretamente para a comercialização.

Dia do lançamento contou com passeata

No dia do lançamento, foi realizada uma passeata pelas principais ruas da cidade com objetivo de chamar a atenção da população para a novidade em Jequitibá e também para conscientizar sobre o risco da dengue. Houve a participação de alunos e funcionários da Escola Municipal Lourismar Palhares Machado e Escola Estadual Professor Vitor Pinto. A ação foi realizada pelas secretarias municipais de Saúde e de Meio Ambiente de Jequitibá.

26 de dezembro de 2018

Parceria da Redesol MG com Instituto Unimed-BH vai disponibilizar assessoria jurídica aos catadores

Oportunidade reuniu catadores das bases da rede (Foto: Diego Cota/Redesol MG)

A Cooperativa Central Rede Solidária dos Trabalhadores de Materiais Recicláveis de Minas Gerais (Redesol MG) e o Instituto Unimed-BH entraram em uma nova fase da parceria de longa data e de bons frutos para os catadores da rede. Na segunda-feira (10/12) foi assinado o termo cooperação que prevê a contratação de uma assessoria jurídica para atualizar a documentação dos empreendimentos filiados à Redesol MG.

A presidente da rede, Ivaneide da Silva Souza, explicou que a reformulação da documentação é uma necessidade prevista no Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil (MROSC), Lei nº 13.019/2014. “A gente tem uma demanda desde quando houve a reformulação MROSC, que as cooperativas deveriam fazer adequações nos estatutos. Pra isso, a gente precisava contratar uma assessoria jurídica que dominasse esse assunto para assessorar os empreendimentos”, contou.

Pela terceira vez, Redesol MG e Instituto Unimed-BH assinam termo de cooperação (Foto: Diego Cota/Redesol MG)

Outro ponto de destaque para essa parceria é a recente realidade da rede com contratações nos municípios, como revelou Ivaneide. “Muitas prefeituras vêm mostrando essa possibilidade de contratação dos empreendimentos pelos serviços prestados e uma das exigências é o estatuto estar atualizado. Então, pra gente é bem importante, porque muitas vezes o empreendimento não tem recurso para contratar uma assessoria para fazer as alterações”, disse.

A comercialização direta para a indústria recicladora, como apontou a analista de desenvolvimento sociocultural do Instituto Unimed-BH, Sheila Aparecida Silva Gonçalves, também é um fator que exige a regulamentação. “O apoio jurídico é uma parte importante para o desdobramento para chegar nessa cadeia de comercialização com a indústria e prestação de serviço para as cidades”, disse.

O diretor da Associação dos Catadores de Materiais Recicláveis de Nova União (Unicicla), Anderson Viana, aproveitou a oportunidade para demonstrar o contentamento em levar a parceria do Instituto Unimed-BH para o interior. “Estamos felizes em levar o Instituto Unimed para as cidades do interior onde há a Redesol. Ficamos muito felizes em saber que vocês estão acreditando na rede”, disse.

“Particularmente, temos um carinho especial pelo trabalho de vocês. É o trabalho, esforço, seriedade e a dedicação de cada um que fez com que vocês conquistassem os avanços dos últimos anos. Ficamos muito felizes em ajudar a construir e fazer parte dessa história”, enfatizou Sheila.

Parceria de longa data

Ao longo do seu desenvolvimento, a Redesol MG contou com parceiros fundamentais para que pudesse chegar a ser uma referência em gestão solidária de resíduos sólidos em Minas Gerais. Além da mais nova parceria com o Instituto Unimed-BH, a instituição apoiou a rede em outras oportunidades, que datam de 2009, quando foi implantada a coleta seletiva na área administrativa da Unimed e a rede apresentada ao instituto, como contou Sheila.

“A gente começou a se questionar sobre a destinação desse resíduo. Foi quando conhecemos a realidade dos catadores, por meio da Associrecicle-BH. Através dela, nós conhecemos a Redesol. Percebemos então que essa iniciativa de cunho ambiental tinha também um desdobramento social. Nós por sermos por essência da cooperativa e acreditarmos nessa força, vimos a oportunidade de contribuir e ajudar no desenvolvimento da rede”, disse.

Para Sheila, parceria vai contribuir para futuras conquistas da Redesol MG (Foto: Diego Cota/Redesol MG)

O primeiro projeto desenvolvido teve como objetivo apresentar a rede para a cidade, por meio do desenvolvimento da marca. Foi quando a identidade visual foi criada. A segunda consistiu em uma capacitação administrativa, com a implementação do software de gestão CataFácil, juntamente com o treinamento para utilização nos empreendimentos.

“Saber que tem um parceiro que nos escuta, procura saber a necessidade da rede para fazer os investimentos. Ele não impõe, é a gente que diz qual a necessidade para atuar. Eles têm uma responsabilidade social, um entendimento bem bacana. Tem sido de fundamental importância para vários projetos que eles apoiam”, avaliou Ivaneide.