• Seja bem vindo!

    Somos a Redesol

    Acreditamos que o desenvolvimento dos empreendimentos deve ter por lógica o desenvolvimento das pessoas e da sociedade a partir da Solidariedade, Sustentabilidade, Dignidade e da Democracia. [...]

  • Quem somos?

    A Redesol MG – Cooperativa Central Rede Solidáia dos Trabalhadores de Materiais Recicláveis de Minas Gerais reúne cooperativas e associações de catadores de materiais recicláveis em uma melhor condição de organização, qualidade no trabalho e justiça social. [...]

  • Nosso trabalho.

    A Redesol MG tem o papel de unir suas filiadas para melhorar o desempenho desta em todas as áreas de atuação, procurando assim garantir-lhes desenvolvimento social, econômico, solidário, seguro e sustentável ao longo dos tempos. A partir da articulação em rede os empreendimentos tem apoio na comercialização de materiais recicláveis, melhoramento organizativo e tecnológico da produção, coleta, triagem, beneficiamento e transporte. [...]

Transformando lixo em cidadania.

4 de maio de 2019

Programa Novo Ciclo realiza reunião de avaliação na Redesol

Reunião contou com presença de redes da Região Metropolitana de Belo Horizonte (Fotos: Diego Cota/Redesol)

A Cooperativa Central Rede Solidária dos Trabalhadores de Materiais Recicláveis de Minas Gerais (Redesol) recebeu, na quarta-feira (24/04), gestores e técnicos do Programa Novo Ciclo para uma avaliação das atividades realizadas na terceira fase da iniciativa. A reunião aconteceu na Cooperativa dos Trabalhadores com Materiais Recicláveis da Pampulha Ltda (Coomarp), filiada da rede.

Na ocasião, os catadores da Redesol destacaram os avanços alcançados ao longo da execução do programa, com a comercialização em conjunto, diretamente para a indústria recicladora, e também o aumento da renda em alguns grupos, como é o caso da Coopersoli-Barreiro e da Associação Mãos Amigas, de Sabará.

De acordo com a presidente da Redesol, Ivaneide da Silva Souza, o programa se tornou fundamental para o desenvolvimento da rede. “O objetivo da Redesol era conseguir entrar na indústria. Em um ano e cinco meses de intervenção, o Novo Ciclo já se tornou um marco, tanto para a organização, quanto em fazer a gente acreditar no nosso potencial. Pra gente o programa foi grande”, disse.

Segundo o gerente do Fundo Danone Ecosystem para as Américas, Timothée Murillo, esse é um momento de avaliação do projeto, que é uma das principais iniciativas apoiadas pela instituição. “Considerando a importância do Novo Ciclo, a gente queria fazer uma avaliação de campo para entender bem a dinâmica, o que consegue ser feito, quais lições que podemos tirar e levar para outras regiões e entender qual o nível de fortalecimento que nós conseguimos em sete anos”, contou.

Gestores e técnicos da Danone e Fundação Avina estiveram presentes

A gerente de sustentabilidade da Danone Brasil, Luiza Yang, destacou o legado que o programa proporcionou aos catadores. “Ele criou as bases para as pessoas aprenderem e experimentarem, principalmente em relação à comercialização e fortalecimento das redes. Eu acho que isso é um legado, que independentemente da existência do Novo Ciclo ou outro programa, empodera os catadores para entendimento da importância da atividade de catação e da formalização”, afirmou.

O empoderamento dos catadores da Redesol é de longa data e foi fortalecido com o Novo Ciclo, como contou Ivaneide. “O entendimento de conseguir fazer a gestão começou com o projeto do Cataforte III, e teve grandes avanços no Novo Ciclo. Hoje vemos o quanto estamos preparados para gerir projetos a partir da rede”, revelou.


A iniciativa dos catadores é algo observado por Timothée ao longo dos anos. “Estou vendo, ano após ano, que o projeto vai além do que tinha desenhado inicialmente. O nível de empreendedorismo, de iniciativa e liderança, que vem das cooperativas, faz com que o projeto esteja se adaptando. Mesmo quando a situação econômica fica difícil, os catadores sempre acham novas respostas e soluções para seguir resistindo, com oportunidades dignas para as pessoas que trabalham nas cooperativas e associações”, disse.

