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22 de maio de 2018

Fórum Lixo e Cidadania: catadores da Acamares expõem insatisfação com prefeitura de Sarzedo

Foto: Diego Cota/Redesol MG

Construir um espaço democrático para discutir a situação da gestão dos resíduos sólidos e buscar soluções conjuntas para enfrentar os problemas. Com esse objetivo, a Associação dos Catadores de Materiais Recicláveis de Sarzedo (Acamares), filiada da Cooperativa Central Rede Solidária dos Trabalhadores de Materiais Recicláveis de Minas Gerais (Redesol MG), promoveu o Fórum Regional Lixo e Cidadania de Sarzedo e Mário Campos, na sexta-feira (18/05), no Centro de Referência da Pessoa Idosa de Sarzedo.

Em sua segunda edição, foi colocado aos participantes o descontentamento dos trabalhadores da associação com a falta de compromisso do executivo sarzedense em atender demandas básicas para realização do serviço. “Somos uma das melhores cidades da região metropolitana, mas isso não reflete no trabalho dos catadores. É uma vergonha para o município de Sarzedo”, disse a presidente da Acamares, Marli Beraldo.

“A gente espera uma efetivação da política pública, a gestão dos resíduos sólidos, que hoje não é consolidada no município”, apontou. No início do ano, foi implantada a coleta seletiva municipal, que, a princípio, disponibiliza o serviço nos prédios públicos e para o comércio. Segundo a catadora da Acamares, Ludmila Rodrigues da Silva, esse fato não trouxe mudança para o empreendimento.

Ela revela que, desde então, o material no galpão está pouco. Além disso, parte do que recebem junto com o reciclável são inapropriados para comercialização. “A expectativa era que melhorasse a quantidade de material depois da implantação da coleta, mas não foi isso que aconteceu. Tem muitos que já desanimaram, porque a renda que tiramos lá não dá para manter uma família”, explicou Ludmila.

Além de a situação ser negativa para a geração de renda, Marli releva que o fato influencia no trabalho como um todo. Nesse momento, a associação aguarda o cumprimento, por parte da prefeitura, de um convênio. “A coleta ainda não impactou na renda. A gente está esperando uma resolução da parceria de fomento entre prefeitura e Acamares, que visa a mudança para um galpão que dê estrutura de trabalho com dignidade”, disse.

Foto: Diego Cota/Redesol MG

A presidente da Redesol MG, Ivaneide da Silva Souza, cobrou do município, representado pelo secretário de meio ambiente, a garantia de uma remuneração digna ao grupo, já que o volume recebido por meio da coleta seletiva municipal não é suficiente para alcançar uma renda justa. “Vemos muitas pessoas boas na associação que acreditam nesse negócio, mas que infelizmente, por questão de sobrevivência, são obrigadas a sair”, lamentou.

“A gente vem buscando a contratação dos catadores. É uma pauta que tem avançado nos municípios da região metropolitana. É importante porque temos dificuldades de garantir uma renda mínima, de cerca de um salário mínimo, com o volume de material nos galpões. Nosso objetivo é encontrar caminhos para melhorar a qualidade de vida dos catadores”, completou Ivaneide.

Foto: Diego Cota/Redesol MG

O fórum contou com a presença dos catadores da Acamares, comunidade local, Redesol MG, Programa Novo Ciclo, ONG Natureza Viva, vereadores locais, representantes das prefeituras de Sarzedo, Mário Campos e Ibirité. Houve apresentação do grupo da terceira idade do Centro de Referência da Pessoa Idosa, que descontraiu o público.

Investir na coleta seletiva beneficia o município


A coleta seletiva, aliado ao trabalho dos catadores, se torna cada vez mais um serviço essencial. O bom diálogo entre as partes, prefeitura e trabalhador, tem a capacidade de proporcionar avanços necessários na busca pelo desenvolvimento sustentável. Entretanto, antes de pensar no fim positivo proporcionado pela atividade, é preciso valorizar os catadores, por meio da inclusão produtiva.

