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2 de março de 2022

Coopersoli-Barreiro: resultado da cotação de preços nº 001/2022


A Cooperativa Solidária dos Recicladores e Grupos Produtivos do Barreiro e Região (Coopersoli-Barreiro) informa o resultado da Cotação de Preços nº 001/2022 para aquisição de carroceria e elevador veicular tipo plataforma hidráulica para caminhão, no âmbito da execução do Projeto Cooperativa de Catadores - Rumo à Inovando na Produção - Gerando Trabalho e Renda, Termo de Fomento nº 902030/2020, celebrado entre a Coopersoli-Barreiro e o Ministério da Cidadania.

As informações estão no documento a seguir.

14 de fevereiro de 2022

Coopersoli-Barreiro: publicado aviso de cotação de preços e termo de referência nº 001/2022


A Cooperativa Solidária dos Recicladores e Grupos Produtivos do Barreiro e Região (Coopersoli-Barreiro) torna pública a realização da Cotação de Preços para aquisição de carroceria e elevador veicular tipo plataforma hidráulica para caminhão, no âmbito da execução do Projeto Cooperativa de Catadores - Rumo à Inovando na Produção - Gerando Trabalho e Renda, Termo de Fomento nº 902030/2020, celebrado entre a Coopersoli-Barreiro e o Ministério da Cidadania.

Confira mais informações no documento abaixo.


Outras informações poderão ser obtidas pelo seguinte telefone (31) 3387-3311 e email: coopersoli@yahoo.com.br

9 de fevereiro de 2022

Assembleia Geral da Redesol elegeu nova diretoria e aprovou entrada de duas filiadas

Foto: Diego Cota/Redesol

A Cooperativa Central Rede Solidária dos Trabalhadores de Materiais Recicláveis de Minas Gerais (Redesol MG) elegeu a nova diretoria para mandato de 2022 a 2026. A Assembleia Geral Ordinária aconteceu na manhã da quinta-feira (20/01), na sede da Coomarp Pampulha, em Belo Horizonte. Na ocasião, os catadores também aprovaram a entrada formal de duas novas associações ao quadro de filiadas.

A nova diretoria conta com a catadora Ivaneide da Silva Souza, da Coomarp Pampulha, como Diretora-Presidente; o catador Anderson Patrício Viana, da Unicicla, de Nova União, como Diretor-Administrativo; e a catadora Maria Ilná da Costa, da Coopervesp, de Vespasiano, como Diretora-Financeira.

A Associação Eco Solidaria de Trabalhadores da Reciclagem de Venda Nova (Cantinho Do Reciclo) e a Associação Rede Solidária de Contagem (Coopercata) passaram a integrar formalmente o quadro de filiadas da Redesol, que conta com 13 cooperativas e associações, cinco em Belo Horizonte e oito na Região Metropolitana.

Para esse próximo ciclo, o objetivo da Redesol é de expansão da comercialização conjunta e consolidação do trabalho da Central de Recebimento de Vidro com investimentos em estrutura de coleta e beneficiamento.

Catadores da Unicicla receberam veículo por meio de emenda parlamentar

Fotos: Divulgação/Ana Paula Siqueira

A Associação dos Catadores de Materiais Recicláveis de Nova União (Unicicla), filiada da Redesol, recebeu um veículo por meio de emenda parlamentar da deputada estadual Ana Paula Siqueira, em um convênio com a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad). A entrega aconteceu no dia 22/12, na sede da associação, em Nova União/MG. Com o carro, os catadores visam maior autonomia do empreendimento.

O veículo é um Renault Sandero, adquirido no convênio de investimento de R$ 70.083,00

Segundo o presidente da Unicicla, Anderson Viana, a conquista é um reconhecimento aos anos de trabalho junto a comunidade. “É um grande avanço, são seis anos de muito trabalho, esforço e protagonismo que tivemos ao longo desse período. Esforço que foi reconhecido pela deputada Ana Paula Siqueira”, disse.

O carro dará suporte na realização de ações de mobilização, transporte dos associados e deslocamentos a outros municípios para participação em reuniões e eventos. “Neste primeiro mês, ele proporcionou autonomia. Entre os feitos, foi realizado o transporte das cestas básicas do programa Periferia Viva, da Cáritas, doadas à Unicicla. Ele vai ser utilizado inclusive nas ações de educação ambiental”, contou Anderson.

