• Dê o destino correto ao seu reciclável com a Redesol

    Localizada na Rua Estoril, nº 1.564, Bairro São Francisco – BH, a Central de Recebimento de Vidro da rede também é um ponto de entrega voluntária de recicláveis!

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    Acreditamos que o desenvolvimento dos empreendimentos deve ter por lógica o desenvolvimento das pessoas e da sociedade a partir da Solidariedade, Sustentabilidade, Dignidade e da Democracia.

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    A Redesol MG – Cooperativa Central Rede Solidáia dos Trabalhadores de Materiais Recicláveis de Minas Gerais reúne cooperativas e associações de catadores de materiais recicláveis em uma melhor condição de organização, qualidade no trabalho e justiça social.

Transformando lixo em cidadania.

19 de setembro de 2021

Fórum Lixo e Cidadania tem reunião inaugural em Bom Jesus do Amparo/MG

Ação está inserida no âmbito do Termo de Cooperação Técnica nº 21/2021 (Fotos: Divulgação/Cimos/MPMG)


Os catadores da Unicicla de Bom Jesus do Amparo e a população local agora possuem um espaço para discussão e construção da política pública referente aos resíduos sólidos do município. O Fórum Lixo e Cidadania foi lançado, na sexta-feira (26/08), em evento que contou com a participações dos catadores, Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), Governo de Minas, executivo local e entidades que apoiam a causa dos catadores.

Há alguns meses, a associação reivindicava um espaço adequado para o trabalho. Com isso, a Coordenadoria de Mobilização e Inclusão Sociais (Cimos), do MPMG, foi acionada pela Comarca de Barão de Cocais, a pedido da Unicicla, para acompanhar a situação. Bom Jesus do Amparo foi a primeira cidade a ser contemplada pelo Termo de Cooperação Técnica nº 21/2021, firmado entre o Estado de Minas Gerais e MPMG, em defesa dos direitos dos catadores de materiais recicláveis.

A Prefeitura informou para os presentes que vai incluir os catadores no orçamento de 2022, com a contratação pelos serviços prestados. Anunciaram também, através da Secretaria de Meio Ambiente, que está sendo elaborado o projeto do galpão de triagem para a associação, mas que ainda precisam definir com os catadores as especificidades da estrutura para o melhor desenvolvimento da atividade. Além disso, planejam promover a educação ambiental na cidade.


Tendo em vista a estrutura do futuro galpão, um dos encaminhamentos do primeiro Fórum foi a visita dos catadores em associações e cooperativas de triagem de outras cidades do estado para conhecer de perto as diversas formas de realização do trabalho. Outro encaminhamento foi a capacitação dos associados para participação no Programa Bolsa Reciclagem, do Governo de Minas.

Para o presidente da Unicicla, Anderson Viana, o Fórum possibilitou o estabelecimento de um diálogo saudável entre os participantes. “Eu achei que proporcionou uma discussão positiva. Acredito que todos ficaram satisfeitos com os encaminhamentos dados. Inclusive, a Unicicla se dispôs a buscar recursos para o município através de editais”, disse.

O lançamento contou com a participação da Cimos/MPMG, Sedese, Semad, Defensoria Pública do Estado de Minas Gerais, Gestão Ambiental da 381, Ancat, MNCR, Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Procuradora Geral do município, associados da Unicicla, Sindicato dos Produtores Rurais da cidade e vereadores Yuri Mota e Inez Santos, de Bom Jesus do Amparo.