Durante o fórum, o diretor do Departamento de Projetos Ambientais da Prefeitura de Ibirité, Gilvando Elen de Oliveira, contou um pouco da experiência positiva da cidade vizinha, aliado ao tratamento digno. “Com o apoio financeiro da gestão municipal, o catador tem o suporte que vai animar ele a executar o trabalho. Tendo as despesas garantidas pelo município, sobra só o papel de fazer a triagem para retirar sua renda”, disse.

Foto: Diego Cota/Redesol MG

Além do cuidado ambiental com os resíduos sólidos, que é de responsabilidade do município garantir à população, investir em práticas sustentáveis trazem benefícios para as contas públicas, como destacou Gilvando. “Esse trabalho evita que muitas toneladas de materiais sejam enterradas nos aterros. O executivo acaba economizando ao fazer o serviço de coleta seletiva”, revelou.

Para o integrante da ONG Natureza Viva, Washington Alves dos Santos, o caso de Sarzedo é problemático, porque a cidade tem uma das maiores rendas per capita da região, mas não investe no serviço. Com essa situação, ele aponta a necessidade de exigir constantemente uma atuação favorável da prefeitura. “Não faz sentido não investir na coleta seletiva. Acredito que o desafio seja enorme, pois é preciso pressionar o poder público por meio de redes de entidades articuladas”, disse.

Foto: Diego Cota/Redesol MG

Foto: Diego Cota/Redesol MG

25 de março de 2018

Mês das mulheres: a catadora faz toda a diferença na Redesol MG

Mulheres catadoras são maioria nos empreendimentos filiados (Foto: Diego Cota/Redesol MG)

A Cooperativa Central Rede Solidária dos Trabalhadores de Materiais Recicláveis de Minas Gerais (Redesol MG) é uma entidade consolidada na cadeia produtiva da reciclagem. Constituída e liderada majoritariamente pela força feminina, a história da rede é cheia de exemplos de mulheres catadoras fortes, que se empoderam e garantem autonomia, por meio do trabalho realizado.

Em 8 de março, comemora-se o Dia Internacional da Mulher. A data foi instituída em referência à luta por melhores condições de vida e trabalho. Luta que é constante para as catadoras, como relata a Presidente da Redesol MG, Ivaneide da Silva Souza. “Ter um dia da mulher é especial para refletirmos sobre nós, mas o desafio é diário. Ficamos felizes por ter conseguido avançar ao longo dos anos”, disse.

Para Ivaneide, entre as questões cotidianas está a de passar a ideia de igualdade de gênero no ambiente profissional. “Tem o entendimento de muitos homens machistas de que são eles que têm mais conhecimento e que apenas eles dão conta de liderar. Trabalhar esse assunto para que a gente tenha um grupo homogêneo, independente de lidar com mulheres ou homens, é um grande desafio nesse universo da catação”, revelou.

A Presidente e catadora da Associação de Catadores de Materiais Recicláveis de Sarzedo (Acamares), Marli Beraldo, usa a palavra resiliência para definir o trabalho da mulher catadora. Neste contexto, significa que é a capacidade de lidar com os problemas que surgem, sem ceder às pressões. “Nós tiramos da rua o sustento e somos a cara do povo brasileiro. Dentro da realidade de ser mulher na catação, eu acho que a atividade exige essa resiliência”, afirmou.

Foto: Diego Cota/Redesol MG

Outro aspecto importante é a habilidade de lidar com situações distintas em um mesmo intervalo de tempo, que, segundo Marli, é marcante da mulher, pois por vezes concilia rotina profissional, maternidade, entre outras atividades. “O olhar difuso é uma característica muito feminina, só a mulher dá conta de fazer três coisas ao mesmo tempo”, disse.

Intervenção nas ruas de Sarzedo marcou o Dia da Mulher da Acamares

Foto: Divulgação/Acamares

Na quinta-feira (8/03), as catadoras da Acamares foram às ruas da cidade, localizada na Grande BH, para conscientizar a população sobre a desigualdade de gênero existente.

