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Transformando lixo em cidadania.

1 de novembro de 2018

Feiras são fonte de renda e fortalecimento para trabalhadores da economia solidária

Evento contou com exposição dos produtos, oficinas e atividades culturais (Fotos: Diego Cota/Redesol MG)
Alimentação saudável livre de agrotóxicos, produtos feitos a partir do reaproveitamento de materiais e informações úteis para uma vida sustentável. Tudo isso levado ao público por trabalhadores da economia solidária, por meio de feiras. A última delas, nomeada de Festival da Primavera, foi realizada de 3 a 5 de outubro, no Centro de Belo Horizonte, e contou com apoio da Cooperativa Central Rede Solidária dos Trabalhadores de Materiais Recicláveis de Minas Gerais (Redesol MG).

O Espaço do Catador, utilizado pela Redesol MG para conscientizar sobre a necessidade do serviço de coleta seletiva, ocupou uma das tendas do evento. Nele foi explicado sobre a forma correta de separação dos materiais recicláveis. “Estamos falando da importância da coleta seletiva. Quando vamos consumir e comprar os nossos produtos nos mercados, devemos olhar se ele tem a possibilidade de ser reciclado”, revelou a catadora da Coomarp Pampulha, filiada da rede, Cleide Maria Vieira.

Segundo ela, nos três dias de festival, a questão principal foi em como fazer a separação do resíduo em casa. “Muitos tiraram dúvidas, alguns não sabiam se determinado material poderia ser reaproveitado ou como separar. Nosso foco foi explicar os tipos de papeis e plásticos, que são mais comuns. Falamos também sobre sucata e alumínio”, disse.

Espaço do Catador conscientiza sobre a maneira correta de fazer a coleta seletiva

O aprendizado adquirido com as dicas da catadora foi inédito para a prestadora de serviço do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), Vanessa Mateus Macedo. “É a primeira vez que estou vendo esse trabalho com recicláveis, o que a gente pode utilizar ou não”, contou. Ela vê a necessidade de separar cada tipo para dar a destinação correta. “Falei com uma amiga do serviço para separarmos para facilitar o trabalho do catador que passa na rua”, completou.

O Festival da Primavera foi realizado pelo Movimento da Economia Solidária e, além da Redesol MG, contou com o apoio do MTE. Chefe da Sessão de Economia Solidária do MTE, Fabiola Barbosa Martins avaliou o evento. “Foi muito produtivo. Contou com exposição dos produtos nas ruas, oficinas sustentáveis, ambientais, da reciclagem e outras, sempre com o olhar na sustentabilidade. A participação da Redesol MG é sempre um presente pra nós”, disse.


A catadora da Coopersoli-Barreiro, filiada à rede, Silvana Assis Leal, acompanha os eventos da economia solidária há vários anos em Belo Horizonte. Para ela, a rede está cada vez mais fortalecida no meio. “Com essa participação, vejo o quanto crescemos. Quando começamos a participar, nos sentimos fortalecidos nesses espaços. É uma parceria que a gente troca. Trazemos nossos conhecimentos e levamos os saberes de todos. Eu acho rico demais para o crescimento da Redesol estarmos juntos”, avaliou.

Fortalecimento da cultura solidária e sustentável


Além de ser espaço para comercialização dos produtos, as feiras são importantes para passar uma mensagem de que uma outra forma de economia, que preza pela sustentabilidade, é possível, como contou a artesã da Coopercon.sol BH, Osvaldina de Souza Silva. “O Festival da Primavera é importantíssimo. É o primeiro passo para nós mudarmos uma cultura”, disse.

Osvaldina trabalha com restos de linhas, lãs e retalhos. Segundo ela, com "tudo que for possível reciclar"

“É uma feira eco ambiental e estamos mostrando a importância de mudar a mentalidade. Além dos nossos produtos que são de reciclagem e reaproveitamento e têm uma importância muito grande para a ecologia, é também uma forma de conscientizar o público quanto ao lixo, por meio de conversas”, completou.

Para a gastronomia, a proposta do festival foi em uma alimentação saudável, vegana e vegetariana

Para a integrante do grupo Olivias Artes, Daniela de Oliveira, o local proporciona contato direto com o consumidor, além de ser o momento mais importante para os produtores. “São fonte de renda, uma forma de divulgar o trabalho e levar o sustento para nossa família. Muitas das vezes, o artesão quer viver da sua arte, mas é difícil. Então, as feiras nos fazem chegar às pessoas. Proporciona esse elo entre nós e os clientes”, revelou.