Timothée elogiou estrutura da Coomarp, filiada da Redesol

Programa CataFácil, que auxilia na gestão dos empreendimentos, foi apresentado aos participantes

“Enquanto o que eu vi, é a cooperativa mais avançada globalmente. Tive a oportunidade de visitar várias, mas em nível de equipamento, infraestrutura e ordenamento da cooperativa, dá pra ver que estão em um nível muito avançado. O pessoal parece contente por trabalhar aqui, tem sentimento de orgulho, de dignidade. Eles compartilham da pausa de café, dá pra ver que é um ambiente produtivo de trabalho, de solidariedade. Fiquei também muito surpreso pelas ferramentas, como o CataFácil, o monitoramento do volume e a separação por casa tipo de material. Acho isso muito positivo, gostaria que essa cooperativa fosse um exemplo para outras.”

28 de março de 2019

Com apoio dos catadores da Comarb, mobilização chama atenção para coleta seletiva, em Baldim/MG

Mobilização envolveu alunos de escolas municipais e estaduais em dois dias de atividades (Foto: Diego Cota/Redesol)

Se depender do empenho dos estudantes da cidade de Baldim, localizada na Região Metropolitana de Belo Horizonte, a coleta seletiva vai ser um sucesso. Nos dias 21 e 22 de março, a prefeitura local, em parceria com as catadoras e catadores da Associação dos Trabalhadores com Materiais Recicláveis de Baldim (Comarb), filiada da Cooperativa Central Rede Solidária dos Trabalhadores de Materiais Recicláveis de Minas Gerais (Redesol), promoveu ações de conscientização ambiental para a coleta seletiva, em comemoração à Semana da Água.

O espetáculo “Nem tudo que há no lixo, não é lixo não”, estrelado pelos personagens Dona Recicla e Dom Cata Tudo, da atriz Raquel Quintão e do ator Márcio Vesoli, mobilizou os estudantes de escolas municipais e estaduais de Baldim e do distrito de São Vicente. A interação com os alunos começou com uma peça teatral, onde foi explicado como deve ser feita a separação do resíduo reciclável para a coleta seletiva e sua importância para a preservação ambiental.

Na segunda parte da atividade, os estudantes foram às ruas do pequeno município em um cortejo com música e cartazes coloridos chamando a atenção da população e dos comerciantes para a necessidade da adoção de práticas sustentáveis. A catadora da Comarb, Elena Gomes Candeia, revelou que a ação já começou a surtir efeito. “Em grupos de discussão, moradores e comerciantes já cobram a instalação de um ponto de entrega no centro da cidade”, disse.

Estudantes confeccionaram cartazes e faixas para o cortejo (Foto Diego Cota/Redesol)
A secretária de meio ambiente de Baldim, Cláudia de Castro Rosa, contou que a atividade precede uma ação prática de coleta que vai envolver as escolas, inicialmente pela Escola Municipal São Bernardo. “Vamos fazer uma experiência de aqui ser um ponto de entrega voluntária (PEV). Não vai ter dia determinado da semana para eles trazerem os recicláveis. Nesse início, vai ser livre. Tudo que for produzido em casa, eles vão trazer pra cá, todos os dias. A Comarb vai coletar esse material”, revelou.

“A associação dos catadores é muito importante. É um local que temos para a destinação correta. São pessoas que fazem um trabalho necessário. Então, estamos empolgados porque queremos que essa parceria evolua cada dia mais”, completou Cláudia.

Para Elena, a ação foi positiva, tanto para os alunos quanto para os catadores que se empenharam na realização. “Com essa mobilização, esperamos que a população destine corretamente o reciclável e contribua para uma cidade mais limpa e sustentável. Também visamos a melhora na renda dos associados”, contou.

Iniciativa foi realizada em conjunto com as catadoras e catadores da Comarb (Foto: Diego Cota/Redesol)


A mobilizadora Raquel Quintão destacou que toda ação tem poder de transformar uma determinada realidade, mas ponderou que, para Baldim evoluir com o programa de coleta seletiva, é necessário envolver todos, não apenas os estudantes. “Para as crianças, a proposta do teatro foi perfeita, pois temos que tratar de uma forma lúdica, mas só o teatro não funciona. Para avançar com o serviço de coleta seletiva, é preciso envolver vários atores da comunidade, com atividades variadas para diferentes públicos”, sugeriu.