Rosas foram distribuídas em meio às conversas sobre os desafios enfrentados pela mulher catadora. O momento contou com apoiadores da associação e foi propício para divulgar a coleta seletiva e explicar como esse serviço reflete na inclusão dos catadores.

“Nós entregamos rosas, mas não foi para comemorar, foi de lamento pela violência contra a mulher, pela falta de oportunidade no mercado de trabalho, principalmente para as mulheres negras e pobres. Dialogamos sobre esses problemas para as mulheres catadoras”, contou Marli Beraldo.

23 de março de 2018

Cooperativas da Redesol MG realizam mutirão solidário, em Sabará

Ação reforçou a solidariedade entre as filiadas (Foto: Diego Cota/Redesol MG)
Cooperação e união estiveram presentes nos sábados (17/02, 24/02 e 17/03), que foram de muito trabalho para os cooperados da Cooperativa Central Rede Solidária dos Trabalhadores de Materiais Recicláveis de Minas Gerais (Redesol MG). Catadores de quatro empreendimentos concentraram os esforços em um mutirão na Associação Mãos Amigas dos Trabalhadores com Material Reciclável da Comunidade de Maquiné, de Sabará.

Nos últimos meses, a quantidade de material reciclável, proveniente da coleta seletiva municipal, acumulou no galpão, tornando necessário o auxílio da força de trabalho em rede. Contribuíram os catadores da Comarp, Coopemar e Coopersoli, de Belo Horizonte, e da Acamares, de Sarzedo.

A catadora da Associação Mãos Amigas, Genessi Ferreira, relembrou a luta histórica da entidade e aprovou a ação em rede. “O espaço foi conseguido com muito esforço. Desde que entramos na Redesol, em 2013, que corremos atrás. Esse trabalho de mobilização começou na rede e vai ser o primeiro de muitos que estão por vir”, disse.
Antes do trabalho, o grupo planejava os objetivos da atividade (Foto: Diego Cota/Redesol MG)

A atividade integra as ações do Programa Novo Ciclo, que está em execução na rede. A iniciativa visa auxiliar os empreendimentos na logística de produção e na negociação direta com a indústria.

Importância do empreendimento para avanço da Redesol


Localizado no Aterro Sanitário de Macaúbas, a Associação Mãos Amigas está a poucos minutos de um dos principais corredores de escoamento de cargas do estado, a BR-381. Esse fato torna a localização estratégica para futuras comercializações.

Para a rede, a região é importante, porque o “Corredor 381” engloba também a Associação dos Catadores de Materiais Recicláveis de Nova União (Unicicla) e a Associação dos Gestores/Catadores Ambientais de Caeté (Agea). 

De acordo com assessor técnico da Redesol, pelo Programa Novo Ciclo, Lélis Fonseca, a dimensão do galpão de Sabará é um fator relevante para os objetivos traçados. “O espaço disponível tem potencial para estocar grande quantidade de material, facilitando assim a venda direta”, apontou.

Galpão da associação após segundo dia de mutirão (Foto: Diego Cota/Redesol MG)

18 de março de 2018

Fórum Lixo e Cidadania de Nova União discute contratação dos catadores da Unicicla

Fórum, iniciado em setembro de 2016, pauta o diálogo sobre os resíduos sólidos (Foto: Diego Cota/Redesol MG)
A Associação de Catadores de Materiais Recicláveis de Nova União (Unicicla), que integra a Cooperativa Central Rede Solidária dos Trabalhadores de Materiais Recicláveis de Minas Gerais (Redesol MG), promoveu o Fórum Municipal Lixo e Cidadania de Nova União, na quinta-feira (15/03), na Câmara Municipal da cidade, localizada na Grande BH. O encontro foi realizado em parceria com o Centro de Referência em Assistência Social (Cras) e debateu sobre a garantia dos direitos dos catadores e as formas legais para contratação pelo serviço prestado ao município.