A deputada Ana Paula Siqueira destacou que os catadores de Nova União realizam um trabalho necessário à região. “O veículo, adquirido a partir de indicação nossa de emenda parlamentar, vai potencializar a atuação da associação. Poder contribuir para fortalecer essa pauta e caminhada é uma satisfação e uma alegria”, escreveu.

A solenidade de entrega contou com a presença da presidente da Redesol, Ivaneide da Silva Souza, do assessor técnico da Redesol, Lélis Fonseca, da deputada estadual, de representantes do executivo e legislativo municipal e atores locais.




3 de janeiro de 2022

Coomarp Pampulha realizou projeto piloto de oficina de artesanato e costura

A expectativa é de prosseguir com a oficina em 2022 (Fotos: Diego Cota/Redesol)

A Cooperativa dos Trabalhadores com Materiais Recicláveis da Pampulha Ltda (Coomarp Pampulha), filiada da Redesol, realizou, em novembro, o projeto piloto da Oficina Transformar Veste-Reverte, que visa oferecer capacitação de costura e artesanato para confecção de ecobags aos catadores e seus familiares e para pessoas em vulnerabilidade social. O projeto tem parceria da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG) e da costureira Linda Rodrigues, do Repensando Hábitos.

A princípio, a ideia era atender catadores que haviam se aposentado e filhos dos cooperados. “Os que se aposentavam iam pra casa e começavam a apresentar depressão porque não tinham nenhuma atividade. Já os filhos dos catadores costumam ser assediados pelo tráfico. Por isso, nós começamos a pensar num modelo de negócio que poderia inserir essas pessoas”, contou a catadora da Coomarp e presidente da Redesol, Ivaneide da Silva Souza.

Registro do primeiro dia de oficina na Coomarp Pampulha

No projeto piloto, a oficina teve como alunas pessoas que haviam saído da situação de rua. Ela teve esse formato após uma equipe da assistência social da Regional Noroeste procurar a Coomarp com intuito de incluir essas pessoas em uma atividade. Uma das alunas foi Thais Cristiane Nonato, que se destacou pelo empenho. Tanto que foi incluída pela cooperativa no corpo de cooperados.

“É uma oportunidade diferente pra quem saiu da situação de rua. Tá sendo um renovo de novo. É melhoria, profissão, é independência. É a oportunidade que a Coomarp me deu. É muito bacana você sair de manhã e falar ‘Poxa, eu vou trabalhar’, é uma independência sua, não é virtual ou imaginário, é a vida real, é a minha vida”, disse Thais.

Para Thais, foi um oportunidade de começar uma nova fase da sua vida

Durante o mês de oficina, foi ensinado os princípios básicos do corte e costura, uso da máquina e a costura manual. Segundo a instrutora Linda Rodrigues, as aulas tiveram como objetivo ensinar de uma forma simples. “Busquei traçar um perfil para que elas pudessem aprender desde o início, qual é a diferença de uma linha para outra, as questões de medições, de régua, fita métrica, a importância de a gente fazer com o que temos em mãos, pois muitas vezes precisamos de uma alternativa criativa para a solução de um problema”, contou.

Linda Rodrigues explica às alunas sobre corte

Para Ivaneide, o projeto superou as expectativas. “Deu um resultado positivo além do que a gente esperava. Agora precisamos estruturar um pouco mais, trazer apoio da assistência social, envolver mais os órgãos da prefeitura nesse projeto pra que a gente consiga ampliar, não só na Coomarp, mas em outros espaços que enfrentam os mesmos problemas que a gente tem”, avaliou.


Equipe da assistência social da Regional Noroeste/PBH após reunião na Coomarp, em outubro de 2021

Ecobags idealizadas per Linda Rodrigues, do Repensando Hábitos


Redesol visa expansão da coleta de vidro com aquisição de novas caçambas

Foto: Diego Cota/Redesol

Os dois anos de trabalho focado no vidro realizado pela Central de Recebimento de Vidro da Redesol superaram as expectativas. É uma atividade que dá certo. Por isso, visando aumentar a capacidade produtiva e o início do trabalho de coleta do material nos empreendimentos filiados, a rede adquiriu mais quatro novas caçambas para agilizar a logística.

Com elas, agora serão seis unidades que permitirão a coleta nos empreendimentos de maior volume entre as filiadas. Assim como com outros tipos de materiais recicláveis, a rede tem como objetivo centralizar a produção dos catadores para a comercialização em rede e, consequentemente, agregar melhor valor com a venda direta à indústria.