O ator Márcio Vesoli lembrou que a educação ambiental deve ser uma ação contínua. “Ela funcionou nesse primeiro momento, mas deve ser constante. Só vai continuar funcionando se tiver o incentivo da escola, Comarb, Prefeitura e secretarias. Então, tem que ser um trabalho feito com cautela e constância e precisa atingir os comerciantes”, disse.

Dona Recicla e Dom Cata Tudo levaram alegria com informação para as crianças (Foto: Diego Cota/Redesol)


Interação com os estudantes

Durante toda a ação, seja no teatro ou no cortejo, a interação dos estudantes com o tema foi intensa. A forma lúdica e bem-humorada despertou o interesse das crianças. “Nosso objetivo é levar alegria, brincadeira, poesia, arte e cultura, mas muita informação. É transformar a comunidade através do fazer artístico, com os pensamentos da mobilização social, voltado para a reciclagem, para o meio ambiente e resíduos, e principalmente despertar em cada pessoa a responsabilidade com todos aqueles resíduos que produz”, explicou Márcio Vesoli.

Veja, no vídeo a seguir, um trecho da apresentação.



Previamente, as escolas trabalharam o tema com os estudantes, por meio de ensaio das músicas e da confecção de cartazes e faixas educativas para o cortejo. De acordo com a secretária de educação do município, Silvane Emilia Franco Fonseca, cerca de 500 alunos tiveram acesso à atividade nos dois dias de ação. Ela destaca que esse público tem potencial para proliferar o aprendizado em casa.

“Para que haja essa interação das crianças, deve haver o trabalho conjunto dos gestores públicos. Geralmente são as crianças que vão orientar os pais nessas questões. Será o início de um trabalho que vamos dar continuidade”, disse Silvane.

Participações

Primeira atividade foi realizada na Escola Municipal São Bernardo (Foto: Diego Cota/Redesol)

Participaram da ação a Redesol e o Programa Novo Ciclo, por meio da Comarb. Por parte do executivo municipal, foi um trabalho conjunto das secretarias de Meio Ambiente, Educação e Saúde. A parte lúdica de mobilização foi feita por Dona Recicla e Dom Cata Tudo, do Coletivo MundicÁ, e pelo Palhaço Olegário, do Circo Miudinho.

Márcio Vesoli, o Dom Cata Tudo, do Coletivo MundicÁ, revelou a satisfação em fazer parte da ação. “Agradeço imensamente a prefeitura e as secretarias por nos ter chamado. Foi muito bacana ter ido, ficamos muito satisfeitos. Ficamos felizes com a participação das pessoas, da mobilização da cidade. Foi incrível essa parceria”, disse.

Acesse nossa página no Facebook e veja mais fotos da ação (Foto: Diego Cota/Redesol)

22 de março de 2019

Catadores da Redesol são aliados na preservação do Rio das Velhas

Gestão de resíduos sólidos é fundamental para preservação das águas (Foto: Diego Cota/Redesol MG)

O descarte indevido dos resíduos sólidos provoca ao meio ambiente uma série de consequências negativas. Uma das mais preocupantes é a poluição de rios e cursos d’água, que compromete as bacias, oceanos e vida aquática. Em razão do Dia Mundial da Água, comemorado em 22 de março, a Cooperativa Central Rede Solidária dos Trabalhadores de Materiais Recicláveis de Minas Gerais (Redesol MG) conta como o trabalho dos catadores filiados contribui para a preservação da bacia do Rio das Velhas, uma das maiores do estado.

É necessário contextualizar que a rede está presente em oito municípios mineiros e sete desses integram a região da bacia do Velhas. Em todos eles há o serviço de coleta seletiva implantado, que é um dispositivo necessário para a destinação correta do resíduo. Para que chegue ao catador, a população deve fazer a separação em casa. A presidente da Redesol, Ivaneide da Silva Souza, conta que, ao separar o reciclável do não-reciclável, o morador pode ter certeza que sua ação foi a adequada.

