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3 de janeiro de 2022

Redesol visa expansão da coleta de vidro com aquisição de novas caçambas

Foto: Diego Cota/Redesol

Os dois anos de trabalho focado no vidro realizado pela Central de Recebimento de Vidro da Redesol superaram as expectativas. É uma atividade que dá certo. Por isso, visando aumentar a capacidade produtiva e o início do trabalho de coleta do material nos empreendimentos filiados, a rede adquiriu mais quatro novas caçambas para agilizar a logística.

Com elas, agora serão seis unidades que permitirão a coleta nos empreendimentos de maior volume entre as filiadas. Assim como com outros tipos de materiais recicláveis, a rede tem como objetivo centralizar a produção dos catadores para a comercialização em rede e, consequentemente, agregar melhor valor com a venda direta à indústria.

Segundo a presidente da Redesol, Ivaneide da Silva Souza, essa é uma fase de investimento na estrutura operacional da Central de Recebimento de Vidro para que ela possa se tornar um local de beneficiamento, como previsto no plano de negócio para o material elaborado pela rede no Projeto Cataforte III, aprovado pela Fundação Banco do Brasil.

Atualmente, os resíduos vítreos comercializados pelos catadores não são beneficiados. Seu beneficiamento proporciona ganho até três vezes maior na comercialização. A evolução do trabalho em rede promove o protagonismo dos catadores na cadeia da reciclagem, com melhoria na renda e maior transparência nas operações.

17 de fevereiro de 2021

Central de Recebimento de Vidro da Redesol destinou mais de 937 toneladas para indústria, em 2020

Volume é referente ao período de janeiro a dezembro de 2020 (Imagem: Redesol)


Apesar dos impactos da pandemia nas atividades dos catadores de materiais recicláveis, a Central de Recebimento de Vidro da Redesol manteve seu funcionamento a todo vapor em seu primeiro ano de existência. De janeiro a dezembro, o empreendimento localizado no Bairro São Salvador, região Noroeste de Belo Horizonte, destinou mais de 937 toneladas de vidro para a indústria recicladora.

A estrutura disponível no galpão foi determinante para a continuidade do trabalho com segurança. O piso principal está a um nível acima do local das caçambas, onde o vidro é despejado, funcionando como uma plataforma. Isso possibilita que todas as cargas do material que chegam ao galpão sejam despejadas diretamente nas caçambas, não sendo necessário o manuseio do vidro pelos catadores da unidade.

Estrutura foi fundamental para continuidade do trabalho (Foto: Redesol)

Esse fato possibilitou que a Superintendência de Limpeza Urbana (SLU), da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), continuasse com a coleta e destinação das cargas de vidro. Para a rede foi determinante para manter a parceria de logística reversa com a Associação Brasileira de Bebidas (Abrabe), como apontou a presidente da Redesol, Ivaneide da Silva Souza.

“A continuidade do recebimento do material foi o que nos ajudou a não encerrar as atividades e a ter condições de custear nossas despesas operacionais nesses tempos de pandemia. E possibilitou também continuar atendendo a parceria que temos com a Abrabe, algo que é muito importante para nós”, disse.

Se o primeiro ano de funcionamento foi voltado para a estruturação das atividades no local, os planos para 2021 são transformar o que hoje é uma unidade de recebimento em uma central de beneficiamento de vidro. “Algumas metas do ano passado foram realizadas com sucesso. Estamos vislumbrando agora a ampliação dos nossos serviços, além adquirir equipamentos que nos possibilite fazer a seleção e limpeza dos vidros que chegam no galpão”, contou Ivaneide.

Galpão está localizado na Rua Lume, nº 268, Bairro São Salvador



8 de abril de 2018

Conheça o Projeto Cuidar: iniciativa fomentou atenção à saúde dos catadores da Redesol MG

Diálogo com catadoras e catadores foi base do diagnóstico realizado (Foto: Divulgação/Unicicla)

Estabelecer o cuidado prévio com a saúde é fundamental para uma vida saudável, mas, em alguns casos, a falta de acesso e de informação é um empecilho para mantê-lo em dia. Em 7 de abril é comemorado o Dia Mundial da Saúde e neste ano a temática é “Saúde universal: para todos, em todos os lugares”, direito do cidadão reconhecido na Constituição da Organização Mundial da Saúde (OMS), desde 1946.