24 de outubro de 2018

Coopersoli-Barreiro: 15 anos promovendo inclusão social e protagonismo dos catadores

Foto: Diego Cota/Redesol MG

A Cooperativa Solidária dos Recicladores e Grupos Produtivos do Barreiro e Região (Coopersoli-Barreiro), empreendimento filiado à Cooperativa Central Rede Solidária dos Trabalhadores de Materiais Recicláveis de Minas Gerais (Redesol MG), completou, em agosto desse ano, 15 anos de existência, promovendo o desenvolvimento social e a inclusão socioprodutiva dos catadores.

A Coopersoli surgiu de um problema comum enfrentado por mães e mulheres moradoras de bairros periféricos da região do Barreiro, em Belo Horizonte, capital de Minas Gerais. Muitas delas solteiras e com filho para criar, tinham dificuldades de inserção no mercado de trabalho e encontraram no trabalho organizado e solidário uma oportunidade de empoderamento e de se desenvolverem economicamente.

A catadora cooperada Silvana Assis Leal conta que a formação do grupo começou com a organização das famílias em busca de moradia. “A campanha da fraternidade de 1993 tinha o tema ‘Onde moras?’. Então os padres de cada região começaram a mapear as famílias de baixa renda que não tinham moradia e as organizaram. No bairro Santa Cecilia, onde eu morava, comecei a participar das reuniões e ajudar na organização”, disse.

No final de 1999, Silvana conquistou sua moradia própria, em um conjunto habitacional localizado no bairro Itaipu. Segundo ela, assim que as famílias mudaram para o conjunto, elas sentiram a necessidade da geração de renda. “Nossos filhos eram pequenos e nós não tínhamos condições de sair pra trabalhar. A gente queria criar um negócio para ter renda”, afirmou.
Foto: Reprodução/Coopersoli-Barreiro

Antes da formação da Coopersoli, a catadora Elis Regina Martins Silvério conta que as trabalhadoras já realizavam, em conjunto, o trabalho com garrafas pet. Foi o primeiro negócio solidário criado com intuito de gerar renda. “No Itaipu, a gente coletava garrafas pet para fazer moldes para vassouras”, revelou. Na época, o pet representava um problema para Belo Horizonte devido ao descarte indevido do material na cidade.

A primeira experiência não foi rentável, como revelou Silvana, mas foi aí que surgiu a possibilidade de trabalhar com a gestão de resíduos. “A gente fez a primeira venda com muita expectativa, mas deu R$ 5 para cada uma. Foi aí que a gente começou a buscar outros parceiros. Descobrimos que a prefeitura tinha construído um galpão pensando em mexer com reciclagem. A gente achou interessante”, disse.

Para a formação do grupo associado de recicladores, que hoje é a Coopersoli, a Prefeitura de Belo Horizonte abriu um cadastro para os interessados em participar do processo de seleção. Foi dada a preferência para mães de família que moravam nos bairros Itaipu, Columbiara, Independência e Jatobá IV. O grupo inicial que formou a cooperativa era composto por 47 pessoas.
Marli dos Santos Miguel é uma das catadoras fundadoras da Coopersoli (Foto: Diego Cota/Redesol MG)

Na época, cinco catadores passaram por um processo de capacitação. Eles ficaram responsáveis por multiplicar o conhecimento para o restante do grupo. “Quando a gente veio pra cá, não sabíamos nada da separação. Algumas pessoas do galpão foram para a Asmare para aprender o processo de triagem e prensa. Eles nos ensinaram a trabalhar com os materiais recicláveis. No primeiro momento, achamos que era coisa de outro mundo, mas depois vimos que não”, revelou a catadora Marli dos Santos Miguel.

Inclusão social e empoderamento

Foto: Diego Cota/Redesol MG

Por ser exercido geralmente por pessoas de baixa renda, o trabalho dos catadores é uma importante ferramenta de inclusão social, por meio da atividade laboral. Nos diversos empreendimentos filiados à Redesol MG, a história se repete, com exemplos de superação e empoderamento feminino. A cooperativa, além de ser fonte de renda, proporciona também o desenvolvimento pessoal do catador, como é o caso de Elis Regina.

“Através da Coopersoli eu consegui sustentar meus filhos, comprar presente para eles e leva-los para passear. Passei a ter dinheiro para arrumar as unhas e fazer o cabelo. Aqui dentro, respeitar, acreditar e confiar foram coisas que aprendi. Posso dizer que saí da barriga da minha mãe, mas também saí da barriga da Coopersoli”, revelou a catadora ao falar da transformação que teve, por meio do trabalho.

Fazer parte de um grupo solidário proporcionou às trabalhadoras a possibilidade de conciliar a atividade com a maternidade, devido à flexibilidade de horário, algo que é difícil de ser conseguido no mercado de trabalho convencional. “Aqui na Cooperativa, no início, quem podia trabalhar de manhã, vinha de manhã, e quem podia trabalhar a tarde, vinha a tarde, por conta das crianças. Não é todo lugar que aceitaria nós trabalhando daquele jeito”, disse Elis Regina.