Segundo a presidente da Redesol, Ivaneide da Silva Souza, essa é uma fase de investimento na estrutura operacional da Central de Recebimento de Vidro para que ela possa se tornar um local de beneficiamento, como previsto no plano de negócio para o material elaborado pela rede no Projeto Cataforte III, aprovado pela Fundação Banco do Brasil.

Atualmente, os resíduos vítreos comercializados pelos catadores não são beneficiados. Seu beneficiamento proporciona ganho até três vezes maior na comercialização. A evolução do trabalho em rede promove o protagonismo dos catadores na cadeia da reciclagem, com melhoria na renda e maior transparência nas operações.

13 de julho de 2021

Comercialização conjunta traz benefícios para os catadores da Redesol

Cargas conjuntas são destinadas para indústrias de Minas Gerais e de outros estados (Fotos: Divulgação/Redesol)

A Cooperativa Central Rede Solidária dos Trabalhadores de Materiais Recicláveis de Minas Gerais (Redesol) consolidou, no primeiro semestre de 2021, um dos objetivos traçados e desenvolvidos nos últimos anos: a comercialização em rede de forma frequente para a indústria recicladora. Os resultados alcançados têm proporcionado benefícios aos catadores, mesmo em tempo de pandemia. A conquista é fruto de uma série de ações que tiveram início desde a formação da rede e só foram possíveis graças ao trabalho articulado entre os catadores.

Essas ações tiveram como foco no primeiro momento o fortalecimento das filiadas, como contou a presidente da Redesol, Ivaneide da Silva Souza. “Vencemos muitos desafios para chegar aqui. O primeiro foi estruturar os empreendimentos com equipamentos essenciais, tais como prensas. Conseguimos com projetos e liberamos todos para essa comercialização. Depois, adquirimos um caminhão, alugamos um espaço para unificação das cargas e o último desafio foi o capital de giro”, disse.

Ao longo desse período, os projetos executados foram fundamentais para ampliar a visão de negócio dos catadores dentro da cadeia produtiva da reciclagem. A presidente da Coopersoli-Barreiro, Silvana Assis Leal, relembrou as intervenções e destacou a complexidade que é a atuação conjunta. “A comercialização em rede teve um efeito maior durante o Cataforte III, no nosso plano para o vidro, e no Programa Novo Ciclo com as visitas nas indústrias. Nós vimos que era possível comercializar outros tipos de resíduos. Estamos no caminho certo, é uma construção de longo prazo, porque é um relacionamento amplo com bases e gestões com pensamentos independentes”, afirmou.


Com a conquista do galpão pra funcionar como uma central, tanto para o recebimento de vidro quanto para concentrar o volume produzido nas bases, aliado com a negociação frequente com a indústria, foi possível comercializar materiais que antes eram descartados pela falta de valor de mercado. Isopor, pente de ovos e plásticos ABS e PVC foram alguns deles. Outros, como embalagens longa-vida (TetraPak) e variedades de plásticos, foram valorizados e hoje agregam na renda.

Com o protagonismo dos catadores nas negociações, a média de ganhos é maior se comparado com a comercialização para os atravessadores, como era feito antes. Silvana apontou também que atuar de forma conjunta é gratificante. “A comercialização em rede ajuda muito os empreendimentos no sentido de valor, de preço dos materiais, e quando fazemos de forma conjunta, o resultado é bem mais satisfatório para todos”, disse.

A vice-presidente da Redesol e catadora da Associrecicle-BH, Fabiana da Cruz Ovídio, assegura que esse é o melhor cenário para os catadores. “A comercialização em rede foi a melhor coisa que podia acontecer com as cooperativas e associações e está trazendo muitos benefícios para a associação. Essa é a melhor forma de comercialização para os catadores”, afirmou.

O trabalho em rede, além de ser positivo para os catadores, de empreendimentos de grande ou pequeno porte, possibilita maior união das filiadas. “Hoje percebemos uma maior maturidade, compromisso e credibilidade nas ações. Isso possibilita a proximidade da rede, pois um dos nossos objetivos centrais é o fortalecimento de todas as bases”, destacou Ivaneide.

12 de junho de 2021

Redesol e entidades que atuam na defesa ambiental formam o movimento Minas Gerais Contra a Incineração


A Cooperativa Central Rede Solidária dos Trabalhadores de Materiais Recicláveis de Minas Gerais (Redesol), junto a entidades que atuam pela defesa ambiental, integra o movimento Minas Gerais Contra a Incineração, que visa mobilizar a sociedade pela suspensão do Edital de Chamada Pública nº 1, do Ministério do Meio Ambiente (MMA), publicado no Diário Oficial da União, no dia 18 de maio.