A Cooperativa Central Rede Solidária dos Trabalhadores de Materiais Recicláveis de Minas Gerais (Redesol MG) conta ao leitor sobre a iniciativa Projeto Cuidar, desenvolvida pela rede global WIEGO (Mulheres no Emprego Informal: Globalizando e Organizando) em alguns dos empreendimentos filiados, em 2017, com o objetivo de diagnosticar a saúde ocupacional dos catadores.

O projeto teve como objetivo analisar a saúde, os riscos e problemas enfrentados no local de trabalho e como os trabalhadores lidam com eles. Serviu como um processo de levantamento de informações e um momento de reflexão coletiva, por meio da troca de informações entre os cooperados e equipe.

De acordo com a presidente da Redesol MG e da Comunidade Associada para Reciclagem de Materiais da Região da Pampulha (Comarp), Ivaneide da Silva Souza, a iniciativa conseguiu cativar os participantes. “Eu percebi o envolvimento deles, participando e gostando. Inicialmente achei que o projeto teria muitas dificuldades com a contribuição dos cooperados, mas percebemos que eles estão preocupados com a saúde e em melhorar a forma de trabalho”, revelou.

A atividade desenvolvida pelos trabalhadores com materiais recicláveis, seja catador de rua ou de empreendimentos de triagem, requer esforço constante. Se realizado de forma que não contempla a ergonomia, de médio a longo prazo o corpo vai sofrer consequências, como dores e desconfortos. Esse foi um dos pontos abordados pela equipe do projeto no diagnóstico.

A participação na iniciativa proporcionou algo inédito para a catadora da Associação de Catadores de Materiais Recicláveis de Nova União (Unicicla), Alaíde Soares. “Achei legal, porque foi a primeira vez que alguém nos deu esse tipo de atenção. Eu não tinha conhecimentos dos riscos que eu poderia correr no local de trabalho”, contou.

Equipe do projeto com as catadoras da Ascar, de Raposos (Foto: Reprodução)

Para a catadora da Associação de Catadores de Materiais Recicláveis de Raposos (Ascar), Maria de Fátima Silva, a participação fomentou o desejo de se dedicar mais às questões envolvendo a saúde. “Essa iniciativa muda nosso senso de segurança no dia a dia. Dá mais tranquilidade, porque a atenção com a saúde passa a ser algo contínuo”, disse.

Segundo o Diretor Geral da Unicicla, Anderson Viana, os associados aprovaram o projeto. “Para nós é importante porque fez um diagnóstico de toda a situação e condições de saúde da associação. Eles se sentiram acolhidos. Foi um avanço para o empreendimento”, disse.

O Projeto Cuidar

Resultados foram apresentados durante realização do IV Encare, em 2017 (Foto: Diego Cota/Redesol MG)

A iniciativa foi desenvolvida pelas coordenadoras Sonia Dias e Ana Carolina Ogando, e pelas pesquisadoras Fabiana Goulart e Juliana Gonçalves. Ela surgiu em 2012 do grupo de discussão das mulheres que participavam do Projeto Gênero e Lixo, parceria entre a WIEGO, Instituto Nenuca de Desenvolvimento Sustentável (Insea), Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR) e Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre a Mulher (NEPEM), da UFMG, com o intuito de abordar a saúde da mulher.

Segundo as coordenadoras, a demanda pela atenção à saúde dos catadores surgiu durante a participação em encontros da Redesol MG. Interesse esse que é comum com os objetivos dos programas de Proteção Social e Políticas Urbanas da WIEGO, que visa diagnosticar os desafios e riscos de saúde que catadoras e outras trabalhadoras informais enfrentam no mundo.

23 de março de 2018

Cooperativas da Redesol MG realizam mutirão solidário, em Sabará

Ação reforçou a solidariedade entre as filiadas (Foto: Diego Cota/Redesol MG)
Cooperação e união estiveram presentes nos sábados (17/02, 24/02 e 17/03), que foram de muito trabalho para os cooperados da Cooperativa Central Rede Solidária dos Trabalhadores de Materiais Recicláveis de Minas Gerais (Redesol MG). Catadores de quatro empreendimentos concentraram os esforços em um mutirão na Associação Mãos Amigas dos Trabalhadores com Material Reciclável da Comunidade de Maquiné, de Sabará.

Nos últimos meses, a quantidade de material reciclável, proveniente da coleta seletiva municipal, acumulou no galpão, tornando necessário o auxílio da força de trabalho em rede. Contribuíram os catadores da Comarp, Coopemar e Coopersoli, de Belo Horizonte, e da Acamares, de Sarzedo.