Sustentabilidade


O trabalho do catador também é forte aliado do desenvolvimento sustentável e uma parte essencial da economia circular. Para a catadora Silvana, sua atividade tem potencial de afetar positivamente várias pessoas. “Além de eu estar contribuindo comigo mesmo proporcionando vida digna, estou contribuindo com muitas outras vidas, na questão ambiental. Esse trabalho eu faço com orgulho”, apontou.

Intervenção do Programa Novo Ciclo reorganizou grupo de catadores filiado à Redesol MG

Foto: Diego Cota/Redesol MG

Quando o Programa Novo Ciclo chegou na Cooperativa Solidária dos Recicladores e Grupos produtivos do Barreiro e Região (Coopersoli-Barreiro), a situação estava delicada quanto à organização do empreendimento. Os catadores, que anteriormente retiravam uma renda segura do trabalho, dessa vez estavam convivendo com uma remuneração baixa, fato que gerou insatisfação de alguns cooperados com a atividade.

A filiada da Cooperativa Central Rede Solidária dos Trabalhadores de Materiais Recicláveis de Minas Gerais (Redesol MG) é uma das referências em Belo Horizonte na gestão dos resíduos sólidos, com mais de 15 anos em funcionamento. A intervenção do programa na Coopersoli teve como objetivo reorganizar a unidade do grupo e as etapas de produção. Para isso, foram realizadas oficinas com base na ferramenta de qualidade 5S.

A catadora Elis Regina Martins Silvério, que faz parte da Coopersoli desde sua fundação, contou que, antes da intervenção do Novo Ciclo, a cooperativa funcionava com duas turmas e que os catadores trabalhavam no formato 12h por 36h. “Depois disso, as coisas desandaram. A gente lutou para poder unir de novo. Nosso grande desafio é que todos voltem a trabalhar juntos”, revelou.
Durante o V Encare, as catadoras contaram sobre os avanços da Coopersoli (Foto: Diego Cota/Redesol MG)

Unir os catadores em turno único foi o primeiro caminho para a solução do problema, proposto pela equipe do Novo Ciclo. Com o desenvolver do trabalho, o formato de produção foi sendo alterado e os catadores foram realocados de funções com o intuito de aumentar a produtividade. “Ainda não está 100%, mas melhorou muito desde então. Todo dia tem que adequar até dar certo”, contou a catadora Marli Aparecida dos Santos Miguel.

A maior crise enfrentada pelos trabalhadores da Coopersoli não desanimou Marli, que é uma das fundadoras. Ela contou que sempre acreditou que a situação iria melhorar. “A gente não saiu porque tem esperança de mudar isso, de reverter a história. Já ganhamos bem aqui. Teve uma época que a retirada era de dois salários mínimos”, disse.

Para Elis Regina, esse processo de reorganização da Coopersoli só foi possível devido à atuação em rede, na Redesol MG. “Se não fosse a rede, a gente não teria conseguido o Novo Ciclo fazendo o acompanhamento e as oficinas. Tudo que eles (a equipe do Novo Ciclo) falaram, ensinaram e ajudaram a gente, foi muito bom. Se não fosse o Novo Ciclo, nós não tínhamos conseguido nos juntar direito. Foi o diferencial”, afirmou.

No final de abril, foi realizado um intercâmbio nas cooperativas de Belo Horizonte para troca de experiências. Na foto, os catadores da Coopersoli visitam a Coopemar Oeste (Foto: Divulgação/Redesol MG)

11 de setembro de 2018

Muro Inteligente: conheça o equipamento que tem promovido a coleta seletiva espontânea, em Pedro Leopoldo

Equipamento chama atenção dos morados para o descarte correto dos resíduos (Foto: Divulgação/Recoa PL)
Uma iniciativa inovadora, que tem como finalidade promover o hábito de destinar corretamente os resíduos recicláveis, tomou conta do município de Pedro Leopoldo, localizado na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Nomeado como Muro Inteligente, o equipamento de entrega voluntária de resíduos foi proposto e difundido pela Rede Comunitária em Ação (Recoa), parceira da Cooperativa Central Rede Solidária dos Trabalhadores de Materiais Recicláveis de Minas Gerais (Redesol MG).

O material depositado nos muros é recolhido pela Associação dos Catadores de Materiais Recicláveis de Pedro Leopoldo (Ascapel), filiada à Redesol MG. Segundo a presidente do empreendimento, Luciene Pereira de Almeida, a iniciativa aumentou a quantidade de material trabalhado na associação. “Deu impacto positivo na Ascapel, porque o material que a gente não tinha, hoje nós temos”, disse.