17 de setembro de 2021

1ª Semana de Resíduos Orgânicos de Belo Horizonte vai discutir alternativas para o enfrentamento ao cenário de Emergência Climática e Insegurança Alimentar

O evento ocorrerá de forma híbrida (presencial e on-line), sendo realizado no Hall da Prefeitura de Belo Horizonte e com diversas atividades externas

A Articulação de Resíduos Orgânicos de Belo Horizonte (ARO-BH), grupo de trabalho do Fórum Municipal Lixo e Cidadania, promove entre os dias 18 e 25 de setembro a 1ª Semana de Resíduos Orgânicos de Belo Horizonte. Com a temática voltada para o uso desses resíduos como ferramenta para enfrentamento ao cenário de Emergência Climática e Insegurança Alimentar, o evento busca ser o marco de uma transformação na gestão de resíduos orgânicos da capital, contribuindo para a construção de uma cidade Lixo Zero.

As apresentações e debates irão ocorrer de forma híbrida, sendo realizados dos dias 20 a 24/09 no Hall da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), localizado na Avenida Afonso Pena, nº 1212, e transmitidos ao vivo pelo YouTube. Além das mesas de debate, serão realizadas visitas técnicas a projetos de referência, uma Audiência Pública na Câmara Municipal de Belo Horizonte, a montagem de uma leira coletiva de compostagem e diversas outras ações de cidadania.

Com uma abordagem transdisciplinar, abordando temas como compostagem, biogás, agroecologia, economia circular, coleta seletiva solidária, reciclagem, política pública, entre outros temas, pretende-se provocar uma busca coletiva, por caminhos que levem a perceber o real valor dos Resíduos Orgânicos. Essa percepção busca reinventar o modo como a cidade lida com esses resíduos, transformando essa importante matéria-prima em ferramenta para o enfrentamento ao cenário de Emergência Climática e Insegurança Alimentar.

O evento conta com o Apoio Institucional da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) e da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes Seccional Minas Gerais (ABRASEL) e contará com a participação de diversos representantes dessas entidades nas mesas.

Além disso, a 1ª Semana de Resíduos Orgânicos de BH acontecerá entre duas datas emblemáticas e a ação se somará aos movimentos que ocorrem nesses dias. Dia 18/09 ocorrerá o Dia Mundial da Limpeza, quando em parceria com o Movimento Beagá Limpa e outros diversos coletivos da cidade, será promovida uma ação para a coleta de resíduos no entorno da Estação Vilarinho. Já no dia 24/09, data em que acontece a Greve Geral pelo Clima (Fridays For Future), com a participação de diversas iniciativas de compostagem que atuam em BH, será montada na Cooperativa de Reciclagem Coopersol Leste uma leira comunitária de compostagem, a qual constituirá o Manifesto dos Composteiros de BH, pela mudança do atual cenário com o qual lidamos com os resíduos orgânicos. Após essa atividade, juntos com o Movimento Minas Pelo Futuro, estaremos na Praça da Estação participando da Greve Global Pelo Clima com diversas intervenções para chamar a atenção da população em geral para a situação da Emergência Climática.

Todas as atividades da 1ª Semana de Resíduos Orgânicos de BH são 100% gratuitas. Para realizar a pré-inscrição e conferir a programação completa, clique aqui.

Para mais informações, entre em contato pelo e-mail residuosorganicosbh@gmail.com ou pelo telefone 31-98898-9708.



13 de setembro de 2021

Coopersoli-Barreiro: Resultado da Cotação Eletrônica de Preços nº 003/2021


A Cooperativa Solidária dos Recicladores e Grupos Produtivos do Barreiro e Região (Coopersoli-Barreiro) tornou pública a realização de Cotação de Preços nº 003/2021 para contratação de empresa especializada para prestação de serviços de Planejamento, Elaboração e Consultoria Especializada em Educação Social, para atendimento às atividades decorrentes do projeto “Projeto Cooperativa de Catadores - Rumo à Inovando na Produção - Gerando Trabalho e Renda”.

Veja mais informações no documento a seguir.