A catadora da Associação Mãos Amigas, Genessi Ferreira, relembrou a luta histórica da entidade e aprovou a ação em rede. “O espaço foi conseguido com muito esforço. Desde que entramos na Redesol, em 2013, que corremos atrás. Esse trabalho de mobilização começou na rede e vai ser o primeiro de muitos que estão por vir”, disse.
Antes do trabalho, o grupo planejava os objetivos da atividade (Foto: Diego Cota/Redesol MG)

A atividade integra as ações do Programa Novo Ciclo, que está em execução na rede. A iniciativa visa auxiliar os empreendimentos na logística de produção e na negociação direta com a indústria.

Importância do empreendimento para avanço da Redesol


Localizado no Aterro Sanitário de Macaúbas, a Associação Mãos Amigas está a poucos minutos de um dos principais corredores de escoamento de cargas do estado, a BR-381. Esse fato torna a localização estratégica para futuras comercializações.

Para a rede, a região é importante, porque o “Corredor 381” engloba também a Associação dos Catadores de Materiais Recicláveis de Nova União (Unicicla) e a Associação dos Gestores/Catadores Ambientais de Caeté (Agea). 

De acordo com assessor técnico da Redesol, pelo Programa Novo Ciclo, Lélis Fonseca, a dimensão do galpão de Sabará é um fator relevante para os objetivos traçados. “O espaço disponível tem potencial para estocar grande quantidade de material, facilitando assim a venda direta”, apontou.

Galpão da associação após segundo dia de mutirão (Foto: Diego Cota/Redesol MG)

28 de fevereiro de 2018

Educação ambiental: Acamares promove oficina de arte sustentável, em Sarzedo

Imagem: Divulgação
A Associação de Catadores de Materiais Recicláveis de Sarzedo (Acamares), integrante da Cooperativa Central Rede Solidária dos Trabalhadores de Materiais Recicláveis de Minas Gerais (Redesol MG), aposta na conscientização da população para o avanço da coleta seletiva recém-implantada na cidade.

Diante disso, o empreendimento promove, a partir do próximo sábado (3/03), a Oficina de Arte Sustentável, destinada ao público infantil, de 6 a 12 anos. Serão formadas duas turmas, totalizando 40 vagas. A atividade conta com apoio da Tetra Pak, da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), e da Prefeitura de Sarzedo.

Para o artesanato serão utilizadas embalagens Tetra Pak, garrafas pet, latinha e outros materiais. Segundo o coordenador de Arte Sustentável da Acamares, Jair Prates, além de ensinar boas práticas às crianças, a oficina vai oferecer um momento de descontração. “Elas aprenderão a fazer uma peça importante para a reciclagem, ouvirão palestras e se divertirão na construção desse dispositivo”, revelou.

Para mais informações, entre em contato, por meio dos números: (31) 3577-8116 e (31) 97158-2682.


Reciclagem e artesanato como fonte de renda


Visando a geração de emprego e renda, a Acamares tem um setor dedicado ao artesanato, o Departamento de Arte Sustentável. Nele, são criadas e produzidas peças utilizando como matéria-prima os materiais recicláveis. Além disso, são feitas reformas de móveis que foram descartados. “Ao longo do tempo tem se visto o artesanato como alternativa de trabalho e terapia ocupacional. Na maioria dos casos, faz parte da historia cultural de um município”, explicou Jair Prates.

“O artesanato sustentável limpa a cidade, dá nova cara ao que foi desprezado, duplica a vida útil de um objeto, e evita que tais itens poluam o meio ambiente. Contribui também para a economia popular, onde pessoas que não podem comprar algo novo, tenham um equivalente por um custo menor”, completou.

Representatividade das peças produzidas


As peças produzidas na Acamares carregam consigo significados únicos. Cada uma delas possui um “projeto preliminar desenhado para um objetivo que pode ser desde uso doméstico à decoração de ambientes, comercial ou residencial”, como destaca o coordenador.
Foto: Diego Cota/Redesol MG

Durante a realização do IV Encontro de Catadores da Redesol MG (Encare), em dezembro, a rede foi presenteada com uma peça representando o sol, feito de espelhos. Segundo Jair, o material representa luz e energia. “São elementos vitais para a vida do planeta”, disse.