Ela explicou que em Pedro Leopoldo a coleta seletiva porta a porta é realizada uma vez por semana em cada bairro. Com isso, muitos moradores não gostavam de juntar o material durante esse tempo. A presença de muros pela cidade contribuiu para a mudança de hábito. “Com eles melhorou bastante, pois as pessoas que não esperavam pela coleta nas casas, passaram a depositar os recicláveis nos muros”, revelou.

Muro contém informações sobre os materiais (Foto: Divulgação/Recoa PL)

O equipamento está presente em 14 localidades. Estão geralmente em escolas da cidade e sua presença está aliada com ações de educação ambiental com os estudantes. O muro possui orifícios indicando o tipo de material que deve ser depositado em cada um. Atrás deles, existem gaiolas contendo os bags que comportam o material depositado e facilitam o recolhimento pelos catadores da Ascapel.

Segundo a coordenadora da Recoa, Márcia Lopes, o equipamento beneficia toda comunidade. “Os muros inteligentes são uma tecnologia social extremamente importante e de fácil identificação. Ele trás benefícios diretamente para a Ascapel. Para a comunidade trás a sensibilização ambiental. Os resíduos sólidos são responsabilidade de todos nós e temos que participar dessa gestão”, disse.

Iniciativa engloba trabalho artístico desenvolvido por adolescentes

Cada muro é caracterizado por uma arte desenvolvida em equipe por adolescentes da cidade. O grafite é feito para chamar atenção para a presença do equipamento, sempre com uma temática definida, além de levar algumas informações sobre os materiais. “Os grafiteiros são formados pela Recoa. Eles passam por uma capacitação que envolve ensinar o grafite e o respeito ao patrimônio público”, revelou Márcia.

Os jovens artistas contaram que o início do processo se deu com uma seleção realizada nas escolas buscando alunos que tinham habilidade em desenhar. Logo após, foram iniciadas as oficinas. “Nos apresentaram o projeto e qual a proposta da iniciativa”, contou Mateus Dias, de 18 anos, que ficou satisfeito com o resultado. “Fiquei muito feliz, porque sempre quis mostrar minha arte para um número maior de pessoas. Fiz e deu certo”, disse.

Projeto abre espaço para trabalho com jovens da cidade (Foto: Diego Cota/Redesol MG)


Mudança de hábito da população é realidade na cidade

Mateus contou que após a instalação de um muro inteligente no bairro onde mora, mais pessoas têm separado os recicláveis e isso reflete no aspecto do bairro. “O pessoal do meu bairro sempre coloca o reciclável nos muros. Já reduziu bastante a quantidade do que era descartado nas ruas”, revelou. Poliana Ribeiro, de 18 anos, que também faz parte do projeto como grafiteira, aponta a mudança de comportamento. “As pessoas estão aprendendo a separar o lixo que dá pra reutilizar”, disse.

Teodora Dureva, de 33 anos, ficou surpreendida ao saber que uma iniciativa como a dos muros inteligentes é algo raro na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A búlgara mora em Pedro Leopoldo há cerca de dois meses e usa os muros desde então. Durante os dois anos que reside no Brasil, ela não se recorda de uma iniciativa similar nas cidades onde morou. “Belo Horizonte é a terceira maior cidade do país e quase não tem esse tipo de equipamento. Morei em São Paulo e também não tinha nada disso. É uma vergonha”, revelou.

Diante da situação, ela aprovou a presença dos equipamentos na cidade, mas opinou que é preciso conscientizar mais as pessoas quanto a destinação correta. “Os muros inteligentes são muito bons, mas acho que é preciso mais. Também o povo tem que ser educado, tem que haver propaganda, pois vejo muito lixo nas ruas e nos quintais. Nas escolas é muito importante discutir o tema”, disse.

De onde veio?

O projeto dos muros inteligentes surgiu de um problema comum enfrentado por Pedro Leopoldo: a gestão de resíduos sólidos. Ele foi iniciado em 2013, quando o Instituto Holcim, integrado com a Rede América, capacitou associações para desenvolverem um projeto que tinha como finalidade resolver um problema comum a todos. O fato de a Ascapel participar do grupo levantou a necessidade de contribuir com a destinação dos resíduos, tópico que beneficia diretamente todos da cidade.
Muro Inteligente situado na Apae da cidade (Foto: Divulgação/Recoa PL)

1 de setembro de 2018

V Encare abordou atenção à saúde do catador e avanços da Redesol MG

Encare é realizado anualmente pela Redesol MG (Fotos: Diego Cota)

A Cooperativa Central Rede Solidária dos Trabalhadores de Materiais Recicláveis de Minas Gerais (Redesol MG) realizou o V Encontro de Catadores da Redesol MG (Encare), no sábado (25/08), na sede do Sindieletro-MG, em Belo Horizonte/MG. Ao longo do dia, os catadores dos empreendimentos filiados discutiram temas como saúde ocupacional e avanços alcançados na economia circular.