“Quando ele manda para a coleta seletiva, seu material não vai poluir a natureza. Além dos rios, não há exploração de matéria-prima, isso implica na economia de água no processo. A coleta seletiva implantada e os catadores fazendo seu trabalho adequadamente, dando destino correto aos resíduos, evita com que esses resíduos cheguem e poluem as águas", revelou.

De acordo com a secretária-adjunta do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio das Velhas (CBH Rio da Velhas) e secretária de meio ambiente de Jequitibá, Poliana Valgas, o catador é um profissional necessário para a sustentabilidade das águas. 

"Os catadores são agentes ambientais importantíssimos no processo de preservação das águas e das bacias. A destinação incorreta dos resíduos está totalmente ligada à qualidade das águas de um rio. Se não é feita da forma correta, algum curso d’água ou rio vai sofrer com isso. Vai ter rio contaminado, poluído, problemas de saúde pública com a proliferação de vetores. O catador é um grande profissional que contribui muito com a preservação de uma bacia", disse.

Além do trabalho diário nos galpões, os catadores articulam pela preservação ambiental (Foto: Diego Cota/Redesol MG)

Além de se empenharem diariamente com o tratamento dos resíduos recicláveis, os catadores da Redesol são participantes ativos em espaços de discussão sobre a preservação das águas. Em Sabará e Nova União, localizadas na Região Metropolitana de Belo Horizonte, a Associação Mãos Amigas e a Unicicla participam do Programa Pro-Mananciais, da Copasa, que tem como objetivo recuperar os recursos naturais das bacias hidrográficas que são utilizadas com a finalidade de abastecimento.

Ambas as associações têm representantes na composição dos subcomitês. Mãos Amigas, pelo Subcomitê Poderoso Vermelho, e Unicicla, pelo Subcomitê Rio Taquaraçu. De acordo com a catadora da Associação Mãos Amigas, Genessi Ferreira, a presença nos espaços de discussão proporciona maior aproximação para propor ações em benefício de todos. “O envolvimento da Mãos Amigas com a preservação das águas é que tendo uma pessoa da associação como conselheira fica mais fácil fazer cobranças a respeito da preservação das águas e também da preservação da natureza”, revelou.

Catadores da Unicicla participam do Mutirão Jogue Limpo com Taquaraçu (Foto: Diego Cota/Redesol MG)

O catador presidente da Associação dos Catadores de Materiais Recicláveis de Nova União (Unicicla), Anderson Viana, reforça a importância da coleta seletiva executada em sua cidade. “Ela por si só já é uma ação que garante que materiais recicláveis não tenha como destino os cursos d'água da nossa bacia do Rio Taquaraçu”, contou.

Já a catadora da Associação dos Trabalhadores com Materiais Recicláveis de Baldim (Comarb), Elena Gomes Candeia, revela que o trabalho dos catadores também tem potencial para conscientizar. "Nós visamos despertar a consciência dos associados e de toda comunidade da importância da segregação do resíduo reciclável do orgânico. E diante dessa importância, perceber que vai muito além, representa o respeito ao meio ambiente", disse.

Bacia do Rio das Velhas

O Rio Taquaraçu é um dos afluentes do Velhas (Foto: CBH Velhas - Leo Boi/TantoExpresso)

O Rio das Velhas tem extensão de 801 km, sendo o maior afluente do Rio São Francisco nesse quesito. Sua bacia envolve 51 municípios mineiros e é importante para o abastecimento e desenvolvimento das atividades extrativas minerais, industrial, agropecuária e agricultura. Cerca de 60% da RMBH é abastecida pelo Velhas.

O rio é dividido em três regiões: Alto, Médio e Baixo Rio das Velhas. Ele representa uma diversidade de ecossistemas aquáticos, principalmente na região da Serra do Cipó, local de maior preservação.

15 de março de 2019

Redesol proporcionou economia de mais de meio milhão aos municípios, em 2018

A reciclagem proporciona diversos benefícios e economia de recursos (Foto: Diego Cota/Redesol MG)

Que o trabalho dos catadores de materiais recicláveis proporciona uma série de benefícios sociais e ambientais muita gente sabe. Um lado que não é tão falado é que ele também gera economia de recursos públicos que seriam gastos com aterramento desses resíduos. Em 2018, a Cooperativa Central Rede Solidária dos Trabalhadores de Materiais Recicláveis de Minas Gerais (Redesol MG) gerou, aos municípios, economia de mais de R$ 565 mil ao destinar os materiais para a cadeia produtiva da reciclagem.

