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3 de janeiro de 2022

Redesol visa expansão da coleta de vidro com aquisição de novas caçambas

Foto: Diego Cota/Redesol

Os dois anos de trabalho focado no vidro realizado pela Central de Recebimento de Vidro da Redesol superaram as expectativas. É uma atividade que dá certo. Por isso, visando aumentar a capacidade produtiva e o início do trabalho de coleta do material nos empreendimentos filiados, a rede adquiriu mais quatro novas caçambas para agilizar a logística.

Com elas, agora serão seis unidades que permitirão a coleta nos empreendimentos de maior volume entre as filiadas. Assim como com outros tipos de materiais recicláveis, a rede tem como objetivo centralizar a produção dos catadores para a comercialização em rede e, consequentemente, agregar melhor valor com a venda direta à indústria.

Segundo a presidente da Redesol, Ivaneide da Silva Souza, essa é uma fase de investimento na estrutura operacional da Central de Recebimento de Vidro para que ela possa se tornar um local de beneficiamento, como previsto no plano de negócio para o material elaborado pela rede no Projeto Cataforte III, aprovado pela Fundação Banco do Brasil.

Atualmente, os resíduos vítreos comercializados pelos catadores não são beneficiados. Seu beneficiamento proporciona ganho até três vezes maior na comercialização. A evolução do trabalho em rede promove o protagonismo dos catadores na cadeia da reciclagem, com melhoria na renda e maior transparência nas operações.

3 de dezembro de 2021

Redesol passa a utilizar aplicativo CataFácil na comercialização em rede

Informatização reforça autonomia dos catadores no setor da reciclagem (Fotos: Diego Cota/Redesol)

Os catadores dos empreendimentos filiados à Cooperativa Central Rede Solidária dos Trabalhadores de Materiais Recicláveis de Minas Gerais (Redesol) contam agora com o aplicativo CataFácil nas coletas das cargas realizadas pela rede. A utilização da nova ferramenta vai possibilitar agilidade e maior transparência ao processo. A iniciativa é a primeira parte do projeto Redesol 2.0, que visa informatizar a produção das associações e cooperativas para a comercialização conjunta.

As vendas em rede se firmaram como uma ação que proporciona benefícios aos catadores. Por isso, ter a maior transparência possível sempre foi uma preocupação da rede. “A transparência dos dados e a informação em mãos trazem mais tranquilidade para os cooperados”, disse a presidente Ivaneide da Silva Souza.

Nesta primeira etapa de informatização da produção, o CataFácil vai auxiliar no controle da coleta realizada pela rede. O assessor técnico Lelis Fonseca explicou o funcionamento do aplicativo. “Quando o caminhão fizer a coleta nas bases, os catadores receberão o ticket referente ao material coletado, seja em quantidade de bags e fardos ou pelo peso. Então, ele terá um comprovante fiel ao material que sai do seu galpão”, contou.

Uso do aplicativo visa proporcionar mais transparência ao processo

A agilidade no trâmite das vendas é fundamental para o mercado de materiais recicláveis, uma vez que os preços flutuam muito dependendo das condições do momento. O aplicativo chega como dispositivo para organizar as vendas conjuntas para possibilitar melhores ganhos para os catadores filiados.

“O foco da rede sempre foi chegar na indústria recicladora pra ter melhor preço para os empreendimentos. Ela sempre quer fazer o dinheiro chegar na base, porque, aliado com uma boa gestão financeira, proporciona uma melhoria na renda dos associados”, contou Lelis.

Software CataFácil nas filiadas de Belo Horizonte

O uso do aplicativo é algo novo na Redesol, mas a parceria com o CataFácil teve início em 2013, por meio da utilização do software de gestão em computadores. Atualmente, os quatro empreendimentos localizados em Belo Horizonte utilizam a ferramenta diariamente no trabalho administrativo. A Coomarp Pampulha é o empreendimento que há mais tempo utiliza o programa.

Para Ivaneide, ele foi um divisor de águas na cooperativa. “O Catafácil trouxe organização, saindo do manual e entrando num processo mais profissional. Ele possibilita maior transparência e facilidade de chegada nos controles. O que fazíamos manualmente em 10 ou 15 dias, hoje fazemos em tempo real. Cada catador pode acompanhar sua produtividade, dando um panorama sobre os ganhos mensais”, contou.