A presidente da Redesol MG, Ivaneide da Silva Souza, contou sobre a importância da realização do Encare. “Representa um momento para reflexão, planejamentos, debates e apresentações dos resultados das ações. É um espaço de troca de experiências, de conhecer e reconhecer os avanços, de comemorar e confraternizar com todos os catadores filiados e seus parceiros”, disse.


Saúde do catador da rede em destaque com o Projeto Cuidar


As atividades do dia começaram com a devolutiva dos resultados do Projeto Cuidar, iniciativa desenvolvida pela rede global WIEGO (Mulheres no Emprego Informal: Globalizando e Organizando). Por meio dele, foi realizado um mapeamento sobre a saúde do catador e a relação com as condições de trabalho em cinco empreendimentos filiados à rede: Associrecicle BH, Coomarp Pampulha, Coopersoli Barreiro, Ascar e Unicicla.

Pesquisa mapeou as condições de saúde dos catadores

Coordenadora do projeto, Sonia Dias relembrou que o Cuidar surgiu depois de um grupo temático sobre a saúde nos galpões realizado no III Encare, em 2016. “O encontro é um momento decisivo da história de vocês”, disse. Ela aprovou a forma como o público interagiu durante as apresentações. “Foi muito bonito ver os sorrisos e olhos brilhantes dos catadores e a participação ativa deles”, disse.

Grupo Parangolé foi responsável pela facilitação das temáticas. “A arte-mobilização tem sido uma poderosa ferramenta nos projetos da WIEGO para provocar reflexão e envolvimento", disse Sonia Dias
A vice-presidente da Redesol MG e presidente da Associação dos Catadores de Materiais Recicláveis de Sarzedo (Acamares), Marli Beraldo, destacou a construção coletiva da pesquisa. “Ficamos felizes ao voltar em um encontro com o resultado concreto de um estudo que fizemos juntos. O Projeto Cuidar é uma ferramenta para entendermos nossa saúde, a gente se enxerga nele”, afirmou.

Em Nova União, o levantamento feito pelo Cuidar foi fundamental para sensibilizar os gestores públicos durante o processo de contratação da Associação dos Catadores de Materiais Recicláveis de Nova União (Unicicla), como contou o diretor Anderson Viana. “Foi importante. Prefeitura e Ministério Público elogiaram o assessoramento da WIEGO sobre a saúde dos catadores. Nós temos que valorizar essa importante ferramenta”, disse.

O Projeto Cuidar tem a capacidade de empoderar o catador para a construção de políticas públicas, tendo em vista a saúde ocupacional, como apontou a pesquisadora da iniciativa, Fabiana Goulart. “É importante que os catadores se apropriem dos dados levantados e comecem a pensar no cotidiano da atividade para poder discutir nos municípios e nos estados uma política pública com qualidade”, sugeriu.

Resultados do Programa Novo Ciclo destacam sucesso da intervenção na Redesol MG


Entre os temas discutidos, os catadores tiveram a oportunidade de se informarem sobre os resultados da intervenção do Programa Novo Ciclo, na Redesol MG, que tem como objetivo principal proporcionar a comercialização direta dos empreendimentos de catadores de materiais recicláveis com a indústria recicladora. Foi feito um balanço das atividades do primeiro semestre de 2018.

Além dos resultados práticos já alcançados, como a venda de cargas conjuntas para a indústria, uma das ações do programa é preparar as cooperativas e associações para um melhor processo produtivo, por meio de oficinas. Um dos empreendimentos que receberam a atividade foi a Cooperativa Solidária dos Recicladores e Grupos Produtivos do Barreiro e Região (Coopersoli Barreiro).

Catadoras da Coopersoli Barreiro contaram os avanços com a intervenção do Novo Ciclo

Segundo o técnico da Redesol MG no Programa Novo Ciclo, Lelis Fonseca, a ação foi o primeiro desafio, a pedido da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH). “Foram feitas oficinas e a primeira foi uma de 5S de organização da produção. Conseguimos reorganizar o grupo. A Coopersoli funcionava em dois turnos, com duas turmas. Agora ela trabalha em turno único. É uma cooperativa só”, contou.

Outro avanço da Redesol MG é a articulação realizada nos municípios de Sabará, Caeté, Nova União, Taquaraçu de Minas e Bom Jesus do Amparo. Eles integram a Rota 381, uma iniciativa planejada pela rede para providenciar a comercialização conjunta dos empreendimentos, além do desenvolvimento de programas de coleta seletiva nas cidades.