Um dos últimos trabalhos, elogiado por sua beleza, nas redes sociais, foi a construção de um sofá, onde 90% do material usado foi proveniente da reciclagem. O objetivo agora é produzir mais unidades para comercializar e assim poder utilizar esse dispositivo como gerador de renda e dignidade.
Foto: Divulgação/Acamares

17 de novembro de 2017

Unicicla é finalista do Prêmio Cidadania Metropolitana; saiba como votar

Arte: Diego Cota/Redesol MG
A Associação dos Catadores de Materiais Recicláveis de Nova União (Unicicla) é finalista do Prêmio Cidadania Metropolitana, promovido pela Agência de Desenvolvimento da Região Metropolitana de Belo Horizonte (ARMBH). Por meio de votação online, dez entidades serão premiadas entre as 47 concorrentes.

O interessado tem até o próximo domingo (19/11) para votar. Basta acessar o endereço eletrônico e preencher o formulário com a opção 6. A premiação das dez mais votadas será feita durante a abertura da VI Conferência Metropolitana da RMBH, na terça-feira (21/11), a partir das 13h30.

O evento será realizado na Escola de Engenharia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), na próxima semana, dias 21 e 22, e visa reconhecer entidades, universidades, movimentos sociais e demais organizações que atuam na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Os empreendimentos da Cooperativa Central Rede Solidária dos Trabalhadores de Materiais Recicláveis de Minas Gerais (Redesol MG) cumprem, por natureza, o importante papel no avanço de políticas públicas no setor da reciclagem. Contribuem, principalmente, no contexto de desenvolvimento sustentável e promoção do trabalho e renda.

Acesse o formulário e vote 6
Imagem: Divulgação/ARMBH

Acamares é finalista do Prêmio Cidadania Metropolitana; saiba como votar

Arte: Diego Cota/Redesol MG

A Associação de Catadores de Materiais Recicláveis de Sarzedo (Acamares) é finalista do Prêmio Cidadania Metropolitana, promovido pela Agência de Desenvolvimento da Região Metropolitana de Belo Horizonte (ARMBH). Das 47 entidades concorrentes, dez serão premiadas, por meio de votação pela internet.

O interessado tem até o próximo domingo (19/11) para votar. Basta acessar o endereço eletrônico e preencher o formulário com a opção 7. A entrega do prêmio para as dez mais votadas será feita durante a abertura da VI Conferência Metropolitana da RMBH, na terça-feira (21/11), a partir das 13h30.

O evento será realizado na Escola de Engenharia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), na próxima semana, dias 21 e 22, e visa reconhecer entidades, universidades, movimentos sociais e demais organizações que atuam na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Os empreendimentos da Cooperativa Central Rede Solidária dos Trabalhadores de Materiais Recicláveis de Minas Gerais (Redesol MG) cumprem, por natureza, o importante papel no avanço de políticas públicas no setor da reciclagem. Contribuem, principalmente, no contexto de desenvolvimento sustentável e promoção do trabalho e renda.

16 de outubro de 2017

Redesol Informa: Outubro/2017

Arte: Diego Cota/Redesol MG

Em setembro, os empreendimentos filiados à Cooperativa Central Rede Solidária de Trabalhadores de Materiais Recicláveis de Minas Gerais (Redesol MG) demonstraram, mais uma vez, sua fundamental participação para o desenvolvimento do setor da reciclagem no estado.

A Redesol mostrou o avanço da Comunidade Associada para Reciclagem de Materiais da Região da Pampulha (Comarp) na melhoria das condições de trabalho com a implantação da esteira no processo de triagem.


Para avançar é necessário diálogo e conscientização dos atores da sociedade. Na região metropolitana de Belo Horizonte, associações que integram a rede desempenham o importante papel de integração social.


Viu como é bonito esse trabalho? Para ler essas e outras informações, confira o informativo desenvolvido pela Redesol e acompanhe o nosso site.

Clique para baixar

9 de outubro de 2017

Filiada à Redesol MG, Comarp inaugura processo de triagem por esteira

Modernização no empreendimento se deu por meio de projeto financiado pela Fundação Banco do Brasil e contou com apoio da UFMG e PBH

Inauguração contou com parceiros ligados ao setor da reciclagem (Foto: Diego Cota/Redesol MG)

Modernizar para tornar sólida a atividade realizada no galpão e proporcionar melhores condições de trabalho aos recicladores. É com esse objetivo que a Comunidade Associada para Reciclagem de Materiais da Região da Pampulha (Comarp), empreendimento filiado à Cooperativa Central Rede Solidária de Trabalhadores de Materiais Recicláveis de Minas Gerais (Redesol MG), inaugurou, na última quarta-feira de setembro (27/09), seu processo de triagem por esteira.