22 de julho de 2021

Catadores mineiros vão às ruas contra incineração de resíduos sólidos

Manifestações foram registradas em várias regiões do estado (Fotos: Diego Cota/Redesol)

Lutar contra a incineração de resíduos sólidos urbanos não é uma tarefa nova para os catadores de materiais recicláveis. De tempo em tempo, propostas que estão na contramão do desenvolvimento sustentável ameaçam os avanços de décadas dos programas de coleta seletiva e reciclagem nas cidades brasileiras. Na última quarta-feira (21/07), integrantes do Movimento Minas Gerais Contra a Incineração, composto por catadoras e catadores, ambientalistas e sociedade civil, foram às ruas em dezenas de cidades mineiras para pedir a revisão imediata do Edital de Chamada Pública nº 1/2021, do Programa Lixão Zero, do Ministério do Meio Ambiente (MMA).

Os catadores da Redesol estiveram mobilizados em Baldim, Belo Horizonte, Nova União e Pedro Leopoldo, com intuito de chamar a atenção da população local para a pauta. O edital do MMA, que conta com apoio do Governo de Minas Gerais, prevê a implantação de usinas de triagem mecanizadas, por consórcios públicos, para produção de Combustível Derivado de Resíduo Urbano (CDRU), através da incineração de recicláveis, orgânicos e rejeitos. A proposta não leva em consideração a legislação prevista na Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), que garante a inclusão dos catadores na responsabilidade compartilhada e estabelece uma ordem para gerenciamento dos resíduos.

Para a presidente da Redesol, Ivaneide da Silva Souza, a proposta do governo é um descaso à população e aos trabalhadores da cadeia produtiva da reciclagem. “Quando se fala em CDRU se trata da queima dos resíduos para geração de energia, inclusive os recicláveis. Não estão preocupados com a qualidade do ar que respiramos e muito menos com o sustento de milhares de famílias que garantem seu trabalho e renda com esses resíduos. Não é possível conceber tamanho descaso com o meio ambiente e principalmente com os catadores, que com muita luta vem garantindo seu sustento e sua sobrevivência”, apontou.


Manifestantes de pelo menos 30 cidades ocuparam praças e principais vias de circulação da população local, em várias regiões do estado de Minas Gerais, com faixas em defesa da coleta seletiva e da reciclagem, alertando para os riscos da incineração, cobrando a revisão do edital e solicitando a ação de vereadores, por meio de moções, nos municípios.

A cooperada da Coomarp Pampulha, filiada da Redesol, Cleide Maria Vieira, avaliou o momento como demonstrativo de empoderamento dos catadores. “Nós mostramos a importância de irmos para as ruas reivindicar algo que é direito nosso, de poder exercer nosso trabalho, que gera renda e dignidade para muitas famílias e também gera retorno ambiental. Sabemos que por meio dele, nós temos preservado o meio ambiente. Quando nós catadores reunimos, nós mostramos nossa força, mesmo sendo cooperados de cooperativas ou catadores de rua autônomos. Nós estamos unidos em um só propósito”, afirmou.

É uma luta antiga: catadora Cleide exibiu camiseta do ato de 2013

Na Praça Sete, em Belo Horizonte, além das faixas, uma camiseta verde com a expressão “Incineração Não!” esteve estendida durante toda a manifestação. Segundo Cleide, ela foi produzida para um ato que ocorreu em 2013, há oito anos, mostrando que essa é uma luta antiga das catadoras e catadores. Para a presidente da Redesol, Ivaneide, ainda ter que lutar contra a incineração e propostas que não incluem os catadores é algo triste e inaceitável. “Às vezes achamos que estamos avançando com os municípios e nos deparamos com retrocessos como este desconsiderando a política nacional de resíduos sólidos”, disse.


Em Baldim, catadoras e catadores da Associação dos Trabalhadores com Materiais Recicláveis de Baldim (Comarb) iniciaram a manifestação no galpão de triagem, em seguida realizaram uma carreata pelas ruas do distrito de São Vicente e finalizaram com um ato na Praça Emílio Vasconcelos, no Centro de Baldim. Na ocasião, contaram com o apoio dos vereadores Remi Rodrigues e Márcio Soldado.