A integrante da equipe de inovação do Programa Novo Ciclo, Maiza Lacerda, destacou o papel do catador e o potencial da rede. “O catador, dentro de todo esse processo, é peça fundamental. É o ator principal de tudo que é feito. Na Redesol MG, há uma boa qualidade de material e um volume interessante para o mercado. Há também um impacto ambiental positivo devido a isso”, apontou.

Advogados da Conafe Contabilidade esclareceram aos catadores quanto ao Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil (MROSC)

Leonardo Costa, da Coomarp Pampulha, explicou aos presentes o passo a passo para emitir nota fiscal de acordo com o manual elaborado pela Redesol MG sobre suspensão de PIS/Pasep e Cofins

Na ocasião, a Redesol MG promoveu a campanha "Avançando para um Novo Ciclo", que contou com a apresentação de um vídeo com os avanços da rede dentro da iniciativa. Veja aqui

24 de julho de 2018

Catadores da Unicicla assinam contrato com prefeitura de Nova União

Catadores e representantes do executivo se reuniram na sede da prefeitura (Foto: Divulgação/Unicicla)

A terça-feira (17/07) foi um dia histórico para os trabalhadores da Associação dos Catadores de Materiais Recicláveis de Nova União (Unicicla), filiada da Cooperativa Central Rede Solidária dos Trabalhadores de Materiais Recicláveis de Minas Gerais (Redesol MG).

Afinal, nessa data o empreendimento completou três anos de fundação e como reconhecimento aos anos de luta, os catadores assinaram o contrato de prestação de serviço com a prefeitura do município.

O diretor da Unicicla, Anderson Viana, falou do momento de felicidade dos catadores. “Estamos felizes, pois é um reconhecimento pelo trabalho prestado. Pra nós, significa que os catadores estão tendo um papel fundamental na gestão dos resíduos. O catador é protagonista do processo. É uma vitória para a categoria”, enfatizou.

O prefeito de Nova União, Ailton Guimarães Rosa, destacou a importância do contrato para a cidade. “É um marco para a destinação do resíduo do município e também um tratamento digno aos catadores, que são merecedores dessa evolução”, avaliou.

Parceria foi firmada depois de um processo de conscientização sobre a coleta seletiva (Foto: Diego Cota/Redesol MG)

23 de julho de 2018

Quando sementes são plantadas: conheça uma história fundamental para a formação da Redesol MG

Foto: Diego Cota/Redesol MG

Durante o I Encontro Mineiro da Economia Popular Solidária, na sexta-feira (05/07), um reencontro foi especial para a catadora da Cooperativa Solidária dos Recicladores e Grupos produtivos do Barreiro e Região (Coopersoli Barreiro), Silvana Maria Leal. Entusiasmada, ela deu um abraço na professora da Universidade Federal de Viçosa (UFV), Bianca Aparecida Lima Costa, para então começarem a contar um pouco do passado, quando a Coopersoli e a Coomarp iniciavam sua trajetória, em Belo Horizonte.

A atuação de Bianca foi fundamental para os empreendimentos e, mais tarde, para o surgimento da Cooperativa Central Rede Solidária dos Trabalhadores de Materiais Recicláveis de Minas Gerais (Redesol MG), como apontou Silvana. Em 2003, a professora integrava a equipe da então Agência de Desenvolvimento Solidário (ADS).

“Na época, a agência conseguiu financiamento para dar suporte para cooperativas. Já era trabalhada a ideia de rede de cooperação”, contou Bianca. O objetivo da iniciativa era disseminar a economia solidária como forma de geração de trabalho, renda e organização dos trabalhadores, frente a um quadro de grande informalidade e desemprego.

“Nossa equipe desenvolvia o trabalho junto com as cooperativas. Foi aí que a gente se conheceu e começou o acompanhamento e a assessoria técnica na Coopersoli e na Coomarp. A principal questão era contribuir para que esses trabalhadores, que não tinham experiência na gestão cooperativa e dos resíduos sólidos, pudessem se organizar e dar conta do processo”, revelou.

A intervenção reforçou também a importância de atuar em rede de cooperação para crescer. Foi então que a semente da Redesol MG foi plantada. Bianca tem história com os catadores, como Silvana fez questão de reforçar. “Ela tem uma legado com nós que é muito rico. Me emociono porque ela acreditou em nós. A gente só tem a agradecer”, completou.