A adaptação do espaço e posterior instalação do maquinário se deram por meio do Projeto “Modernização do galpão de triagem da Comarp Aquisição de esteira”, iniciativa financiada pela Fundação Banco do Brasil, com apoio técnico da Escola de Engenharia, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), e Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), por meio da Superintendência de Limpeza Urbana (SLU).

A cerimônia de inauguração foi realizada na unidade sede da Comarp, situada na Avenida Antônio Carlos, 4070, Bairro São Francisco, em​ Belo Horizonte/MG. A ocasião foi acompanhada pelos cooperados, por representantes da PBH, empresas parceiras e empreendimentos econômicos solidários da capital mineira e região metropolitana.

Há um mês funcionando no galpão da cooperativa, a esteira já proporciona benefícios no dia a dia do trabalhador, como contou a Diretora Presidente da Redesol e Comarp, Ivaneide Souza. “Já vemos a melhoria na qualidade de vida dos catadores, porque a forma de triagem é diferente da anterior, que era no chão. Neste novo modelo, aumentamos a produtividade e conseguimos ter melhor logística e organização no galpão”, disse.
Ivaneide Souza e Osvaldo Machado, da PBH, inauguraram maquinário da Comarp


Presente no evento, a Diretora de Planejamento da SLU, Patrícia Batista, destacou a importante conquista da Comarp para a autarquia e aos cooperados que trabalham na unidade do empreendimento. “É muito importante, porque é um dos objetivos implantar tecnologia nos galpões de reciclagem. Em uma esteira como essa, você recicla um volume enorme de material com condições de trabalho melhores do que a original”, afirmou.

Modernização no modo de trabalhar e mudança positiva na rotina


Contar com uma esteira que auxilie o trabalho de triagem de recicláveis é uma realidade ainda distante na maioria dos empreendimentos. Boa parte deles realiza o processo apenas de forma manual. Assim, o catador recolhe o material de um montante depositado no chão e separa por tipo ​em um recipiente específico para cada reciclável.

Antes, a atividade era realizada manualmente e fazia com que os catadores adotassem posturas corporais inadequadas. Segundo a Diretora Financeira d​a Comarp, Débora Cristina Pereira, as queixas devido a dores diminuíram após a instalação do maquinário. “A esteira facilita o trabalho. Depois de instalado, os cooperados passaram a reclamar menos de dores em decorrência da postura no trabalho”, contou.

​A novidade deixou a atividade focada n​o empreendimento​, como destacou o cooperado Hélio Joaquim dos Santos, de 50 anos. “Com a esteira, o trabalho ficou melhor, porque você só tem que se preocupar com o tipo de reciclável que separa. O trabalhador fica posicionado em um local fixo e ao seu lado estão os bags de um determinado material”, disse.

Além disso, a instalação da esteira mudou a interação entre os cooperados no dia a dia do trabalho. Segundo Débora, a necessidade de estabelecer um horário em comum contribuiu para aumentar a união do grupo. “Antes, era cada um por si, inclusive nos horários destinados à alimentação. Com a esteira, foi necessário o estabelecimento de horários próprios para o almoço. Há uma comunhão maior, eles passaram a conversar mais entre si”, revelou.


Esteira mudou o formato de trabalho adotado na Comarp (Foto: Diego Cota/Redesol MG)

Exemplo para empreendimentos filiados à Redesol


A atuação em rede também proporciona o espaço para troca de boas ações e experiências. A aquisição de maquinário para o trabalho com reciclagem tem a intenção de gerar melhores condições de trabalho e aumentar a produção. Uma das metas da Redesol, como central dos empreendimentos, é realizar a comercialização diretamente com o setor industrial.

Para Ivaneide Souza, ​a​ conquista da Comarp fomenta o desejo de replicar a iniciativa nos demais filiados. “Nosso objetivo é que possa melhorar o resultado para a cooperativa e, posteriormente, implantar em outras que integram a Redesol. Buscamos aumentar o volume de produção para que possamos alcançar a indústria”, disse.

A Comarp é o segundo empreendimento filiado a Redesol a contar com uma esteira no processo de triagem. O primeiro foi a Cooperativa de Catadores de Materiais Recicláveis da Região Oeste de Belo Horizonte (Coopemar Oeste), que, em julho deste ano, recebeu da Tetra Pak uma esteira devido ao sucesso na comercialização de embalagens longa vida.