Foi tomado como referência o valor cobrado pela Central de Tratamento de Resíduos Macaúbas, que possuí um aterro localizado em Sabará, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A maioria das prefeituras, que contam com uma filiada da Redesol em sua cidade, destinam o resíduo da coleta domiciliar para a localidade.

Foto: Diego Cota/Redesol MG


A economia de recursos ao oferecer a possibilidade que o material não seja aterrado é apenas uma pequena parte dos benefícios que os catadores geram. Isso porque o serviço de coleta nas cidades envolve outros custos, como manutenção de caminhões, combustível e mão de obra. Poupar as viagens ao aterro e priorizar que os resíduos sejam destinados para empreendimentos de catadores é mais um aliado da economia.

O presidente da Associação dos Catadores de Materiais Recicláveis de Nova União (Unicicla), Anderson Viana, explicou que o volume do material influencia quando o município opta por mandar toda a coleta para o aterramento. “O material reciclável ocupa muito espaço no caminhão. Quando vai para o aterro, o município deixa de levar o que realmente deveriam, que é a matéria orgânica. Aquele que leva o reciclável, tem que fazer mais viagens com o caminhão, o que gera mais custos”, explicou.

Além disso


Aterrar materiais que podem ser reciclados é o mesmo que enterrar riqueza, de acordo com os catadores. A reciclagem é fonte de renda e inclusão socioprodutiva para esses trabalhadores, e diminui o impacto ambiental ao substituir a matéria-prima no processo produtivo das indústrias recicladoras.

Foto: Divulgação/Redesol MG

Empreendimentos entram em nova fase pela sustentabilidade da Redesol MG

As bases vão contribuir de acordo com o volume de produção (Foto: Diego Cota/Redesol MG)

A partir de março, os empreendimentos filiados a Cooperativa Central Rede Solidária dos Trabalhadores de Materiais Recicláveis de Minas Gerais (Redesol MG) vão contribuir mais ativamente com a manutenção das despesas administrativas para as atividades. Ficou definido que cada base vai repassar recurso de acordo com a produção do mês anterior. A iniciativa visa garantir sustentabilidade para as ações em rede.

Para a presidente da Redesol, Ivaneide da Silva Souza, o posicionamento do grupo demonstra a experiência solidária obtida ao longo dos anos. “Isso se deve ao amadurecimento dos empreendimentos. Inicialmente, a gente não sentia a responsabilidade do negócio. Quando começamos a trabalhar com formações para entendermos a necessidade de uma articulação maior para melhorar as condições de trabalho e renda, essa mentalidade mudou. Esse crescimento fortaleceu toda a Redesol e o grupo se uniu mais”, afirmou.

A sugestão partiu do técnico da Redesol MG no Programa Novo Ciclo, Lelis Fonseca, após estudo sobre qual seria a melhor forma mais justa para a contribuição. Ele explicou o potencial que terá para os catadores. “Ela vai trazer sustentabilidade. Todos vão contribuir de forma igualitária. Não é em igualdade de valor, mas em igualdade de direito e produção. Vão pagar de acordo com o que cada base produz”, contou.

“Ao longo do tempo, empreendimentos colheram benefícios, mas não contribuíam diretamente. Isso vai trazer engajamento, pois ao contribuir, os catadores vão sentir mais pertencentes à rede e vai cobrar mais as ações. Aumentará o sentimento de unidade do grupo”, completou.

Foto: Redesol MG

Outro ponto destacado pela presidente da rede foi o ganho de autonomia que vai proporcionar. “A gente consegue pensar melhor o negócio quando tem recurso próprio, com projeto ou não, de dar continuidade aos trabalhos da rede. Não ficaremos tão dependentes de parceiros em um negócio que consideramos promissor, não só dentro dos empreendimentos, mas também desse negócio maior que é a Redesol”, avaliou.

“Antes a gente tinha dificuldade de entender como um investimento, mas com o passar do tempo a rede veio rendendo bons frutos às bases. Quando temos os resultados, as coisas ficam mais claras para serem discutidas e aceitadas. Hoje os catadores estão seguros em investir na rede”, finalizou Ivaneide.