A ocasião contou com a presença do promotor de justiça da Coordenadoria de Inclusão e Mobilização Social do Ministério Público de Minas Gerais (Cimos/MPMG), André Sperling. Durante sua fala, ele esclareceu sobre os meios legais para promover a inclusão dos catadores, como garante a Lei nº 12.305/10, que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS).

Segundo o promotor, a contratação dos catadores pode acontecer de forma imediata, a partir do momento em que o município dispor de recursos. Para realizar esse processo, o artigo 36 da PNRS dispensa a necessidade de licitação e designa que o gestor público deve priorizar cooperativas e associações de trabalhadores da reciclagem.

“Dentro da lei federal, o caminho que Nova União está seguindo é correto, pois a Unicicla tem o direito de receber pelo serviço público que ela presta. De acordo com a política, as associações e cooperativas, formadas por catadores de baixa renda, devem ser priorizadas no recebimento dos resíduos sólidos recicláveis e também devem ser contratados para prestação do serviço”, disse.

Presença da Cimos/MPMG esclareceu dúvidas sobre a contratação dos catadores (Foto: Diego Cota/Redesol MG)

Na última semana, a associação entregou ao município o plano de trabalho junto com os documentos necessários para fortalecer a parceria visando garantir direitos aos catadores. De acordo com prefeito de Nova União, Ailton Guimarães Rosa, há uma necessidade de desenvolver a coleta seletiva municipal para aumentar a capacidade produtiva do empreendimento.

“Vamos aprimorar o programa de coleta seletiva e implantar ecopontos em comunidades distantes. As ações visam elevar o volume de material reciclável na associação e diminuir no montante que é destinado ao aterro sanitário de Sabará. O fórum une todos os elementos da sociedade em busca de um objetivo comum na condução dos resíduos do município”, avaliou.

O diretor da Unicicla, Anderson Viana, destacou a evolução das discussões sobre a gestão dos resíduos após a implantação do fórum, em setembro de 2016. Segundo ele, além dos avanços práticos, proporcionar um espaço que une os atores sociais da cidade é gratificante. “Foi uma construção até chegar nesse momento de ter o reconhecimento do trabalho. Ficamos felizes por ter um gestor público que cumpre o que determina e também pelo reconhecimento dos vereadores e da comunidade”, disse.

O Fórum reuniu executivo municipal, catadores da Unicicla, representantes da Redesol MG, Programa Novo Ciclo, Prefeitura de Barão de Cocais, Centro Mineiro de Referência em Resíduos, Ministério Público de Minas Gerais, entidades da cidade e de municípios vizinhos, além da comunidade local.

Sustentabilidade passa pela gestão dos resíduos sólidos


A discussão da valorização do trabalho realizado pela reciclagem está associada à proposta de desenvolvimento sustentável. Para o secretário de Meio Ambiente e de Limpeza Urbana de Barão de Cocais, Rogério Vidal Bastos, o trabalho realizado pelos catadores é necessário para amenizar a degradação ambiental e reduzir a carga que é destinada aos aterros.

“Levar grande parte dos resíduos das cidades para aterros sanitários é pagar para enterrar dinheiro. Atualmente, não é a melhor saída para o meio ambiente. Antes foi adequado para uma situação trágica que o país vivia em relação aos lixões. A opção para diminuir o impacto ambiental é por meio do trabalho dos catadores da reciclagem”, afirmou.

Já a diretora do Centro Mineiro de Referência em Resíduos (CMRR), Ângela Rosane de Oliveira, destacou a importância da implantação de planos municipais de resíduos sólidos. “O plano é o guia que permite fazer o diagnóstico do lixo da cidade. Ele tem que apontar caminhos para envolver a cidade, por meio da educação ambiental, mobilização social e formas de divulgação. É uma série de diretrizes, um guia para seguir”, explicou.