Foto: Diego Cota/Redesol MG

20 de julho de 2018

Encontro da economia solidária discute avanços do setor, em Belo Horizonte

Foto: Diego Cota/Redesol MG

A Cooperativa Central Rede Solidária dos Trabalhadores de Materiais Recicláveis de Minas Gerais (Redesol MG) representou os catadores no I Encontro Mineiro da Economia Popular Solidária, realizado de 4 a 6 de julho, no Hotel San Diego, região Centro-Sul de Belo Horizonte. Foram reunidos representantes das onze regionais do estado que integram o Fórum Mineiro de Economia Popular Solidária.

O evento trouxe como tema central o fortalecimento da democracia, das redes de cooperação e do desenvolvimento social. Além disso, apresentou os avanços alcançados nos últimos anos dentro da economia solidária no estado. Para o superintendente de empreendimentos econômicos solidários da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese), José Ribeiro, trazer o diálogo à tona é importante para os trabalhadores.

“Hoje vivemos um cenário de retrocessos, de perdas de direitos e também o descumprimento com o compromisso do fortalecimento da democracia. Juntar o povo da economia solidária para esse debate é essencial”, disse.

Para a catadora da Cooperativa Solidária dos Recicladores e Grupos produtivos do Barreiro e Região (Coopersoli Barreiro), Silvana Maria Leal, a ocasião se tornou um espaço para troca de saberes em torno do que foi desenvolvido no âmbito estadual. “Aqui estamos alinhando o que tem e o que foi desenvolvido nos últimos anos. É um espaço importante, pois há um diálogo com os gestores para discutir o que pode avançar dentro da economia popular solidária”, avaliou.

Crescimento da Economia Popular Solidária, em Minas Gerais


Catadora artesã da Cooperativa dos Trabalhadores com Materiais Recicláveis da Pampulha (Coomarp), Cleide Maria Vieira está inserida na economia solidária há dez anos. Além de trabalhar com a triagem de materiais, ela garimpa, entre o montante de reciclável, peças que ganham uma nova vida a partir do seu trabalho artístico.

Ela aponta que houve evolução no setor. “Melhorou muito em 10 anos. Hoje em dia temos eventos para promover a economia solidária. Temos a possibilidade de questionar até mesmo a forma como o governo destina a verba”, revelou.

Expositores apresentaram seus trabalhos no último dia do evento (Foto: Divulgação/Redesol MG)
Segundo dados do governo estadual, a produção econômica solidária de Minas Gerais representa 15% do total produzido no Brasil. Entretanto, José Ribeiro destaca que o indicador é algo novo, pois passou a ser mensurado em 2015. “Ele vem sendo construído nos últimos anos. Hoje podemos dizer que a economia solidária está estruturada e tem indicadores para serem discutidos”, disse.

Dentro da importante marca ocupada por Minas Gerais está o papel decisivo dos catadores que, além de envolver trabalho e renda, proporciona benefícios diretos ao meio ambiente. A Redesol MG fez questão de levar ao encontro o Espaço do Catador, que conscientiza sobre a importância do trabalho do catador e da coleta seletiva solidária. “A catação é importante pelo retorno ambiental e pela geração de trabalho e renda. É uma forma poderosa de inclusão social”, destacou Cleide.

3 de julho de 2018

Redesol MG é parceira no processo de implantação da coleta seletiva, em Jequitibá

Comarb, empreendimento filiado à Redesol MG, vai realizar o serviço (Foto: Diego Cota/Redesol MG)

Jequitibá, cidade distante 112 km de Belo Horizonte, está próxima de entrar na lista dos municípios que executam a coleta seletiva. A Cooperativa Central Rede Solidária dos Trabalhadores de Materiais Recicláveis de Minas Gerais (Redesol MG), por meio da Associação dos Trabalhadores de Materiais Recicláveis de Baldim (Comarb), e o Programa Novo Ciclo são parceiros da prefeitura no processo de implantação.

Em reunião realizada na quarta-feira (13/06), que contou com a presença do prefeito da cidade e dos secretários que compõem a administração, começou a ser elaborado o Plano de Mobilização para a Coleta Seletiva, criado pela Redesol MG. Na ocasião, foram elencadas as potencialidades de Jequitibá e também os parceiros para a sensibilização junto aos moradores. A proposta da cidade é que o serviço esteja disponível a partir do mês de agosto.

A Comarb, empreendimento filiado à Redesol MG, tem sede na cidade e a coleta será realizada pelos catadores associados. De acordo com a presidente da associação, Elena Gomes Candeia, a iniciativa vai melhorar as condições de trabalho. “Atualmente, os catadores têm que abrir os sacos de lixo domiciliar para tirar os recicláveis. Com a coleta seletiva, o material vai vir limpo, preservando a saúde dos catadores e desenvolvendo sua renda”, disse.