25 de setembro de 2017

Associações filiadas à Redesol MG discutem rumo da coleta seletiva na região metropolitana de Belo Horizonte

Arte: Diego Cota/Redesol MG

Em setembro, encontros regionais do Fórum Lixo e Cidadania marcaram mais uma etapa em busca por avanços para os empreendimentos

A discussão sobre implantação e desenvolvimento da coleta seletiva, com objetivo de alcançar autonomia das entidades de recicladores no processo, avança na região metropolitana de Belo Horizonte e tem como protagonistas empreendimentos filiados à Cooperativa Central Rede Solidária de Trabalhadores de Materiais Recicláveis de Minas Gerais (Redesol MG).

Em setembro, fóruns lixo e cidadania reforçaram a importância da pauta junto aos gestores públicos, parceiros e sociedade civil. A Associação de Reciclagem de Nova União (Unicicla) e a Associação de Catadores de Materiais Recicláveis de Sarzedo (Acamares) promoveram o Fórum Regional de Nova União, Bom Jesus do Amparo e Taquaraçú de Minas e o Fórum Regional de Mário Campos e Sarzedo, respectivamente.

Unicicla almeja inclusão dos catadores no trabalho da coleta seletiva


Nova União sediou o fórum regional, na segunda-feira (11/09). Realizado na Escola Estadual Coronel José Nunes Melo Junior, o encontro teve como pauta principal a contratação da Unicicla para execução da coleta seletiva, já implantada na cidade. O processo tem como objetivo promover renda aos associados e também visa retribuir, ao empreendimento, o serviço prestado à comunidade.

Há um ano em funcionamento, o fórum obteve conquistas importantes para o setor e para a população. A mais expressiva foi o fechamento do lixão irregular que havia na cidade. Com isso, a coleta ganhou força e esse é um fator que impacta diretamente na atividade realizada pelos trabalhadores da reciclagem. Desde a criação, a Unicicla é a principal articuladora do diálogo com os integrantes e leva para as discussões os interesses da categoria.

A reunião contou com a presença dos prefeitos de Nova União, Ailton Guimarães, e de Bom Jesus do Amparo, Dário Ferreira, além de gestores da Secretária de Meio Ambiente de Taquaraçú de Minas. A Redesol foi representada pela Diretora Presidente Ivaneide Souza, e pela Presidente da Acamares, Marli Beraldo.

Acamares fomenta debate sobre implantação do serviço em Sarzedo


Na quarta-feira (20/09), a Acamares coordenou o segundo encontro regional do Fórum Lixo e Cidadania de Mário Campos e Sarzedo, realizado na Câmara Municipal de Sarzedo. A ocasião visa criar um espaço para discussão contínua sobre a gestão e manejo dos resíduos sólidos, além de amadurecer o debate referente à implantação da coleta seletiva em Sarzedo, fato que é realidade no município de Mário Campos, desde dezembro de 2014.

Assim como em Nova União, o objetivo é, também, proporcionar melhores condições de trabalho aos recicladores, ao mesmo tempo em que garanta a preservação do meio ambiente e dissemine boas práticas. A reunião contou com a presença de gestores públicos e representantes de empreendimentos das cidades de Sarzedo, Mario Campos, Ibirité, Contagem e Belo Horizonte.

8 de setembro de 2017

Redesol MG representa trabalhadores da reciclagem em conselho de economia solidária

Encontro do CEEPS reuniu membros do governo estadual e de empreendimentos solidários da Região Metropolitana de Belo Horizonte

​Cumprindo seu papel de representar os empreendimentos de catadores da economia solidária do estado, a Cooperativa Central Rede Solidária de Trabalhadores de Materiais Recicláveis de Minas Gerais (Redesol MG) participou de mais um encontro do Conselho Estadual da Economia Popular Solidária (CEEPS), realizado na primeira quarta-feira de setembro (6/09), na Casa dos Direitos Humanos, localizada no Centro de Belo Horizonte.

Um dos assuntos abordadas na ocasião foi a proposta de criação de comissões para debater e aprofundar em temáticas que envolvem a economia popular solidária (EPS). Para a diretora presidente da Redesol, Ivaneide Souza, esse formato vai acrescentar nas discussões, que necessitam de maior atenção. “O trabalho das comissões vai discutir muitos assuntos que demandam um tempo maior de dedicação. Os resultados vão ser positivos”, disse.