A fala da diretora foi ao encontro com o anseio do morador do assentamento Ho Chi Minh de Nova União, Antônio Ribeiro. Segundo ele, a conscientização da população deve ser priorizada. “É importante que o município pense mecanismos para estimular a comunidade para fazer a separação do reciclável. O meio ambiente agradece e a comunidade fica satisfeita”, disse.

Juventude engajada na causa sustentável


Durante a realização do fórum, quatro adolescentes, da comunidade de Altamira, entregaram ao prefeito um abaixo-assinado solicitando a inclusão da localidade no programa de coleta seletiva de Nova União. O grupo concorre ao Prêmio Jovem Empreendedor Social, promovido na cidade, com a proposta de implantação de muros inteligentes para incluir a prática da separação dos resíduos nas comunidades.
Jovens mobilizaram comunidade de Altamira pela implantação da coleta seletiva (Foto: Diego Cota/Redesol MG)

Exposição de arte da Acamares

Exposição foi elogiada durante realização do fórum (Foto: Diego Cota/Redesol MG)
Quem acompanhou o fórum teve a oportunidade de conferir o trabalho artesanal produzido pela Associação de Catadores de Materiais Recicláveis de Sarzedo (Acamares). As peças confeccionadas pelo coordenador de Arte Sustentável, Jair Prates, por meio da reutilização de materiais recicláveis, foram expostas na Câmara Municipal de Nova União e chamou atenção de quem passou pelo local.

Para acompanhar as informações da Redesol MG, curta nossa página no Facebook.

28 de fevereiro de 2018

Educação ambiental: Acamares promove oficina de arte sustentável, em Sarzedo

Imagem: Divulgação
A Associação de Catadores de Materiais Recicláveis de Sarzedo (Acamares), integrante da Cooperativa Central Rede Solidária dos Trabalhadores de Materiais Recicláveis de Minas Gerais (Redesol MG), aposta na conscientização da população para o avanço da coleta seletiva recém-implantada na cidade.

Diante disso, o empreendimento promove, a partir do próximo sábado (3/03), a Oficina de Arte Sustentável, destinada ao público infantil, de 6 a 12 anos. Serão formadas duas turmas, totalizando 40 vagas. A atividade conta com apoio da Tetra Pak, da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), e da Prefeitura de Sarzedo.

Para o artesanato serão utilizadas embalagens Tetra Pak, garrafas pet, latinha e outros materiais. Segundo o coordenador de Arte Sustentável da Acamares, Jair Prates, além de ensinar boas práticas às crianças, a oficina vai oferecer um momento de descontração. “Elas aprenderão a fazer uma peça importante para a reciclagem, ouvirão palestras e se divertirão na construção desse dispositivo”, revelou.

Para mais informações, entre em contato, por meio dos números: (31) 3577-8116 e (31) 97158-2682.


Reciclagem e artesanato como fonte de renda


Visando a geração de emprego e renda, a Acamares tem um setor dedicado ao artesanato, o Departamento de Arte Sustentável. Nele, são criadas e produzidas peças utilizando como matéria-prima os materiais recicláveis. Além disso, são feitas reformas de móveis que foram descartados. “Ao longo do tempo tem se visto o artesanato como alternativa de trabalho e terapia ocupacional. Na maioria dos casos, faz parte da historia cultural de um município”, explicou Jair Prates.

“O artesanato sustentável limpa a cidade, dá nova cara ao que foi desprezado, duplica a vida útil de um objeto, e evita que tais itens poluam o meio ambiente. Contribui também para a economia popular, onde pessoas que não podem comprar algo novo, tenham um equivalente por um custo menor”, completou.

Representatividade das peças produzidas


As peças produzidas na Acamares carregam consigo significados únicos. Cada uma delas possui um “projeto preliminar desenhado para um objetivo que pode ser desde uso doméstico à decoração de ambientes, comercial ou residencial”, como destaca o coordenador.
Foto: Diego Cota/Redesol MG

Durante a realização do IV Encontro de Catadores da Redesol MG (Encare), em dezembro, a rede foi presenteada com uma peça representando o sol, feito de espelhos. Segundo Jair, o material representa luz e energia. “São elementos vitais para a vida do planeta”, disse.