Nesta segunda-feira (14/06), uma Audiência Pública na Assembleia de Minas (ALMG) debaterá sobre os Impactos do Edital “Brasil Lixão Zero” na Política de Resíduos Sólidos e nas condições de trabalho dos catadores de materiais recicláveis.

O objetivo do MMA e do Governo de Minas consiste na implantação de Usinas de Triagem Mecanizadas de Resíduos Sólidos Urbanos, que receberiam as coletas seletiva e domiciliar, para produção de Combustível Derivado de Resíduo Urbano (CDRU).

Sem referir-se ao trabalho dos catadores e aos processos de reciclagem e reutilização de resíduos, a proposta governamental representa retrocesso para os trabalhadores da cadeia produtiva da reciclagem e não cumpre um dos objetivos da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), instituída pela Lei 12.305/2010, que em seu Artigo 7º garante a “integração dos catadores de materiais reutilizáveis e recicláveis nas ações que envolvam a responsabilidade compartilhada pelo ciclo da vida dos produtos”.


Entidade como a Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental – Seção Minas Gerais (ABES-MG) e o Observatório da Reciclagem Inclusiva e Solidária (ORIS) publicaram notas técnicas recomendando a suspensão do Edital.

A Redesol, rede formada por 12 associações e cooperativas, tem como missão atuar na defesa de uma melhor qualidade de vida para os catadores, por meio de valores como a economia solidária e a sustentabilidade ambiental. Esses que só podem ser alcançados por meio da construção coletiva e do diálogo entre os diversos setores da sociedade.

31 de maio de 2021

Em novo galpão, Associrecicle-BH se prepara para receber esteira do Programa Avançar Cidades

Galpão mais amplo possibilitou maior autonomia para catadores (Fotos: Diego Cota/Redesol)


Os últimos meses têm sido de mudanças para os catadores da Associação dos Recicladores de Belo Horizonte (Associrecicle-BH), filiada da Redesol. Depois de muito tempo atuando em um galpão pequeno para o volume diário de trabalho, o empreendimento mudou de localidade, para um espaço mais amplo e ideal para a atividade. E as novidades não param por aí. Ainda neste ano, a associação será contemplada com uma esteira, por meio do Programa Avançar Cidades.

O local anterior, no Centro de Belo Horizonte, era propriedade de uma empresa privada, razão que não possibilitava uma autonomia completa da Associrecicle. Segundo a catadora Adenilia Aparecida Portela, a mudança já deu resultado positivo. “Eu achei importante estar num espaço que é nosso. Ainda estamos nos adequando à logística, mas a produção já aumentou. É bem melhor, porque podemos trabalhar com mais calma e disposição”, contou.

 

O fato vai refletir também no volume de materiais recicláveis vindo da coleta seletiva municipal. Antes, o empreendimento recebia apenas a coleta dos Pontos Verdes, duas vezes por semana. “Com um local maior, a prefeitura vai elaborar um novo projeto incluindo a Associrecicle. Vamos receber os recicláveis da coleta porta a porta igual as outras associações e cooperativas da cidade”, disse a catadora e vice-presidente da Redesol, Fabiana da Cruz Ovídio.

O novo endereço da associação é na Rua Íris Alvim Camargos, número 2.868, Bairro Jardinópolis.

Catadores se preparam para alteração no modo de produção

Acostumados com o trabalho de triagem realizado diretamente no chão, os catadores da associação estão próximos de uma readaptação, pois vão receber uma esteira, por meio do Programa Avançar Cidades. A alocação do equipamento no espaço foi apresentada aos catadores pelo assessor técnico da Redesol, Lelis Fonseca.

Catadores decidiram melhor alocação para equipamento no espaço do galpão

Ela vai trazer uma nova forma de trabalhar o reciclável e vai oferecer melhor ergonomia nas jornadas diárias, como avaliou o catador Denílson Portela. “A esteira vai tirar um pouco de desgaste físico das pessoas que vão trabalhar nela, pois não vão precisar ficar abaixando e levantando toda hora. Agora é só a gente modificar as coisas para encaixar a esteira e trabalhar melhor ainda”, afirmou.

Essa é mais uma mudança em pouco tempo na Associrecicle. “As expectativas são as melhores. Vai ser uma realidade diferente, que nós não estamos acostumados a fazer. Foi igual mudar de galpão. Tivemos que lidar com a diferença, mas agora estamos acostumando”, avaliou Fabiana.