Discussões visam avanço para economia popular solidária (Foto: Diego Cota/Redesol MG)

A presença da Redesol neste espaço é recente e busca proporcionar benefícios às associações, cooperativas e catadores. Até então, a CEEPS não contava com representante dos trabalhadores com materiais recicláveis. “É um espaço que discutia mais os outros setores, como artesanato e confecção. Não tinha representação da reciclagem. Vamos ocupar esse espaço para discutir um pouco mais as questões dos catadores em âmbito estadual”, reforçou Ivaneide.

Ela destacou ainda a importância da entidade integrar o conselho. A rede representa 14 empreendimentos filiados situados em Belo Horizonte e Região Metropolitana.“Aqui é um espaço de discussão de todas essas políticas que vêm acontecendo em Minas Gerais. É importante a Redesol fazer parte desses espaços para buscar benefícios para os empreendimentos mineiros de catadores”, completou.

O CEEPS é um mecanismo que integra representantes do governo estadual e membros da sociedade civil, onde é viabilizado um espaço de diálogo que tem como objetivo possibilitar o desenvolvimento da EPS. Nele, pautas são apreciadas e os conselheiros decidem pela sua deliberação. O órgão é vinculado à Secretaria de Estado de Trabalho e Desenvolvimento Social (Sedese).

10 de novembro de 2015

REDESOL promove 1º Encontro pelo Cataforte III


Catadores de materiais recicláveis de Belo Horizonte e região metropolitana participaram neste sábado, 07/11/2015, do 1º Encontro REDESOL – Cataforte III. O evento, que aconteceu no auditório do Instituto de Educação de Minas Gerais, contou com representantes dos 14 empreendimentos que formam a REDESOL com o objetivo de trocar experiências e aprofundar na relação estabelecida pelo trabalho em rede e conhecer melhor o Cataforte III e começar a pensar sobre o Plano de Gestão.

A presidente da REDESOL, Ivaneide Souza, acredita na importância da união das cooperativas para buscar os avanços para os catadores e seus empreendimentos. “Esse encontro é, efetivamente, o ponta pé inicial da REDESOL no projeto Cataforte III, unificando os empreendimentos filiados à rede com o objetivo de aproximar os cooperados estreitando as relações. Acho que o Cataforte III vem para fortalecer as redes e estamos com muita expectativa de avançar na questão do planejamento consolidando a Rede como um negócio que atenda da melhor forma as bases filiadas”.

O encontro contou com a participação de representantes das diversas instituições parceiras da REDESOL, incluindo o INSEA, MNCR, Fórum Municipal Lixo e Cidadania, do Centro Público de Economia Solidária e da ONG Moradia, que formaram a mesa de abertura do encontro.

A assessora regional do Cataforte III – MG/RJ, do Escritório Nacional do Cataforte, Marislene Nogueira, apresentou o Projeto para os catadores, além de um histórico das duas edições anteriores.

Com o intuito de trabalhar a “Estruturação de Negócios Sustentáveis em Rede”, o atual projeto tem como objetivo possibilitar avanços na cadeia produtiva e no mercado da reciclagem (comercialização conjunta; prestação de serviços; beneficiamento/agregação de valores aos materiais recicláveis; outras oportunidades de negócios). O Cataforte III também vem com o desafio de avançar na inclusão de catadores informais e na integração de políticas e iniciativas de apoio aos catadores.

Os participantes do encontro foram divididos em seis grupos que trataram dos seguintes temas: estrutura organizativa; afirmação da identidade e projeto de sociedade; comunicação; formação e mobilização para a participação; estratégias e metodologias para planejamento, monitoramento e avaliação das atividades em rede; e relações políticas e institucionais. Os seis temas que foram trabalhados pelos grupos são requisitos do Cataforte III para serem tratados no Plano de Gestão. A recomendação é que os temas sejam discutidos de forma participativa com os catadores.

A REDESOL é formada por 14 empreendimentos solidários de catadores de materiais recicláveis de Belo Horizonte e das cidades de Caeté, Vespasiano, Raposos, Nova União, Sabará, Baldim, Congonhas, Pedro Leopoldo e Sarzedo.