Um dos últimos trabalhos, elogiado por sua beleza, nas redes sociais, foi a construção de um sofá, onde 90% do material usado foi proveniente da reciclagem. O objetivo agora é produzir mais unidades para comercializar e assim poder utilizar esse dispositivo como gerador de renda e dignidade.
Foto: Divulgação/Acamares

27 de fevereiro de 2018

Redesol Informa: Fevereiro/2018


Em fevereiro, duas ações reforçaram a responsabilidade social da Cooperativa Central Rede Solidária dos Trabalhadores de Materiais Recicláveis de Minas Gerais (Redesol MG) com o desenvolvimento sustentável.

Na Associação Mãos Amigas dos Trabalhadores com Material Reciclável da Comunidade de Maquiné, em Sábará, aconteceu a primeira atividade em rede, por meio do Programa Novo Ciclo. Leia, no informativo, o exemplo de solidariedade que norteou o mutirão no empreendimento.

Nesta edição, a Redesol conta sobre a iniciativa da Associação de Catadores de Materiais Recicláveis de Sarzedo (Acamares) de levar educação ambiental para crianças de 6 a 12 anos da cidade, por meio do artesanato.

Confira, a seguir, o informativo na íntegra. Para baixar, clique aqui.

15 de janeiro de 2018

Redesol Informa: Janeiro/2018


O ano de 2018 se demonstra promissor para os empreendimentos da Cooperativa Central Rede Solidária dos Trabalhadores de Materiais Recicláveis de Minas Gerais (Redesol MG). Isso se deve ao fato de que em 2017 a articulação com diversas áreas foi pauta constante na rede.

Uma das primeiras conquistas nesse início de ano é a inauguração da coleta seletiva em Sarzedo, na Grande BH, que tem como parceira fundamental a Associação de Catadores de Materiais Recicláveis de Sarzedo (Acamares).

Nesta edição do Redesol Informa, é abordado também a Expocatadores 2017, realizada de 11 a 13 de dezembro, em Brasília. Leia nosso especial sobre o evento.

Confira, a seguir, o informativo na íntegra. Para baixar, clique aqui.

17 de novembro de 2017

Acamares é finalista do Prêmio Cidadania Metropolitana; saiba como votar

Arte: Diego Cota/Redesol MG

A Associação de Catadores de Materiais Recicláveis de Sarzedo (Acamares) é finalista do Prêmio Cidadania Metropolitana, promovido pela Agência de Desenvolvimento da Região Metropolitana de Belo Horizonte (ARMBH). Das 47 entidades concorrentes, dez serão premiadas, por meio de votação pela internet.

O interessado tem até o próximo domingo (19/11) para votar. Basta acessar o endereço eletrônico e preencher o formulário com a opção 7. A entrega do prêmio para as dez mais votadas será feita durante a abertura da VI Conferência Metropolitana da RMBH, na terça-feira (21/11), a partir das 13h30.

O evento será realizado na Escola de Engenharia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), na próxima semana, dias 21 e 22, e visa reconhecer entidades, universidades, movimentos sociais e demais organizações que atuam na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Os empreendimentos da Cooperativa Central Rede Solidária dos Trabalhadores de Materiais Recicláveis de Minas Gerais (Redesol MG) cumprem, por natureza, o importante papel no avanço de políticas públicas no setor da reciclagem. Contribuem, principalmente, no contexto de desenvolvimento sustentável e promoção do trabalho e renda.

16 de outubro de 2017

Redesol Informa: Outubro/2017

Arte: Diego Cota/Redesol MG

Em setembro, os empreendimentos filiados à Cooperativa Central Rede Solidária de Trabalhadores de Materiais Recicláveis de Minas Gerais (Redesol MG) demonstraram, mais uma vez, sua fundamental participação para o desenvolvimento do setor da reciclagem no estado.