Catadores da Comarb na sede da Associação (Foto: Samira Senna Fotos e Vídeos)

Ato seguiu até o Centro de Baldim (Foto: Samira Senna Fotos e Vídeos)

Em Pedro Leopoldo, associados da Associação de Catadores de Pedro Leopoldo (Ascapel) promoveram um ato, no fim da tarde, na Praça da Prefeitura, no Centro da cidade.

Catadores da Ascapel, de Pedro Leopoldo (Foto: Aline Dias)

Em Nova União, por meio das redes sociais, os catadores da Unicicla divulgaram o ato realizado na Usina de Triagem do município e informou sobre a articulação com os vereadores da cidade, representados pelo vereador Thales Melo, para apresentação de uma moção contra o edital. “O apelo é para que as prefeituras priorizem a coleta seletiva e que mandem menos materiais recicláveis para os aterros sanitários”, disse o presidente da associação, Anderson Viana.

Acompanhe o Movimento Minas Gerais Contra a Incineração, no Instagram, e fique por dentro de mais informações sobre as manifestações no estado.

Veja mais fotos do ato em Belo Horizonte:







13 de julho de 2021

Comercialização conjunta traz benefícios para os catadores da Redesol

Cargas conjuntas são destinadas para indústrias de Minas Gerais e de outros estados (Fotos: Divulgação/Redesol)

A Cooperativa Central Rede Solidária dos Trabalhadores de Materiais Recicláveis de Minas Gerais (Redesol) consolidou, no primeiro semestre de 2021, um dos objetivos traçados e desenvolvidos nos últimos anos: a comercialização em rede de forma frequente para a indústria recicladora. Os resultados alcançados têm proporcionado benefícios aos catadores, mesmo em tempo de pandemia. A conquista é fruto de uma série de ações que tiveram início desde a formação da rede e só foram possíveis graças ao trabalho articulado entre os catadores.

Essas ações tiveram como foco no primeiro momento o fortalecimento das filiadas, como contou a presidente da Redesol, Ivaneide da Silva Souza. “Vencemos muitos desafios para chegar aqui. O primeiro foi estruturar os empreendimentos com equipamentos essenciais, tais como prensas. Conseguimos com projetos e liberamos todos para essa comercialização. Depois, adquirimos um caminhão, alugamos um espaço para unificação das cargas e o último desafio foi o capital de giro”, disse.

Ao longo desse período, os projetos executados foram fundamentais para ampliar a visão de negócio dos catadores dentro da cadeia produtiva da reciclagem. A presidente da Coopersoli-Barreiro, Silvana Assis Leal, relembrou as intervenções e destacou a complexidade que é a atuação conjunta. “A comercialização em rede teve um efeito maior durante o Cataforte III, no nosso plano para o vidro, e no Programa Novo Ciclo com as visitas nas indústrias. Nós vimos que era possível comercializar outros tipos de resíduos. Estamos no caminho certo, é uma construção de longo prazo, porque é um relacionamento amplo com bases e gestões com pensamentos independentes”, afirmou.


Com a conquista do galpão pra funcionar como uma central, tanto para o recebimento de vidro quanto para concentrar o volume produzido nas bases, aliado com a negociação frequente com a indústria, foi possível comercializar materiais que antes eram descartados pela falta de valor de mercado. Isopor, pente de ovos e plásticos ABS e PVC foram alguns deles. Outros, como embalagens longa-vida (TetraPak) e variedades de plásticos, foram valorizados e hoje agregam na renda.

Com o protagonismo dos catadores nas negociações, a média de ganhos é maior se comparado com a comercialização para os atravessadores, como era feito antes. Silvana apontou também que atuar de forma conjunta é gratificante. “A comercialização em rede ajuda muito os empreendimentos no sentido de valor, de preço dos materiais, e quando fazemos de forma conjunta, o resultado é bem mais satisfatório para todos”, disse.