Aplicativo é a primeira parte do projeto Redesol 2.0

Segundo o diretor de desenvolvimento do CataFácil, Carlos Brighenti, o software surgiu da necessidade de atender as demandas de gestão para empreendimentos de catadores, com objetivo de proporcionar transparência financeiras, centralização e segurança das informações e autonomia para os grupos. Para ele, a informatização é necessária tendo em vista melhores resultados.

“Ela é de estrita importância, tendo um papel fundamental através da busca de soluções, proporcionando informações confiáveis em tempo real para que as decisões operacionais e administrativas possam ser tomadas de maneira segura e ágil, gerando assim, maior competitividade no mercado”, afirmou Carlos.

13 de julho de 2021

Comercialização conjunta traz benefícios para os catadores da Redesol

Cargas conjuntas são destinadas para indústrias de Minas Gerais e de outros estados (Fotos: Divulgação/Redesol)

A Cooperativa Central Rede Solidária dos Trabalhadores de Materiais Recicláveis de Minas Gerais (Redesol) consolidou, no primeiro semestre de 2021, um dos objetivos traçados e desenvolvidos nos últimos anos: a comercialização em rede de forma frequente para a indústria recicladora. Os resultados alcançados têm proporcionado benefícios aos catadores, mesmo em tempo de pandemia. A conquista é fruto de uma série de ações que tiveram início desde a formação da rede e só foram possíveis graças ao trabalho articulado entre os catadores.

Essas ações tiveram como foco no primeiro momento o fortalecimento das filiadas, como contou a presidente da Redesol, Ivaneide da Silva Souza. “Vencemos muitos desafios para chegar aqui. O primeiro foi estruturar os empreendimentos com equipamentos essenciais, tais como prensas. Conseguimos com projetos e liberamos todos para essa comercialização. Depois, adquirimos um caminhão, alugamos um espaço para unificação das cargas e o último desafio foi o capital de giro”, disse.

Ao longo desse período, os projetos executados foram fundamentais para ampliar a visão de negócio dos catadores dentro da cadeia produtiva da reciclagem. A presidente da Coopersoli-Barreiro, Silvana Assis Leal, relembrou as intervenções e destacou a complexidade que é a atuação conjunta. “A comercialização em rede teve um efeito maior durante o Cataforte III, no nosso plano para o vidro, e no Programa Novo Ciclo com as visitas nas indústrias. Nós vimos que era possível comercializar outros tipos de resíduos. Estamos no caminho certo, é uma construção de longo prazo, porque é um relacionamento amplo com bases e gestões com pensamentos independentes”, afirmou.


Com a conquista do galpão pra funcionar como uma central, tanto para o recebimento de vidro quanto para concentrar o volume produzido nas bases, aliado com a negociação frequente com a indústria, foi possível comercializar materiais que antes eram descartados pela falta de valor de mercado. Isopor, pente de ovos e plásticos ABS e PVC foram alguns deles. Outros, como embalagens longa-vida (TetraPak) e variedades de plásticos, foram valorizados e hoje agregam na renda.

Com o protagonismo dos catadores nas negociações, a média de ganhos é maior se comparado com a comercialização para os atravessadores, como era feito antes. Silvana apontou também que atuar de forma conjunta é gratificante. “A comercialização em rede ajuda muito os empreendimentos no sentido de valor, de preço dos materiais, e quando fazemos de forma conjunta, o resultado é bem mais satisfatório para todos”, disse.

A vice-presidente da Redesol e catadora da Associrecicle-BH, Fabiana da Cruz Ovídio, assegura que esse é o melhor cenário para os catadores. “A comercialização em rede foi a melhor coisa que podia acontecer com as cooperativas e associações e está trazendo muitos benefícios para a associação. Essa é a melhor forma de comercialização para os catadores”, afirmou.

O trabalho em rede, além de ser positivo para os catadores, de empreendimentos de grande ou pequeno porte, possibilita maior união das filiadas. “Hoje percebemos uma maior maturidade, compromisso e credibilidade nas ações. Isso possibilita a proximidade da rede, pois um dos nossos objetivos centrais é o fortalecimento de todas as bases”, destacou Ivaneide.