14 de março de 2019

Programa Bolsa Reciclagem adota novos procedimentos após mudança de governo

Imagem: Redesol MG

Os catadores de materiais recicláveis de Minas Gerais devem ficar atentos com as recentes alterações no Programa Bolsa Reciclagem, Lei Estadual nº 19.823/2011, que concede incentivo financeiro às cooperativas e associações de catadores pela contraprestação de serviços ambientais. Na terça-feira (19/02), foi publicada a deliberação dos novos procedimentos para participação, feita pelo Comitê Gestor do programa.

Entre as alterações, o novo texto adicionou mais um requisito para cadastro no programa. O item IV, do artigo 4º, solicita a emissão de “atestado de que o trabalho é executado apenas por adultos maiores de 18 anos, assinado pelo representante legal da associação ou cooperativa”.

Veja o texto atualizado na íntegra, por meio do link: https://goo.gl/VfxftS

Fique atento ao novo endereço


O comitê da bolsa, que funcionava no Centro Mineiro de Referência em Resíduos (CMRR), mudou de endereço. Desde a segunda-feira (11/03), ele funciona na Cidade Administrativa Presidente Tancredo Neves, sede do Governo de Minas. Deste modo, todas as documentações necessárias para a participação no programa, assim como a entrega das notas de comercialização, devem ser destinadas para o novo local.

Fundação Estadual do Meio Ambiente (FEAM)
Cidade Administrativa – Prédio Minas – 1º andar.
Rodovia João Paulo II, 4143, Bairro Serra Verde, CEP 31630-900.
Contato: Luciene 3915-1197 – luciene.alves@meioambiente.mg.gov.br;
E-mail: bolsa.reciclagem@meioambiente.mg.gov.br

Redesol MG capacita cooperativa de vendedores de água de Belo Horizonte

Grupo de economia solidária existe desde 1999 (Foto: Diego Cota/Redesol MG)

A gestão da Cooperativa Central Rede Solidária dos Trabalhadores de Materiais Recicláveis de Minas Gerais (Redesol MG) pelos catadores é um exemplo positivo para a economia solidária em Belo Horizonte e Região Metropolitana. Na terça-feira (12/02), os cooperados da Cooperativa dos Vendedores de Bebidas, Água Mineral e Similares (Cooperágua), que atuam na Feira de Arte e Artesanato da Avenida Afonso Pena, receberam capacitação sobre cooperativismo e gestão solidária, ministrada pela rede.

Dentre as demandas elencadas, está o resgate da união do grupo. O empreendimento atua desde 1999 com a venda de bebidas. Os cooperados contaram que nos primeiros anos a cooperativa se destacava em âmbito nacional. “Pessoas de outros estados visitavam para conhecer e aprender sobre nossa gestão”, revelou um dos fundadores, Edson Barbosa.

Mas com o passar dos anos perderam a força e a representatividade que havia no início. Para o presidente da entidade, Geovani Dias, é preciso que o grupo se capacite e entenda mais sobre os princípios do cooperativismo para que a atividade se sustente.

Vendedores receberam orientação sobre cooperativismo da Redesol MG (Foto: Diego Cota/Redesol MG)

A presidente da Redesol MG, Ivaneide da Silva Souza, explicou a importância para os trabalhadores de estarem presentes nas discussões e fóruns de economia solidária promovidos na cidade. “Vocês têm que mostrar que são parte da economia solidária como um grupo organizado. É um espaço muito importante, é daqui que saem definições sobre realização de feiras, por exemplo”, disse.

Os cooperados atuam somente aos domingos na Feira de Arte e Artesanato da Avenida Afonso Pena e, há um tempo, enfrentam dificuldades que comprometeram a produção do grupo. Entre elas, a concorrência com outros vendedores de água, que, em algumas ocasiões, não vendem água mineral, e acabam ganhando os clientes pelo menor preço.

Para o assessor técnico da Redesol MG no Programa Novo Ciclo, Lelis Fonseca, uma demanda essencial é criar identificação com o público da feira. “É necessário divulgar o trabalho e elaborar uma marca que identifique os vendedores da Cooperagua, diferenciando-os dos demais. Além disso, devem focar na questão da saúde, relacionando com a qualidade e procedência da água que a pessoa vai beber, que não corre o risco de ser de torneira”, sugeriu.