A vice-presidente da Redesol e catadora da Associrecicle-BH, Fabiana da Cruz Ovídio, assegura que esse é o melhor cenário para os catadores. “A comercialização em rede foi a melhor coisa que podia acontecer com as cooperativas e associações e está trazendo muitos benefícios para a associação. Essa é a melhor forma de comercialização para os catadores”, afirmou.

O trabalho em rede, além de ser positivo para os catadores, de empreendimentos de grande ou pequeno porte, possibilita maior união das filiadas. “Hoje percebemos uma maior maturidade, compromisso e credibilidade nas ações. Isso possibilita a proximidade da rede, pois um dos nossos objetivos centrais é o fortalecimento de todas as bases”, destacou Ivaneide.

12 de junho de 2021

Redesol e entidades que atuam na defesa ambiental formam o movimento Minas Gerais Contra a Incineração


A Cooperativa Central Rede Solidária dos Trabalhadores de Materiais Recicláveis de Minas Gerais (Redesol), junto a entidades que atuam pela defesa ambiental, integra o movimento Minas Gerais Contra a Incineração, que visa mobilizar a sociedade pela suspensão do Edital de Chamada Pública nº 1, do Ministério do Meio Ambiente (MMA), publicado no Diário Oficial da União, no dia 18 de maio.

Nesta segunda-feira (14/06), uma Audiência Pública na Assembleia de Minas (ALMG) debaterá sobre os Impactos do Edital “Brasil Lixão Zero” na Política de Resíduos Sólidos e nas condições de trabalho dos catadores de materiais recicláveis.

O objetivo do MMA e do Governo de Minas consiste na implantação de Usinas de Triagem Mecanizadas de Resíduos Sólidos Urbanos, que receberiam as coletas seletiva e domiciliar, para produção de Combustível Derivado de Resíduo Urbano (CDRU).

Sem referir-se ao trabalho dos catadores e aos processos de reciclagem e reutilização de resíduos, a proposta governamental representa retrocesso para os trabalhadores da cadeia produtiva da reciclagem e não cumpre um dos objetivos da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), instituída pela Lei 12.305/2010, que em seu Artigo 7º garante a “integração dos catadores de materiais reutilizáveis e recicláveis nas ações que envolvam a responsabilidade compartilhada pelo ciclo da vida dos produtos”.


Entidade como a Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental – Seção Minas Gerais (ABES-MG) e o Observatório da Reciclagem Inclusiva e Solidária (ORIS) publicaram notas técnicas recomendando a suspensão do Edital.

A Redesol, rede formada por 12 associações e cooperativas, tem como missão atuar na defesa de uma melhor qualidade de vida para os catadores, por meio de valores como a economia solidária e a sustentabilidade ambiental. Esses que só podem ser alcançados por meio da construção coletiva e do diálogo entre os diversos setores da sociedade.

31 de maio de 2021

Unicicla prepara volta do Fórum Lixo e Cidadania regional

Fórum foi espaço de conquistas para os catadores nos últimos anos (Fotos: Diego Cota/Redesol)

Os Fóruns Lixo e Cidadania promovidos pela Associação dos Catadores de Materiais Recicláveis de Nova União (Unicicla), filiada da Redesol, nas cidades de Nova União e Bom Jesus do Amparo estão próximos de serem retomados. Com atenção aos protocolos da Onda Vermelha que vigoram nos municípios, em decorrência da pandemia, o objetivo da associação é promover o encontro presencial, limitado a poucos participantes, e sua transmissão online.

De acordo com o presidente da Unicicla, Anderson Viana, retomar as discussões envolvendo a gestão de resíduos é necessária para apresentar as pautas à novos gestores, como é o caso de Bom Jesus do Amparo. “Agora nós estamos em uma nova gestão pública, em alguns lugares com novos prefeitos. Temos que mostrar para eles, por meio do diálogo, a importância da coleta seletiva e do trabalho dos catadores para o desenvolvimento sustentável dessas cidades”, contou.