A presidente da Redesol MG, Ivaneide da Silva Souza, explica que a implantação e revitalização do serviço é uma forma segura de aumentar o ganho dos catadores e a qualidade de vida na cidade. “Se não tiver a implantação da coleta seletiva no município, e isso só pode ser feito pelos gestores públicos, não é possível aumentar a renda do catador e os postos de trabalho”, revelou.

Com o serviço em parceria com os catadores, Jequitibá passa a cumprir a Política Nacional de Resíduos Sólidos, Lei 12.305/2010. “Além de atender a legislação, temos como norte a sustentabilidade. A partir do momento que trabalhamos dentro da lei e em prol de uma qualidade ambiental, temos essa sustentabilidade das ações de médio e longo prazo”, explicou a secretária de meio ambiente, Poliana Aparecida Valgas de Carvalho.

A partir do plano da rede, Jequitibá destinará o reciclável de forma sustentável (Foto: Diego Cota/Redesol MG)


Para que a coleta seletiva se mantenha como uma prática constante na cidade, é necessário o envolvimento de vários atores locais, como aponta o técnico da Redesol MG no Programa Novo Ciclo, Lelis Fonseca. “Além do poder público com suas secretarias, tem as associações comunitárias e outras. Cada ator tem sua importância. É um catalizador para que ninguém fique de fora do processo. Todos devem ter sua obrigação com o meio ambiente e com a implantação da coleta”, disse.

19 de junho de 2018

Catadores da Ascapel buscam se reerguer após incêndio no galpão da associação

Antes e depois do galpão da Ascapel (Imagem: Diego Cota/Redesol MG)

A Associação de Catadores de Pedro Leopoldo (Ascapel), filiada da Cooperativa Central Rede Solidária dos Trabalhadores de Materiais Recicláveis de Minas Gerais (Redesol MG), sofreu o pior incêndio de sua história, na quinta-feira (31/05). O fogo, de origem criminosa, destruiu o galpão de triagem e consumiu várias toneladas de materiais preparados para a comercialização.

A renda dos catadores e os maquinários do empreendimento foram comprometidos. Segundo a presidente da Ascapel, Luciene Pereira de Almeida, a carga de recicláveis estava avaliada em cerca de R$ 10 mil e esse valor seria destinado à remuneração mensal dos catadores. “O que mais pesou, a princípio foi o fato de ter perdido o dinheiro do pagamento dos associados. Ele foi todo queimado nesse incêndio”, disse.

Para contribuir com a reestruturação da associação, o interessado pode doar qualquer valor por meio da conta na Caixa Econômica Federal: Agência 0144, Operação 013, Conta 37431-3.



Momento difícil encontra conforto na solidariedade


O galpão da Ascapel fica localizado atrás da empresa Citygusa, próximo à Comunidade Monte Tabor, em uma região isolada na cidade de Pedro Leopoldo, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Era tarde no dia do fatídico incêndio quando Luciene chegou ao local e encontrou a estrutura em chamas. “Fui a primeira a chegar. Fiquei apavorada no momento. Vi o pagamento de treze pessoas indo embora e não podia fazer nada”, contou.

O estoque da associação estava cheio de fardos dos mais variados tipos de materiais recicláveis triados pelos catadores. Devido a greve dos caminhoneiros, que parou o Brasil naquela semana, não foi possível realizar a venda antes do feriado de Corpus Christi. “Como teve a greve, juntamos os fardos. A ideia era enviar todas as duas cargas de uma vez assim que a greve terminasse”, revelou.

A maior parte do galpão foi destruída pelo incêndio. Além das chamas, a tubulação de água foi quebrada, esvaziando a caixa. Com isso, não foi possível executar uma primeira ação antes da chegada de equipes para controlar o incêndio. “A nossa área acabou. Tem que fazer tudo novamente, porque não tem como trabalhar aqui da forma que está”, disse Luciene.

Para continuar o trabalho, a Ascapel está em funcionamento em outro galpão nas proximidades do que sofreu o dano. A mudança alterou a forma dos catadores trabalharem. Segundo Luciene, eles estão acostumados com o processo de triagem em mesa. Agora estão tendo que triar diretamente no chão. “A gente vai começar o processo todo de novo, da forma como tudo começou, separando no chão. Temos que pegar o costume até nos levantar. Isso gasta tempo”, contou.

Luciene ainda conta que mesmo depois desse momento tenso, todos os catadores associados se uniram no intuito de reerguer a Ascapel. Além disso, todos estão contentes com a solidariedade que a associação tem recebido. “Ficamos surpreendidos pelo apoio. A população inteira está com nós. Não tem como desistir se tem muita gente torcendo pra gente levantar. Nós vamos renascer da cinza”, afirmou.

Galpão da Ascapel antes do incêndio (Foto: Diego Cota/Redesol MG)

As chamas destruíram grande parte do galpão (Foto: Diego Cota/Redesol MG)