Edson Barbosa destacou a importância dessa primeira capacitação e, apesar da sala cheia, deseja que mais pessoas tenham acesso aos momentos de formação. “O bate-papo foi muito bom para nós. O ideal seria se todos os cooperados pudessem participar. Precisamos de mais palestras como essa, de mais capacitações e diálogos com pessoas instruídas sobre cooperativismo, como vocês da Redesol”, disse.

Foto: Diego Cota/Redesol MG

4 de março de 2019

Beneficiamento do vidro proposto pela Redesol MG é prática de sucesso no Brasil

São recolhidos, em média, 200 toneladas de vidro por mês nos Locais de Entrega Voluntária (Foto: Diego Cota/Redesol MG)

A gestão do vidro descartado pelos moradores representa um desafio para os municípios. Por ser um material pesado, volumoso e de baixo custo, ele acaba por não ser atraente para os empreendimentos de catadores, pela falta de espaço suficiente para acondiciona-lo. É por isso que a Cooperativa Central Rede Solidária dos Trabalhadores de Materiais Recicláveis de Minas Gerais (Redesol MG) tem um projeto focado na solução desse problema.

Com a proposta de receber e beneficiar o vidro produzido em Belo Horizonte, e posteriormente das diversas regiões mineiras, a Central de Beneficiamento de Resíduos Vítreos é um projeto em parceria com o Programa Glass is Good, da Diageo, que coleciona exemplos similares que obtiveram sucesso em diversos locais do país.

Essa iniciativa de logística reversa do vidro começou antes mesmo da aprovação da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), como conta a integrante da Ong 341 Caminho Suave e gestora operacional do Programa Glass is Good para a Diageo, Valéria Quaglio. “O programa começou em 2010, em São Paulo. A primeira cooperativa gerava 3 toneladas de vidro/mês e hoje ela tem capacidade para 60 ton/mês. Isso gera renda para os catadores e a gente recicla esse vidro que iria para o aterro. Além dessa, crescemos para mais três cooperativas em São Paulo e posteriormente para outros locais do país”, contou.

Um dos pontos positivos de investir em um empreendimento como esse na capital mineira é o fato que é gerado muito vidro pelos moradores. Além disso, BH é conhecida por ser a capital mundial dos bares. “Acredito que BH tem um volume muito grande por ser uma cidade com muitos bares, as pessoas gostam de beber”, avaliou Valéria.

Diferente de outros materiais comercializados, o vidro não sofre alterações repentinas nos preços. A gestora do programa explicou que, quando bem gerido, a comercialização do vidro pode promover uma segurança financeira aos empreendimentos. “Eles sabem quanto vão ganhar de acordo com a quantidade, porque o vidro tem preço fixo. Além disso, ele gira rápido. Com uma logística bem definida, ele escoa bem e o resultado é satisfatório”, disse.

Foto: Diego Cota/Redesol MG

A princípio, a Central de Beneficiamento vai receber o vidro recolhido nos Locais de Entrega Voluntária (LEVs), disponibilizado pela prefeitura em diversos pontos da capital. Atualmente, esse material é destinado para a Cooperativa dos Catadores de Materiais Recicláveis da Região Oeste de Belo Horizonte (Coopemar Oeste), filiada da Redesol MG, pois é a única com área suficiente para gerir o montante, de cerca de 200 toneladas mensais.

Valéria aposta no bom resultado com a implantação da central, porque a rede acumula capacidade e expertise. “Acredito muito na Redesol. A gente vem trabalhando junto há dois anos, esperando que a coisa realmente cresça e que possamos ter um fluxo maior. É uma rede que tem experiência, fez capacitação e sabe como vai desenvolver em cima da questão do vidro”, finalizou.

Associação Mãos Amigas: um caso de sucesso da Redesol e Programa Novo Ciclo, em 2018

Pátio da associação após segundo dia de mutirão, em fevereiro de 2018 (Foto: Diego Cota/Redesol MG)
Devido à atuação da Cooperativa Central Rede Solidária dos Trabalhadores de Materiais Recicláveis de Minas Gerais (Redesol MG), em parceria com o Programa Novo Ciclo, que tem como objetivo capacitar o trabalho realizado nas bases, a Associação Mãos Amigas dos Catadores de Materiais Recicláveis de Sabará apresentou crescimento notável, que resultou na mudança de realidade de um grupo que, no início de 2018, estava fragilizado.