A possibilidade de voltar com as reuniões se deu por meio da articulação de entidades apoiadoras dos catadores junto com o Ministério Público de Minas Gerais. Segundo Anderson, o objetivo é alcançar um número maior de participantes. “A gente pretende retomar a discussão cumprindo os protocolos de segurança, que garante que podemos nos reunir em até 30 pessoas, em um local bem ventilado. A ideia é fazer também de forma virtual, usando a tecnologia da videoconferência. Com isso, objetivamos que mais pessoas possam participar remotamente”, disse.

A filiada da Redesol está presente em Bom Jesus do Amparo e Nova União e, há alguns anos, contribui com a promoção da conscientização ambiental na cidade de Taquaraçu de Minas.




Em novo galpão, Associrecicle-BH se prepara para receber esteira do Programa Avançar Cidades

Galpão mais amplo possibilitou maior autonomia para catadores (Fotos: Diego Cota/Redesol)


Os últimos meses têm sido de mudanças para os catadores da Associação dos Recicladores de Belo Horizonte (Associrecicle-BH), filiada da Redesol. Depois de muito tempo atuando em um galpão pequeno para o volume diário de trabalho, o empreendimento mudou de localidade, para um espaço mais amplo e ideal para a atividade. E as novidades não param por aí. Ainda neste ano, a associação será contemplada com uma esteira, por meio do Programa Avançar Cidades.

O local anterior, no Centro de Belo Horizonte, era propriedade de uma empresa privada, razão que não possibilitava uma autonomia completa da Associrecicle. Segundo a catadora Adenilia Aparecida Portela, a mudança já deu resultado positivo. “Eu achei importante estar num espaço que é nosso. Ainda estamos nos adequando à logística, mas a produção já aumentou. É bem melhor, porque podemos trabalhar com mais calma e disposição”, contou.

 

O fato vai refletir também no volume de materiais recicláveis vindo da coleta seletiva municipal. Antes, o empreendimento recebia apenas a coleta dos Pontos Verdes, duas vezes por semana. “Com um local maior, a prefeitura vai elaborar um novo projeto incluindo a Associrecicle. Vamos receber os recicláveis da coleta porta a porta igual as outras associações e cooperativas da cidade”, disse a catadora e vice-presidente da Redesol, Fabiana da Cruz Ovídio.

O novo endereço da associação é na Rua Íris Alvim Camargos, número 2.868, Bairro Jardinópolis.

Catadores se preparam para alteração no modo de produção

Acostumados com o trabalho de triagem realizado diretamente no chão, os catadores da associação estão próximos de uma readaptação, pois vão receber uma esteira, por meio do Programa Avançar Cidades. A alocação do equipamento no espaço foi apresentada aos catadores pelo assessor técnico da Redesol, Lelis Fonseca.

Catadores decidiram melhor alocação para equipamento no espaço do galpão

Ela vai trazer uma nova forma de trabalhar o reciclável e vai oferecer melhor ergonomia nas jornadas diárias, como avaliou o catador Denílson Portela. “A esteira vai tirar um pouco de desgaste físico das pessoas que vão trabalhar nela, pois não vão precisar ficar abaixando e levantando toda hora. Agora é só a gente modificar as coisas para encaixar a esteira e trabalhar melhor ainda”, afirmou.

Essa é mais uma mudança em pouco tempo na Associrecicle. “As expectativas são as melhores. Vai ser uma realidade diferente, que nós não estamos acostumados a fazer. Foi igual mudar de galpão. Tivemos que lidar com a diferença, mas agora estamos acostumando”, avaliou Fabiana.