A Redesol mostrou o avanço da Comunidade Associada para Reciclagem de Materiais da Região da Pampulha (Comarp) na melhoria das condições de trabalho com a implantação da esteira no processo de triagem.


Para avançar é necessário diálogo e conscientização dos atores da sociedade. Na região metropolitana de Belo Horizonte, associações que integram a rede desempenham o importante papel de integração social.


Viu como é bonito esse trabalho? Para ler essas e outras informações, confira o informativo desenvolvido pela Redesol e acompanhe o nosso site.

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25 de setembro de 2017

Associações filiadas à Redesol MG discutem rumo da coleta seletiva na região metropolitana de Belo Horizonte

Arte: Diego Cota/Redesol MG

Em setembro, encontros regionais do Fórum Lixo e Cidadania marcaram mais uma etapa em busca por avanços para os empreendimentos

A discussão sobre implantação e desenvolvimento da coleta seletiva, com objetivo de alcançar autonomia das entidades de recicladores no processo, avança na região metropolitana de Belo Horizonte e tem como protagonistas empreendimentos filiados à Cooperativa Central Rede Solidária de Trabalhadores de Materiais Recicláveis de Minas Gerais (Redesol MG).

Em setembro, fóruns lixo e cidadania reforçaram a importância da pauta junto aos gestores públicos, parceiros e sociedade civil. A Associação de Reciclagem de Nova União (Unicicla) e a Associação de Catadores de Materiais Recicláveis de Sarzedo (Acamares) promoveram o Fórum Regional de Nova União, Bom Jesus do Amparo e Taquaraçú de Minas e o Fórum Regional de Mário Campos e Sarzedo, respectivamente.

Unicicla almeja inclusão dos catadores no trabalho da coleta seletiva


Nova União sediou o fórum regional, na segunda-feira (11/09). Realizado na Escola Estadual Coronel José Nunes Melo Junior, o encontro teve como pauta principal a contratação da Unicicla para execução da coleta seletiva, já implantada na cidade. O processo tem como objetivo promover renda aos associados e também visa retribuir, ao empreendimento, o serviço prestado à comunidade.

Há um ano em funcionamento, o fórum obteve conquistas importantes para o setor e para a população. A mais expressiva foi o fechamento do lixão irregular que havia na cidade. Com isso, a coleta ganhou força e esse é um fator que impacta diretamente na atividade realizada pelos trabalhadores da reciclagem. Desde a criação, a Unicicla é a principal articuladora do diálogo com os integrantes e leva para as discussões os interesses da categoria.

A reunião contou com a presença dos prefeitos de Nova União, Ailton Guimarães, e de Bom Jesus do Amparo, Dário Ferreira, além de gestores da Secretária de Meio Ambiente de Taquaraçú de Minas. A Redesol foi representada pela Diretora Presidente Ivaneide Souza, e pela Presidente da Acamares, Marli Beraldo.

Acamares fomenta debate sobre implantação do serviço em Sarzedo


Na quarta-feira (20/09), a Acamares coordenou o segundo encontro regional do Fórum Lixo e Cidadania de Mário Campos e Sarzedo, realizado na Câmara Municipal de Sarzedo. A ocasião visa criar um espaço para discussão contínua sobre a gestão e manejo dos resíduos sólidos, além de amadurecer o debate referente à implantação da coleta seletiva em Sarzedo, fato que é realidade no município de Mário Campos, desde dezembro de 2014.

Assim como em Nova União, o objetivo é, também, proporcionar melhores condições de trabalho aos recicladores, ao mesmo tempo em que garanta a preservação do meio ambiente e dissemine boas práticas. A reunião contou com a presença de gestores públicos e representantes de empreendimentos das cidades de Sarzedo, Mario Campos, Ibirité, Contagem e Belo Horizonte.