Além das oficinas de capacitação, foram feitos mutirões solidários e a articulação política, por meio de reuniões com o poder público local. Uma das primeiras mudanças foi no formato de produção, como conta a presidente da Redesol MG, Ivaneide da Silva Souza. “Alguns trabalhavam lá como serviço temporário. Não tinham grupo formado, pois não tiravam renda suficiente para sustento. Levamos uma forma de trabalho mais justa onde conseguiriam tirar uma renda que possibilitaria visualizar melhora na condição de vida”.

A catadora da Associação Mãos Amigas, Genessi Ferreira, revelou que o novo formato incentivou os catadores a trabalharem mais focados, fato que resultou diretamente na produção e no ganho individual. “Por causa da mudança no modelo, os catadores se desenvolveram mais. A partir do momento que passamos a trabalhar por produção, alguns viram que não produziam bem, aí puderam evoluir”, disse.

O grupo, que no 1º bimestre de 2018, comercializou 4,5 toneladas de materiais, fechou o ano com a produção total de 144 toneladas, uma média de 12 por mês. O 4º e 5º bimestre foi quando o empreendimento teve maior destaque ao comercializar 43,5 e 51 toneladas de recicláveis, respectivamente.


Para Genessi, o resultado é reflexo direto das ações formativas na Associação Mãos Amigas. “É por causa do envolvimento da rede, juntamente com o Programa Novo Ciclo, que melhorou bastante a convivência e o desenvolvimento produtivo. Foi onde tivemos várias capacitações para a produção, em como separar os materiais, relações interpessoais e outras”, contou.

Entretanto, Ivaneide revelou que neste momento é hora de o grupo ganhar autonomia. “Foi um trabalho muito presente da Redesol no último ano. Cada grupo tem um tempo. A gente alavanca um pouco e depois a rede recua, deixa para ver como o empreendimento pode caminhar. Agora é um momento de recuo para que o grupo possa construir sua identidade”, finalizou.

28 de fevereiro de 2019

Números demonstram empenho dos catadores com o crescimento da Redesol

Foto: Divulgação/Redesol MG

A Cooperativa Central Rede Solidária dos Trabalhadores de Materiais Recicláveis de Minas Gerais (Redesol MG) realiza, há quase uma década, um trabalho de grande importância social e ambiental em Minas Gerais. O resultado da produção obtido no último ano, que contou com a parceria do Programa Novo Ciclo, representou um salto na gestão solidária dos catadores filiados.

As bases da rede totalizaram 6.107 (seis mil cento e sete) toneladas de materiais recicláveis comercializados na cadeia produtiva da reciclagem. Em média, foram produzidas mais de 16 toneladas diárias, resultado que reflete o trabalho minucioso do catador ao segregar e preparar para a venda os diversos tipos de papéis, plásticos, metais e vidros.



Para chegar nesse resultado, a intervenção do Programa Novo Ciclo foi essencial. Ele levou ao entendimento dos catadores a necessidade de manter as informações de produção atualizadas. Para a presidente da Redesol MG, Ivaneide da Silva Souza, foi fundamental para poder visualizar o potencial da rede. “Antes a gente não conseguia 30% desses dados. Depois que entramos no programa, os empreendimentos entenderam a necessidade que tinha de a rede ter acesso para melhor planejar o negócio”, disse.

Um dos objetivos do Novo Ciclo é proporcionar a comercialização direta com a indústria recicladora. O processo de negociação, aliado com a informação em dia sobre a capacidade produtiva, resultou no aumento do valor de alguns dos materiais. O papelão especial é um exemplo. Em janeiro de 2018 era vendido a R$ 0,49 e em novembro foi vendido a R$ 0,61, um aumento de 24%.

“A Redesol ganhou mais visibilidade. Parceiros e compradores começaram a enxergar a rede com maior volume de produção. Os dados obtidos durante o ano auxiliam no momento de negociar a comercialização dos materiais”, revelou Ivaneide.
Foto: Diego Cota/Redesol MG