Retomada das atividades da Ascacon mostra resiliência dos catadores de Congonhas/MG

Novo galpão está localizado na BR-040, Km 608, Bairro Campo das Flores, Galpão 5 (Fotos: Divulgação/Ascacon)

Estamos de volta! Com essas palavras, a Associação dos Catadores de Papeis e Materiais Recicláveis de Congonhas (Ascacon), filiada da Redesol, comunicou em sua rede social, no fim de abril, seu retorno à atividade de coleta e triagem, agora em um novo endereço, na cidade localizada na Região Central do estado. Os meses anteriores à essa conquista foram difíceis para os trabalhadores. Em 2020, o contrato de prestação de serviços com a Prefeitura de Congonhas foi rompido, de forma unilateral, pela gestão que até então ocupava a cadeira do executivo local.

Sem a possibilidade de negociação, a associação teve que encerrar suas atividades na Usina de Triagem do município e dar espaço para a empresa privada contratada pela prefeitura. A decisão, que veio de forma repentina, desmobilizou o grupo de catadores. De acordo com a catadora presidente da Ascacon, Vilma Rodrigues Claudio, na ocasião foi prometida pela administração a contratação de todos os associados pela nova prestadora de serviço, mas não foi o que aconteceu.

“Foi uma situação bem conflituosa. O prefeito foi nos visitar e disse que seria impossível renovar nosso convênio, prometeu que todos seriam contratados pela empresa e que seria melhor para eles e para os associados. Alguns ficaram contentes e outros não, mas na verdade a gente não tinha escolha, porque a decisão da prefeitura já estava tomada”, contou.

Nesse processo, uma parte do grupo foi deixada de fora das contratações. Sem o trabalho antes desenvolvido dentro da Ascacon, alguns catadores se viram obrigados a voltar a coletar de forma avulsa pelas ruas. “Quando a empresa chegou, ela pegou os associados mais novos. Os mais velhos e os do grupo de risco foram deixados de fora. Isso aumentou o número de catadores na rua. Como a Ascacon não tinha galpão naquele momento, não tivemos como dar continuidade”, disse Vilma.

“Meu sentimento foi de muita revolta, de ver que eles estavam enganando pessoas simples. Minha sensação era terrível. O prefeito chegou lá com todo o secretariado, diretoria e mais os advogados. Que chance a gente tinha? Nenhuma”, lamentou Vilma.

Após ficar sem o local para desenvolver o trabalho, a gestão da Ascacon começou a providenciar a retomada das atividades. O primeiro passo foi regularizar a associação. “Nós precisávamos de nos documentar novamente, porque, como estávamos em uma propriedade da prefeitura, a gente não pôde fazer as licenças, porque lá já havia esse pedido. Até a gente colocar o pé no chão e conseguir um galpão adequado, demorou uns seis meses. Como saímos de lá e não tínhamos onde deixar nossas máquinas, alugamos por três meses para a empresa que chegou. Depois tivemos que entrar na justiça por mais seis meses, porque ela não queria nos devolver. Isso nos atrasou muito”, explicou a presidente.

A força e a gestão organizada das catadoras foram essenciais para a continuidade da associação e posterior volta ao funcionamento. “O que possibilitou nossa retomada foi a garra das pessoas que ficaram. Também pelos nossos parceiros, como a Vale que estava lá para nos apoiar, os bancos que estão com a gente e o fato de ter tido uma boa administração financeira. Fizemos o pagamento de todos e conseguimos deixar um fundo. Foi ele que manteve a associação até hoje, quando conseguimos voltar a produzir e vender nossas cargas”, contou.

São quase duas décadas de trabalhos prestados em Congonhas

“A gente sempre diz que a Ascacon não é apenas reciclagem, ela trabalha com artesanato, projetos sociais, educação ambiental. São 18 anos de associação de sucesso na cidade. Foram seis anos de convênio com a prefeitura. Quando ninguém queria trabalhar na Usina de Triagem, a Ascacon estava lá, e agora que ela funciona, foi contratada uma empresa. Essa foi uma das motivações de a gente não deixar a associação acabar”, destacou Vilma.