15 de setembro de 2015

Prêmio BNDES de Boas Práticas em Economia Solidária

A REDESOL foi ganhadora do Prêmio BNDES de Boas Práticas em Economia Solidária, Premiação que reconhece as iniciativas consideradas "boas práticas" de Empreendimentos Econômicos Solidários (EES) e suas Redes. A inciativa é uma ação conjunta do BNDES, da Secretaria Nacional de Economia Solidária, do Ministério do Trabalho e Emprego (SENAES/MTE) e do Fórum Brasileiro de Economia Solidária (FBES).

A cerimônia de premiação ocorreu no dia 11 de julho de 2015 durante a 11ª Feira de EcoSOL - Feira Latino Americana de Economia Solidária e 22ª FEICOOP - Feira Internacional do Cooperativismo realizada no Centro de Referência em Economia Solidária Dom Ivo Lorscheiter em Santa Maria – RS. PARABÉNS REDESOL, por mais essa conquista coletiva!!!


1 de fevereiro de 2012

Natal é a primeira capital a contratar cooperativas

A "Cidade do Sol" dá o exemplo às demais capitais e implanta modelo já testado em alguns municípios brasileiros.
A Política Nacional de Resíduos Sólidos não deixa dúvidas quanto à determinação para que o poder público priorize as cooperativas de catadores no estabelecimento de sistemas de coleta seletiva, unindo soluções ambientais a avanços sociais. No dia 10 de agosto de 2011, Natal (RN) se tornou a primeira capital do país a seguirà risca essa orientação e estabelecer com duas cooperativas (Coocamar e Coopcicla) um contrato de prestação de serviços que tem como meta a coleta, transporte e destinação ecologicamente correta de 600 toneladas/ mês de resíduos recicláveis.

"Tivemos uma longa negociação com o gestor público até chegar a esse contrato. Durante todo esse tempo, procuramos mostrar que o programa de coleta seletiva realizado por uma cooperativa pode ser mais eficiente tanto em termos ambientais quanto na melhoria da condição de vida dos catadores, o que sem dúvida é um componente a mais para sensibilizar e envolver a população", explica Severino Lima Júnior, da equipe de Articulação do Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR) no Rio Grande do Norte.

O contrato (disponível para consulta no site do MNCR, indicado abaixo) prevê a coleta dos resíduos por parte das cooperativas de forma organizada e sem interrupções. Além disso, estabelece que elas realizem a entrega dos sacos para a população colocar os recicláveis, fazendo no mínimo uma visita por semana em cada trecho, com limite máximo de quatro visitas. "Cabe também às duas cooperativas garantir pessoal suficiente para os trabalhos de coleta e transporte dos resíduos, bem como a elaboração, junto com a prefeitura e a Companhia de Serviços Urbanos de Natal (Urbana), dos itinerários de coleta e divulgação dos EcoPontos para recebimento voluntário dos recicláveis e outras obrigações relacionadas à triagem, manutenção dos galpões e comercialização dos materiais", enumera Heverthon Rocha, gerente
técnico de meio ambiente da Urbana.

Direitos trabalhistas

De acordo com a Urbana, atualmente 190 catadores participam do processo que beneficia, indiretamente, mais de 450 familiares dos cooperados. A perspectiva de crescimentoé grande, visto que em agosto as cooperativas juntas coletaram 231 toneladas, o que representa um volume de aproximadamente 1,5% do potencial de coleta na capital. "Nossa meta é chegar ao final de 2012 com, pelo menos, 20% de cobertura, o que deverá ampliar o número de catadores envolvidos", prevê Severino.

"Para os catadores, a contratação marca sua valorização profissional, a certeza de maior segurança financeira e o respeito por parte da gestão municipal que agora os vê como empreendedores da cadeia produtiva da reciclagem. Para o município, significa a certeza de caminhar em direção à sustentabilidade real, com justiça social, respeito ao meio ambiente e viabilidade econômica", detalha Heverthon. Entre os próximos passos, estão a capacitação de um grupo de catadores para atuar com resíduos eletroeletrônicos, o aumento da coleta de óleo de cozinha e a inserção dos cooperados nos programas de assistência social do governo federal.

Segundo Severino, outro benefício fundamental trazido pelo contrato é a exigência de recolhimento do INSS. "Isso oferece ao catador o direitoà aposentadoria e outros benefícios trazidos pelo seguro social. É uma grande vitória para o movimento que precisa ser multiplicada por todo o país. Agora, vamos divulgar esse modelo de contratação para que outras cooperativas possam também obter essa mesma conquista."
Para saber mais: www.mncr.org.br / severinolima@yahoo.com.br

Fonte: http://www.cempre.org.br/ci_2011-1112_desafios.php