Atual estrutura


A Ascacon, fundada em 2003, hoje conta com todos os equipamentos necessários para a triagem de materiais, inclusive do vidro e do papel. Toda a estrutura está estabelecida e as licenças para exercer a atividade estão em dia. Como a coleta seletiva municipal ficou sob responsabilidade da empresa contratada pela Prefeitura, o material que chega no galpão da associação vem das empresas parceiras e de algumas residências.

A presidente Vilma espera que em pouco tempo possa trazer de volta os trabalhadores que hoje estão coletando nas ruas. “Ainda não conseguimos trazer eles de volta porque nosso volume é pouco. Precisamos receber mais materiais para isso. Cada dia têm aparecido mais parceiros. Acredito que em breve vamos poder trazer de volta esses catadores”, disse.

Com a atual gestão, a associação mantém um bom relacionamento. Juntos estão planejando um projeto de educação ambiental nas escolas e nos bairros, além de oficinas de artesanato que, dependendo da situação da pandemia, podem acontecer de forma presencial ou online.

Seja parceiro da Ascacon


Para contribuir com as catadoras, o morador de Congonhas pode separar e destinar o seu reciclável para a associação, além de mobilizar os amigos e pessoas próximas para fazerem o mesmo. “Quando falamos em doar os materiais para a Ascacon, estamos falando em algo social, em economia solidária. Então, a população pode mobilizar os amigos e associações de bairro que nós estaremos lá para fazer a coleta dos recicláveis”, recomendou.

A Ascacon está localizada na BR-040, Km 608, Bairro Campo das Flores, Galpão 5, Congonhas – MG.



1 de abril de 2021

Catadoras de Contagem conhecem a experiência da Redesol na coleta seletiva com caminhão compactador

Fotos: Diego Cota/Redesol

A troca de saberes entre os catadores de materiais recicláveis tem sido essencial para a evolução do trabalho ao longo dos anos. Modelos de trabalho e de gestão são compartilhados para o bem comum. No início de março, catadoras das associações Asmac e Coopercata, de Contagem, visitaram a Coomarp Pampulha para conhecer de perto a experiência da cooperativa com o uso de caminhão compactador na coleta seletiva de Belo Horizonte.

O receio das catadoras quando vão fazer a transição do caminhão baú para o compactador é se a qualidade do material vai se manter a mesma ao ser compactado. A presidente da Redesol, Ivaneide da Silva Souza, explicou que para a coleta seletiva a compactação não pode ser a mesma utilizada na coleta convencional.

“O caminhão pode ser compactador, mas com baixa compactação. Não pode exceder nunca a três toneladas, porque mais que isso perde o material coletado. Para o resíduo comum, é utilizado uma compactação muito potente. A capacidade dele nesse caso é de sete toneladas. Dessa forma não serve para coleta seletiva”, disse.

Ivaneide explicou sobre a importância da mobilização

Uma parte importante destacada na reunião foi a mobilização da população para a separação ideal dos resíduos. “Tem que trabalhar junto à população para que ela separe bem esse material. Aqui em BH, os catadores realizam o trabalho de triagem e de mobilização. Por causa disso, o material vem mais limpo. Porque se vier qualquer resto de comida ou lixo de banheiro, acaba contaminando todo o material coletado no compactador”, alertou Ivaneide.

Para a presidente da Asmac, Erci Maria Gomes Ribeiro, a reunião foi produtiva e esclarecedora. “Nós viemos para conhecer o sistema de como é feita a coleta seletiva com o caminhão compactador. Eu achei a conversa muito produtiva e através disso nós trocamos muita experiência, nós aprendemos muito. Em Contagem, daqui um tempo nós pretendemos mudar o modelo do caminhão e conhecer esse trabalho foi muito importante”, contou.